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Brasil está entre os líderes na adoção de Internet das Coisas no consumo, diz pesquisa

Estudo da Worldpay revela que 81% dos consumidores brasileiros já estão preparados para fazer compras por meio de dispositivos conectados

Da Redação

Publicada em 28 de setembro de 2017 às 08h24

Os brasileiros são os consumidores mais abertos à adoção de novas tecnologias de Internet das Coisas de acordo com uma nova pesquisa da Worldpay. E acreditam que esse processo é parte da evolução de como as empresas e o público se relacionam. Além disso, 81% dos pesquisados afirmaram que se sentiriam confortáveis em usar a tecnologia em comparação com outros países abordados como Austrália, China, Alemanha, Holanda, Cingapura, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

Os consumidores chineses estão logo atrás, na segunda posição entre os mais receptivos à adoção da Internet das Coisas, com 61% dizendo se sentirem confortáveis na utilização de dispositivos conectados. No outro extremo da pesquisa, apesar do Reino Unido ser um dos países mais preparados do mundo para aplicações de IoT, ocupa a última posição da lista. Somente 23% dos ingleses participantes da pesquisa gostariam de contar com um dispositivo conectado para fazer pedidos de produtos em nome deles, de forma automatizada.

O levantamento também revelou que brasileiros acreditam que a tecnologia IoT será responsável por tornar o cotidiano mais fácil e prático. Apenas 43% dos pesquisados disseram que fariam questão de aprovar cada compra antes de o pedido ser feito pelo dispositivo.

Ao mesmo tempo, o consumidor brasileiro tem algumas restrições na maneira como gastam seu dinheiro com 78% optando por manter o controle de seus orçamentos e desejando receber uma notificação antes do processo de compra ser concluído. Além disso, 67% dos consumidores brasileiros preferem estabelecer regras para compras como limitar o valor que pode ser gasto a cada semana.

Apesar dos brasileiros serem mais propensos à adoção dos dispositivos conectados, a privacidade dos dados pessoais é uma preocupação para 74% dos pesquisados que se interessam em saber como as empresas compartilham seus dados pessoais e um índice ainda maior (82%) se preocupa com o risco desses aparelhos serem invadidos por hackers.

A pesquisa foi conduzida por Opinium em junho de 2017 e entrevistou 20 mil consumidores sobre a Internet de Coisas na Austrália, Brasil, China, Alemanha, Holanda, Cingapura, Espanha, Suécia, Estados Unidos da América e Reino Unido. O relatório Completo do Consumidor Conectado está disponível mediante solicitação. No Brasil, o estudo entrevistou 2.014 consumidores.

Plano Nacional de Internet das Coisas
Os dados estão em linha com os estudos que deverão embasar o Plano Nacional de Internet das Coisas, finalizado esta semana pela  Câmara de Internet das Coisas (IoT). Comércio foi uma das 10 áreas apontadas como promissoras. Mas o governo acabou escolhendo como áreas prioritárias para as políticas públicas as Cidades Inteligentes, a Sáude, o Agronegócio e a Indústria 4.0.

Internetdascoisas

No caso das Cidades, o objetivo é elevar a qualidade de vida por meio da adoção de tecnologias e práticas que viabilizem a gestão integrada dos serviços para o cidadão e a melhoria da mobilidade, da segurança pública e da gestão dos recursos (energia, esgoto e resíduos).

Já em Saúde, o desenvolvimento do setor de IoT deve contribuir para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde de qualidade por meio da descentralização da atenção à saúde, da integração das informações dos pacientes e da melhoria de eficiência das unidades de saúde.

No Agronegócio, a expectativa é aumentar a produtividade e a relevância do Brasil no comércio mundial de produtos agropecuários, com elevada qualidade e sustentabilidade socioambiental, além de posicionar o país como o maior exportador de soluções de IoT para agropecuária tropical.

Por fim, a Internet das Coisas deve resultar no aumento da produtividade da indústria brasileira por meio de processos mais eficientes e flexíveis, da integração das cadeias produtivas, e do desenho de produtos e modelos de negócios de maior valor agregado.

Dentro dessas frentes, o estudo aponta quatro áreas que demandam ações importantes para a evolução da Internet das Coisas no país: capital humano, inovação e inserção internacional, aspectos regulatórios e infraestrutura de conectividade.

Nessas áreas estão previstas ações de governo com o objetivo de ampliar a força de trabalho qualificada em IoT; aprimorar modelos de remuneração, financiamento e contrato para serviços públicos; a criação de um marco regulatório para proteção de dados pessoais; e ampliar a oferta de redes de comunicações para suportar a demanda pelos serviços.

 Entre as propostas, três são consideradas “mobilizadoras” para o desenvolvimento do setor de IoT no Brasil: a criação de um ecossistema de inovação; a construção de um Observatório de IoT, uma plataforma online para acompanhamento das iniciativas do Plano Nacional de IoT; e a elaboração de uma cartilha para gestores públicos, sobretudo, para a contratação de soluções de Internet das Coisas para cidades inteligentes.

O plano de ação do estudo de IoT deve ser apresentado na próxima terça-feira, 3 de setembro, durante a Futurecom..



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