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Tecnologias essenciais para 2016, na opinião dos CIOs

Pesquisa da Computerworld com 182 profissionais de TI dos EUA revela que 2016 será o ano da disrupção

Da Redação, com IDG News Service

Publicada em 04 de janeiro de 2016 às 15h07

A TI está pronta para mover-se totalmente para o centro do negócio em 2016, quando a transformação digital se tornará a maior das prioridades estratégicas. Os CIOs e e suas esquipes estão bem posicionados para conduzir essa mudança, graças aos orçamentos de TI e um deslocamento pronunciado em direção a gastos estratégicos.

Disrupção é a palavra de vez, segundo 182 profissionais de TI ouvidos pela COMPUTERWORLD nos EUA. Na opinião deles, 2016 será um ano no qual a TI será um agente de mudança

No meio do ritmo alucinante das mudanças na tecnologia e das empresas, para onde deve direcionar o seu foco no novo ano?

1 - Orçamentos de TI aumentam… novamente
Com as empresas contando com a tecnologia para diferenciarem-se no mercado, os orçamentos de tecnologia permanecem em trajetória ascendente, ao menos nos Estados Unidos e entre as multinacionais aqui no Brasil.

Quase metade (46%) dos entrevistados pela COMPUTERWORLD indicou que os seus gastos com tecnologia devem aumentar em 2016, em média 14,7% em comparação, no ano passado; e 43% disseram que os gastos aumentariam 13,1%, em média.

Um percentual semelhante (42%), revelou que os seus gastos com tecnologia vai permanecer igual, com apenas 12% prevendo redução nos orçamentos de TI.

2 - Segurança e Cloud Computing são as principais áreas para investir
Com preocupações de segurança no topo da mente dos profissionais de TI enquanto se preparavam para 2016, não é nenhuma surpresa que exatamente metade dos entrevistados escolha a segurança como a principal área onde as suas empresas planeiam aumentar investimentos.

A Computação em Nuvem surge logo a seguir, e a principal área onde as organizações pensam em deixar de investir é no software “on premise” – duas tendências que indicam como a viagem das empresas para a nuvem vai continuar em 2016.

3 - IoT encabeça novas áreas de investimento
Após vários anos sem grande investimento, a Internet das Coisas parece finalmente ganhar a atenção dos executivos de tecnologia, com 29% dos entrevistados identificando-a como uma nova área de investimentos para 2016.

A TI Verde, que também tinha sido esquecida em muitas organizações, reapareceu nos radares dos entrevistados, com 16% dizendo que vão investir nas tecnologias que privilegiem a redução de consumo de energia no próximo ano.

4 - O principal desafio dos profissionais de TI: orçamento
Como em todos os anos, as restrições orçamentárias surgem no topo da lista de desafios de liderança identificados pelos entrevistados.

A segurança ficou em segundo lugar entre as preocupações dos profissionais de TI, após um ano de ataques corporativos cada vez maiores e mais graves.

5 - Duelo de metas para a TI em 2016
As metas para os projetos mais importantes invocam a natureza bimodal do moderno departamento de TI.

Os líderes de tecnologia dizem estar se esforçando para manter ou melhorar os níveis de serviço, há muito tempo uma das suas principais responsabilidades. Ao mesmo tempo, estão procurando gerar novos fluxos de receitas ou aumentando os já existentes, uma nova responsabilidade na maioria dos departamentos de tecnologia.

“À medida que a tecnologia se torna parte integrante de todos os aspectos dos negócios e da maneira como interagimos com os clientes, é preciso  elevar o perfil do grupo de TI e forçá-lo a pensar em mais do que apenas manter as luzes acesas”, diz David Cearley, analista do Gartner. “Estamos vendo um maior alinhamento da TI para impulsionar os negócios digitais”.

