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Máquinas já dizem aos humanos o que fazer, afirma CIO da GE

Para Jim Fowler, a próxima evolução do Enterprise Resource Planning (ERP) é o “Machine Resource Planning” (MRP).

Da Redação

Publicada em 24 de outubro de 2017 às 13h33

A General Electric forneceu sensores e software para 650 plataformas petrolíferas da British Petroleum (BP) que transmitem dados operacionais para uma plataforma central da GE onde os dados são analisados para optimização do funcionamento das plataformas, o que as tornou 2 a 4% mais eficientes que antes.

Jim Fowler, CIO da GE, atribui esta melhoria não aos trabalhadores, mas às máquinas. “As máquinas estão dizendo às pessoas o que fazer, mais do que o contrário”, disse Fowler numa reunião do Open Networking User Group (ONUG), dias atrás em Nova Iorque.

Os sensores e a respectiva plataforma de software ajudaram a introduzir melhorias incrementais na produção, evitando tempos de inactividade.

Fowler refere-se a este panorama como a fusão da tecnologia de informação e da tecnologia operacional para criar valor.

Eficiência de IoT
As máquinas equipadas com estes sistemas avançados podem fazer um auto diagnóstico de problemas para acelerar a manutenção e reduzir o tempo de inatividade. A aplicação Field Vision da GE tira partido da abordagem interna da companhia sobre as suas próprias linhas de produção, onde são fabricadas turbinas a gás ou equipamentos de imagiologia.

O equipamento na fábrica agora reporta dados de diagnóstico para um “hub” central, e, se uma peça no equipamento precisa ser substituída, o sistema dá início automaticamente a um processo de cadeia de abastecimento para o encomendar.

Fowler refere-se a esta situação para explicar a próxima evolução do Enterprise Resource Planning (ERP): o “Machine Resource Planning” (MRP). Quando os trabalhadores chegam para arranjar a máquina, já têm as peças necessárias e podem gastar o seu tempo a resolver o problema, em vez de o terem de diagnosticar.

A “Inteligência Artificial (IA) está sendo utilizada para determinar 75% das necessidades de trabalho”, em muitos reparos. “Sabemos que peças trazer, que competências precisamos, temos a lista completa de materiais, os projetos das máquinas e os registos anteriores de manutenção”, refere. A GE espera que estas medidas possam vir a representar redução nos custos de produtividade na ordem dos 2,5 milhões de dólares, este ano.

A GE também está disponibilizando esta tecnologia aos seus clientes através da marca GE Digital. Os objetivos incluem melhorias no tempo de funcionamento dos sistemas dos clientes e maiores rendimentos operacionais o que significa que as máquinas estão produzindo mais do que foram projetadas para fazer.

“A ideia é ajudar os nossos clientes a retirar mais valor dos produtos que já têm”, assinala Fowler. Acrescenta ainda que poderá gerar receitas na ordem dos 10 mil milhões de dólares para a GE.

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Papel importante da cloud computing
Além de utilizar dados baseados em máquinas para ajudar a melhorar as operações, a empresa também está envolvendo-se na utilização da cloud pública para potencializar muitos destes projetos. A GE construiu uma plataforma de software que funciona como o principal agregador central para muitas das suas inovações, o Predix.

Este sistema pode ser executado tanto em cloud privada, hospedada nas empresas, como em recursos de cloud pública como é o caso da Amazon Web Services (AWS) e da Azure, da Microsoft.

A cloud pública é menos dispendiosa para a GE do que a infraestrutura existente na empresa, diz Flower que admite que nem todas as empresas podem chegar a essa conclusão.

Fowler diz que o objetivo é capitalizar a utilização de recursos “on premises” e construir novas aplicações em cloud públicas. Assinala que a cloud pública é menos dispendiosa para a GE do que a infraestrutura existente na empresa, apesar de admitir que nem todas as empresas podem chegar a essa conclusão.

O CIO estima que 40% da infraestrutura da empresa está na cloud pública, acrescentando que “vai ampliar este uso tanto quanto possível”.

Mudança na GE começou por dentro
Instituir essas práticas na GE não aconteceu de um dia para o outro, explica Fowler. Elas fazem parte de um esforço mais abrangente, na empresa, para utilizar software e outras tecnologias emergentes para ajudar o negócio. O essencial na implantação desta estratégia, diz Fowler, foi acabar com as tradicionais estruturas de gestão verticais para criar plataformas de software horizontais e compartilhadas.

A aplicação Field Vision, por exemplo, é utilizada tanto nas unidades de turbinas de gás como em equipamentos de imagiologia médica, quando, anteriormente poderia estar em grupos separados dentro da empresa em que cada uma das unidades estaria trabalhando com a sua própria versão de um recurso semelhante. Os trabalhadores também são encorajados a tornar-se multidisciplinares e a formação de desenvolvimento profissional é encorajada, e integrada nos horários de trabalho”, assinala o CIO.



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