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Algoritmos vão redefinir tudo, afirma o Gartner

O desenvolvimento de máquinas inteligentes terá como consequência a fácil utilização dos algoritmos nas organizações, prevê a consultoria

Da Redação, com IDG News Service

Publicada em 23 de junho de 2016 às 15h36

Prepare-se para mais e mais decisões do seu dia a dia serem tomadas por (ou com ajuda de) algoritmos. O funcionamento das empresas e da sociedade será cada vez mais automatizado, primeiro nos aspectos mais simples e repetitivos e, progressivamente, também nos mais complexos e sutis.

Por isso, o Gartner defende que os líderes empresariais e de TI devem desenhem em conjunto os novos modelos de negócios baseado em algoritmos. Única forma de elevar ao patamar mais alto o potencial da empresas, a partir do uso das tecnologias digitais. ​ ​

”A consequência do desenvolvimento e da proliferação de máquinas inteligentes será a fácil utilização dos algoritmos nas organizações”, defende Steve Prentice, vice-presidente do Gartner. “Na atualidade, já é possível ver o impacto dos algoritmos no nosso mundo, mas ainda existe muito trabalho por desenvolver para aproveitar todas as oportunidades, e gerir os desafios”, ressalva.

Com essa finalidade, líderes de negócio e de TI devem analisar os algoritmos utilizados nas suas máquinas inteligentes e nas dos seus concorrentes. E investigar outras indústrias, inclusive, para perceber se existe uma resposta às necessidades da empresa.

A prática de partilhar algoritmos entre organizações com interesses mútuos poderá tornar-se um fator relevante.E também é possível que se transforme em um modelo de desenvolvimento utilizado em muitos setores verticais.​

“Já há algum tempo o setor de varejo está na linha da frente da utilização de algoritmos para melhorar os resultados de negócio”, lembra Prentice. “Muitas pessoas acreditam que as tabelas de preços e as tarefas comerciais podem vir a ser os ativos de maior valor para um vaerjista”.

Na área de recursos humanos, os algoritmos já estão transformando o recrutamento de talentos, por poderem avaliar rapidamente a idoneidade dos candidatos. Contudo, a tecnologia poderia também ser aplicada sem grandes complicações em uma organização para, por exemplo, distribuir trabalho pelos profissionais adequados.

No setor de Saúde, a disponibilidade de algoritmos clínicos avançados está ampliando a eficiência das organizações de cuidados médicos e a sua capacidade para a assistência e serviços.

De acordo com a consultoria, em 2018, mais da metade das grandes organizações globais utilizarão Analytics e algoritmos proprietários, causando a ruptura indústrias inteiras.

Os algoritmos “tomarão decisões que significarão vida ou morte”, afirma Peter Sondergaard, diretor de pesquisas do Gartner. Carros, robôs e drones irão funcionar de maneira semi-independente com base em programações que determinarão os riscos que podem (ou não) assumir, que termos devem respeitar e quem “prender”, projeta o analista, pintando um quadro parecido com o que se vê em Robocop.

Um vasto mercado aparecerá no campo da oferta de algoritmos com funções específicas, onde companhias construirão e usarão esses mecanismos à medida que se movem mais profundamente rumo à automação para obterem engajamento dos clientes afim de atingirem ganhos de eficiência operacional.

Esses recursos podem ou não passar pelas mãos dos CIOs. “Aceite a realidade de que você controlará uma pequena parte disso, mas terá grande papel influenciando onde será realizado esse investimento”, comenta Sondergaard.



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