6 - Uma viagem para a nuvem
A caminhada em direção à  computação em nuvem não mostra sinais de abrandar, com líderes de tecnologia indicando que as despesas e as novas iniciativas de Cloud permanecem em ascensão.

Como as organizações estão nesta sua transição para a nuvem? Perto de 30% dos entrevistados confirmaram já ter mudado algumas aplicações corporativas para a nuvem, com mais para vir, enquanto 7% disseram que estão em processo de migração de sistemas de missão crítica para o ambiente de nuvem.

Curiosamente, 20% dos entrevistados estão contrariando esta tendência por completo.

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7 - Equipes de TI  em ascensão
Com os orçamentos crescendo e os projetos se multiplicando, muitas empresas estão pensando em contratar mais pessoas. Cerca de 37% dos entrevistados disseram estar planejando aumentar o seu pessoal, contra 24% no ano passado.

De acordo com o novo papel das TI como agente organizacional de mudança, 42% dos entrevistados que disseram planejar contratações procuram por profissionais que combinem conhecimentos de tecnologia e de negócios, que lhes permitam articular o valor da TI para alcançar os objetivos do negócio.

8 - Talentos em segurança e BI devem continuar escassos
Com todos os olhos na segurança, não é surpresa o fato dos entrevistados esperarem ser difícil contratar tecnólogos com essas habilidades.

De acordo com o Robert Half Technology’s 2016 Salary Guide, os salários no campo da segurança devem aumentar entre 5% a 7% este ano, variando de 100 mil até quase 200 mil dólares, em média.

9 - Tecnologias disruptivas
Quando questionados sobre as tecnologias que são suscetíveis de terem um impacto nos próximos três a cinco anos, os entrevistados escolheram a computação em nuvem/”software-as-a-service” por uma larga margem, seguidas da TI self-service, análise preditiva, Internet das Coisas e comunicações unificadas.

A nuvem vai continuar a remodelar a TI das empresas, de acordo com a IDC, que prevê que mais de metade dos investimentos de infraestrutura e do software empresarial serão baseados em nuvem em 2018.

Todos os tipos de virtualização e opções “as-a-service” lideram as listas de tecnologias que estão sendo implementadas ou testados nas suas organizações, com BI/Analytics, Cloud Computing e móvel/sem fios entre as top 5.

“Virtualização 2.0″ é de particular interesse para os respondentes, com as empresas avançando para a virtualização de armazenamento e de rede.

10 - 2016 é o ano da IoT
No próximo ano, a Internet das Coisas (IoT) não será mais ficção científica mas uma realidade para as organizações de TI em muitas indústrias, dizem observadores.

Não por acaso, 29% dos entrevistados identificaram iniciativas de IoT – e projetos M2M – como novas áreas de gastos para o próximo ano, em comparação com apenas 12% dos entrevistados no ano passado.

Da mesma forma, a percentagem de entrevistados que disseram planejar projetos da IoT ao longo dos próximos 12 meses subiu de 15% no ano passado para 21% este ano, com 14% dizendo que planejam testar este tipo de tecnologias este ano.

“Wearables” na empresa? Ainda não

 

Embora os dispositivos portáteis orientados para o consumidor, como o Google Glass e o Apple Watch, já sejam realidade para uso pessoal, as empresas não estão dispostas a fazer uso prático dos sistemas vestíveis (“wearable”), pelo menos no futuro próximo.

A tecnologia “wearable” ficou no fim da lista de sistemas a serem avaliados em testes e projetos-piloto em 2016, com apenas 4% dos entrevistados afirmando  ter projetos em andamento envolvendo “wearables”.

A grande maioria (78%) disse não estar trabalhando em aplicações desse tipo ou pensando em antecipar a necessidade de apoiar “wearables” num futuro próximo. Apenas 8% disseram que os “wearables” vão desempenhar um papel nas suas operações, enquanto apenas 12% indicaram já estarem ajustando as suas estratégias de gestão de dispositivos móveis para os incluir.



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