Recursos/White Papers

Tecnologia

O que IoT, IoE, AoE e IIoT têm em comum?

Deixando as nomenclaturas de lado, a questão deixou de ser o que as coisas inteligentes são capazes de fazer, mas o que podemos fazer com elas

Thornton A. May

Publicada em 12 de julho de 2017 às 18h38

O que a Internet de Todas as Coisas (termo cunhado pela Cisco), Internet das Coisas Melhores (Ikea), Analytics de Todas as Coisas (SAS) e Internet Industrial (GE) têm em comum? São todos nomes distintos para a incorporação de inteligência  e habilidade de comunicação em uma vasta gama de objetos físicos e orgânicos que se anuncia para um futuro próximo – a Internet das Coisas.

Deixando de lado as nomenclaturas, seu impacto material na existência moderna é amplamente discutido pelos profissionais de TI. A questão deixou de ser o que as coisas inteligentes são capazes de fazer, mas o que podemos fazer com elas. Mais precisamente, “o que os objetos inteligentes fazem por nós e o que precisamos fazer para lucrar com eles?”.

Projeções
Estima-se a existência de cinco milhões de coisas conectadas nos dias de hoje. Até 2020, esse número deve atingir os 200 milhões de aparelhos, o equivalente a 26 objetos inteligentes para cada ser humano no planeta. Viveremos numa “selva de sensores”, com microdispositivos que tuítam e anunciam seus status constantemente.

Só no setor de transporte conectado, 369 empresas em 11 categorias já arrecadaram US$ 3,15 bilhões. A empresa de capital de risco KPCB estima que o “despertar industrial” gere US$ 14,2 trilhões na economia até 2030, enquanto o relatório de 2014 da pesquisadora Markets and Markets antevê um crescimento global de IoT na casa dos US$ 290 bilhões até 2017, se mantendo na taxa dos 30% anualmente.

Os padrões de adoção tecnológica indicam que estamos a cinco anos do momento em que o consumidor geral esperará que os produtos sejam inteligentes, exigindo que os serviços abordem necessidades específicas a qualquer momento.

Ninguém espera que esses aparelhos falem todos a mesma língua. Zigbee, 6LoWPAN, Bluetooth Low Energy, Bluetooth Smart, WiFi, NFC e redes de celular (2G, 3G, 4G, LTE, etc) são apenas algumas das linguagens que serão usadas para que as máquinas se comuniquem entre si e conosco. No futuro, a TI corporativa pode desempenhar um papel importante como diplomata e tradutora de dispositivos.

IIoT

Como lucrar com IoT
Criar valor no espaço da Internet das Coisas exige mais do que a simples implementação de sensores. Os dados devem ser coletados, analisados e usados em aplicações práticas. Cases importantes de IoT em mercados verticais ainda não surgiram.

Os motoristas venderão seus Subarus porque eles não processam as mensagens do despertador para que liguem o aquecimento do banco em manhãs frias? As empresas estão no escuro a respeito dos sentimentos dos consumidores frente à Internet das Coisas, não sabendo o que é um sinal e o que é mero ruído.

O ambiente físico precisa estar ciente do contexto. Isso é um objetivo dos profissionais de marketing e dos varejistas há anos. Anunciantes deverão conhecer o momento certo para enviar suas mensagens e sistemas de IoT precisarão saber quando entregar tipos específicos de serviço.

Os clientes não vão mais recorrer à internet para resolver uma necessidade imediata, mas se engajarão em momentos ao longo do dia, recorrendo ao dispositivo mais próximo. Nesses momentos, os consumidores esperarão a resposta certa e imediata, tomando decisões e estabelecendo preferências.

“Escolha a música errada e a audiência vai desligar na hora”, pontuou Laura Desmond, CEO global do Starcom Mediavest Group. No mundo do IoT, promova um estímulo em uma situação inapropriada e o consumidor também desligará.

Isso vai muito além da geolocalização dos clientes. Você não precisa saber somente onde eles estão, mas onde já estiveram, para onde estão indo e no que devem estar pensando. Nas palavras de Doug Straton, líder do North American E-Commerce Center of Excellence da Unilever, “você precisa entender a jornada do consumidor”.

Os sistemas de IoT precisarão ser sensíveis à presença das pessoas, respondendo com sugestões e desempenhando tarefas específicas que aprimorem seu estilo de vida.

É preciso uma estratégia?
A maioria das organizações sabe que a Internet das Coisas está chegando, mas poucas possuem estratégias para guiá-las a respeito do que fazer e como lucrar com a oportunidade. É por esse motivo que o Gartner prevê que, até 2017, 50% das soluções para IoT (tipicamente produtos combinados a serviços) serão advindas de startups com menos de três anos.

Como as empresas de TI devem se portar? Deveriam montar suas estratégias em torno de certos dispositivos ou interfaces, em parceria com empresas que fabricam dispositivos do IoT, ou produzir e anunciar aparelhos próprios? Talvez todas as alternativas? É muito cedo para dizer. A História julgará as decisões tomadas no campo da Internet das Coisas. Boa sorte.



Reportagens mais lidas

Acesse a comunidade da CIO

LinkedIn
A partir da comunidade no LinkedIn, a CIO promove a troca de informações entre os líderes de TI. Acesse aqui