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Tecnologia

Internet das Coisas promove eficiência operacional nas organizações

Com a IoT em funcionamento, as decisões passam a ser baseadas em fatos e análises resultantes dos dados coletados e devidamente estruturados

Fabiano Droguetti *

Publicada em 26 de fevereiro de 2016 às 14h46

Ao conectar pessoas, terminais móveis, máquinas e sensores, a Internet das Coisas (IoT - na sigla em inglês de Internet of Things) tem ganhado impulso entre as empresas e transformado modelos de negócios ao redor do mundo. Um estudo divulgado pela União Internacional das Telecomunicações reforça essa afirmação, ao apontar que a conexão entre dispositivos à rede mundial deverá interligar cerca de 50 bilhões de aparelhos até 2020.

Outra pesquisa, divulgada pela McKinsey Global Institute, mostra que a IoT terá um valor econômico entre US$ 4 trilhões e US$ 11 trilhões em uma década, equivalendo a cerca de 11% da economia mundial. Portanto, não é a toa que milhares de empresas no mundo inteiro, de diferentes segmentos, estão começando a adotar tecnologia para, associados a este conceito, agregar um valor poderoso aos seus empreendimentos.

Como um potencial alavancador de negócios, a IoT consiste na coleta e transmissão de dados de dispositivos (carros, máquinas, smartphones, entre outros) que, conectados a uma nuvem, alimentam sistemas de Big Data ou BI. Desta forma, as organizações aperfeiçoam seus processos de negócios, aumentam sua eficiência e minimizam erros decorrentes de falta de informações e/ou estatísticas estruturadas.

Além disso, por meio desses fluxos de dados, é possível tomar decisões embasadas e prever comportamentos de dispositivos e máquinas nunca antes imaginados. Por exemplo: uma empresa que deseja controlar seus gastos com energia pode mapear o sistema elétrico de suas instalações com um sensor que apaga as luzes automaticamente quando a última pessoa deixa o ambiente. Esse tipo de ação é simples, porém pode gerar grandes reduções de custos. O mesmo pode ser feito com o ar-condicionado.

A área de logística pode obter ganhos expressivos ao registrar e identificar cargas de forma automática, além de controlar prazos de validade e diminuir a possibilidade de furtos. Para o segmento de gestão de trânsito nas cidades, a Internet das Coisas pode trazer equilíbrio entre as informações de avenidas, estradas, automóveis e semáforos. Como resultado, as cidades ganham com a prevenção de acidentes e promovem mais segurança e qualidade de vida para o cidadão.

Nesse contexto, para identificar onde e quando implementar as soluções de IoT, é necessário entender quais processos dentro da empresa carecem desse tipo de tecnologia. Tendo um mapa mais completo de onde efetivamente a Internet das Coisas pode ser aplicada, é importante saber escolher os parceiros adequados que entendam profundamente dos processos de negócios a serem transformados, e forneçam um ecossistema completo de software, hardware, ferramentas de análise de dados e pessoas que suportem esse novo processo.

Com a IoT em funcionamento, as decisões passam a ser baseadas em fatos e análises resultantes dos dados coletados e devidamente estruturados. A partir daí, há ganhos de eficiência e produtividade, otimização de custos recorrentes, mais qualidade para o cliente final e, por fim, uma infinidade de novas estratégias alinhadas com os negócios das organizações.

Ainda que no início de um longo caminho a ser percorrido pelas companhias, as aplicações da Internet das Coisas têm mudado a forma de fazer negócios e provocado impactos reais nesses processos. Por isso, as instituições que não se anteciparem a esse futuro, com investimentos em inovação e novas capacidades, poderão ter dificuldades nos próximos anos.

 

(*) Fabiano Droguetti é diretor de Operações e Gestão de Aplicações da TIVIT



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