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Cinco fundamentos do gerenciamento efetivo da nuvem

A crescente complexidade dos ambientes em nuvem pode atrapalhar sua empresa. Aqui estão cinco áreas funcionais em que os CIOs devem se concentrar, para manter a estratégia sob controle

Clint Boulton, CIO/EUA

Publicada em 18 de julho de 2017 às 09h10

Uma grande parte do papel do CIO hoje implica a implantação de uma estratégia de computação em nuvem. Decidir se cria uma nuvem privada ou descarrega algumas cargas de trabalho em um sistema de nuvem pública, enquanto mantém outras on-premise, é apenas o começo. Em seguida, há as negociações, freqüentemente dolorosas, sobre os acordos de nível de serviço (SLAs). Mas o verdadeiro teste para o sucesso da nuvem começa quando chega a hora de gerenciar seu ambiente.

A realidade é que há muito mais do que algumas questões em jogo, com as empresas optando por misturar e combinar serviços em ambientes híbridos ou multicloud. Mais de 85% das empresas se comprometerão com  uso de arquiteturas multicloud, abrangendo uma mistura de serviços de nuvem pública, nuvens privadas, nuvens da on-premise, de acordo com estudo recente da IDC. Além disso, a empresa de pesquisa diz que mais da metade das empresas  usarão mais de cinco serviços de nuvem pública diferentes e, 2018, adicionando, expandindo, contratatando e cancelando assinaturas, constantemente, com base nas necessidades empresariais. A complexidade resultante tornará ainda mais importante ter um bom gerenciamento, desde o início.

A natureza pay-as-you-go da nuvem pública oferece a promessa de configurá-la e esquecê-la. Mas se você não gerenciar continuamente a forma como sua empresa está alavancando a nuvem pública, é provável que gaste bem mais por ela.

Um grande erro, cometido por muitas empresas, é tratar o serviço público da nuvem como se fosse um serviço de cabo, onde você contrata uma capacidade fixa, usa parte dessa capacidadea todos os meses e paga uma conta fixa no final do mês", diz Dennis Smith, analista do Gartner. "Muitos acham que estão gastando mais dinheiro. Os provedores de nuvem pública não vão dizer que existem formas mais eficientes de usar seus serviços. Você precisa gerenciá-lo da mesma forma que gerenciaria a infraestrutura local, considerando  custo, planejamento de capacidade, segurança e outras condições. Essa necessidade geraram um mercado modesto, mas crescente, para ferramentas de gerenciamento de nuvem , que as empresas usam para aplicar políticas, além de automatizar e orquestrar serviços da nuvem pública e privada de forma uniforme, de acordo com Smith.

As ferramentas de gerenciamento de nuvem abrangem mais de uma dúzia de funcionalidades, com dezenas de fornecedores no mercado disponibiizando aplicações muito diferentes. Para aumentar a complexidade, nenhum desses fornecedores oferece um sistema que seja uma espécie de bala de prata, capaz de gerenciar todas as necessidades. Segundo Smith, até 2022, 80 por cento das empresas exigirão de quatro a seis ferramentas de gerenciamento da nuvem para controlar suas estratégias híbridas e multicloud.

Para combater essa crescente complexidade, os CIOs devem se concentrar nessas cinco áreas funcionais.

Transparência e otimização de custos: Smith diz que gerenciar custos de nuvem é um pesadelo para muitos CIOs, particularmente aqueles que são novatos na adoção da nuvem. Esses  CIOs estão acostumados com um mundo onde eles compravam equipamentos, os configuravam e usavam . Mas não podem agir da mesma forma com os serviços na nuvem.

Os CIOs precisam acompanhar de perto o consumo de serviços na nuvem, vis-à-vis com o quanto orçaram para este consumo.

Considere um cenário muito comum: os desenvolvedores que testam um aplicativo às vezes esquecem de desligar máquinas virtuais na sexta-feira à tarde, deixando-as  ativas no fiml de semana, embora ninguém esteja lá para usar o recurso contratado. Isso pode fazer com que a conta com a nuvem não feche.

O alto interesse no planejamento de custos da nuvem é uma das grandes razões pela qual a Microsoft adquiriu o Cloudyn , serviço que ajuda as empresas a analisar o consumo, permitir a responsabilização e prever futuros gastos com a nuvem. O pensamento da Microsoft é que o software Cloudyn ajudará a tornar a adoção do Azure mais atraente para os CIOs.

Capacidade e planejamento de recursos : para garantir o uso operacional eficiente da infraestrutura da nuvem, você precisa prestar muita atenção ao planejamento de capacidade e recursos, que geralmente está vinculado à funcionalidade de orquestração e automação. Antes de adotar o serviço da nuvem, você precisa se perguntar o quanto você precisa e quando vai executá-lo.

Segurança e identidade: existem várias funcionalidades relacionadas à segurança necessária em um ambiente de computação em nuvem, incluindo gerenciamento de riscos, segregação de funções, logon único e gerenciamento de chaves. CIOs e CISOs precisam negociar SLAs apropriados.

Governança e política: assim como com as tecnologias on-premise, é essencial criar políticas que ditam quem pode acessar quais recursos na nuvem, quanto e quando. Qual grupo de trabalho ou departamento pode acessar quais aplicativos e de quais serviços?

Orquestração, automação, provisionamento:  eles são vitais para gerenciar um ambiente de nuvem complexo. Aqui, uma faceta importante é o planejamento do serviço. Semelhante ao conceito de mapeamento de viagens do cliente, o planejamento do serviço implica explicitar as conexões e as interdependências envolvidas nos sistemas on-premise e na nuvem.

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Na opinião de Smit, a maioria das empresas carece de equipe para fazer o gerenciamento necessário. "Que peças do Lego preciso para fazer isso e como planejo e administro as cargas de trabalho não são tarefas simples.  Há detalhes que dificutam muito".

No fundo, tudo diz respeito ao custo. Em uma era de transformação digital em massa , os CIOs estão sendo convidados a reduzir os custos de gerenciamento de negócios e promover mais inovações. A saída encontrada é levar muitos sistemas para a nuvem, sem prever corretamente se as aplicações realmente custarão menos para serem executadas na nova estrutura do que on-premise. Às vezes, a nuvem, particularmente um serviço de nuvem pública em que o medidor é deixado descuidadamente em máquinas virtuais, acaba custando mais.

"Nem todas as cargas de trabalho vão [para a nuvem]", diz Smith. "Aqueles que dizem" que em dois anos levarão todas as cargas de trabalho para um ambiente de nuvem pública talvez  não tenham pensado em todos os detalhes. Você pode ter um banco grande que tem níveis de serviço rigorosos ou considerações de latência graves e você pode não encontrar um provedor de nuvem pública que concorde em garantir os níveis de serviço, por isso é importante realizar análises carga a carga, antes de decidir o que faz mais sentido ".



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