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2016: o Ano da Nuvem (de novo)

No ano de 2016, o mundo estará nas nuvens. Isso será tanto bom quanto ruim

Kong Yang *

Publicada em 22 de dezembro de 2015 às 07h56

A adoção quase completa da virtualização, assim como a investigação da nuvem e de outras estratégias de computação não tradicionais, está muito mais avançada do que o esperado para este momento – especialmente entre as empresas de pequeno e médio portes.

Fazer com que os aplicativos sejam verdadeiramente móveis é redefinir como as empresas pensam sua infraestrutura de TI.

De fato, infraestruturas que nunca tinham sido consideradas flexíveis o suficiente para deixarem os data centers agora estão sendo hospedadas fora do local. As pessoas não apenas deixaram de temer essa mudança, como estão empolgadas com ela. Implementações bem-sucedidas do Office 365 levam mais empresas a considerar a mudança para fora do local. A tendência à portabilidade e à capacidade de configuração baseada em software da infraestrutura está efetivamente começando a decolar.

Com esse estágio definido, apresentamos algumas das principais previsões da SolarWinds para 2016.

Maior atratividade da nuvem
Como dissemos, a nuvem não é mais a grande novidade e já superou o auge do hype. Em 2015, se tornou apenas mais uma ferramenta disponível. Mais importante, a gerência passou a confiar nela em termos de disponibilidade e segurança, e os CFOs descobriram as “vantagens da escalabilidade elástica”, a flexibilidade de aumentar ou diminuir, conforme necessário, evitando gastos desnecessários.

Com a primeira etapa da nuvem já conquistada (a migração de aplicativos existentes em execução em hipervisores locais), a TI está adotando e tentando habilitar serviços always on sob demanda, real vantagem da nuvem. 

Em 2016, veremos cada vez mais empresas tentando contornar o modelo de aplicativos em execução na nuvem. Elas já estão migrando para serviços totalmente gerenciados, como Amazon RDS e Azure SQL, e deixando as caixas privadas do Oracle, SQL Server e MySQL para trás. O ano que vem trará mais experimentação com sistemas de bancos de dados nativos na nuvem, agentes de comunicação, cache distribuído e outras tecnologias básicas de nuvem. A possibilidade de pagar de acordo com o uso é atrativa demais para ser desperdiçada.

Comprometimento da confiança na nuvem
Apesar de todas as suas vantagens, a nuvem não é uma fortaleza impenetrável (afinal, nada é!). Portanto, é quase uma conclusão inevitável que, no transcorrer de 2016, um grande provedor de serviços de nuvem cairá vítima de uma importante violação, o que terá um enorme impacto em todas as empresas que dependem dele.

As consequências de tal violação serão amplificadas devido ao fato de que muitas empresas desejosas de migrar serviços para a nuvem terem deixado de investir  tempo e recursos suficientes em protocolo de segurança e criptografia dos dados.

Portanto, com os fornecedores de nuvem conectando tantos dados, é só uma questão de tempo até que isso aconteça – e que fiquemos sabendo.

Uma palavra sobre contêineres
Contêineres de empresas como Google, Docker, CoreOS e Joyent se tornaram importantes tópicos da discussão sobre a nuvem. Organizações dos principais setores, desde finanças até comércio eletrônico, desejam compreender melhor o que são os contêineres e qual a melhor forma de utilizá-los nas operações de TI. Esse aumento de conscientização e o sucesso de empresas Web Scale inovadoras, como Google, Amazon e Netflix, levaram a avaliações mais profundas em organizações de TI para tentar extrair algum valor da integração de contêineres.

Em poucas palavras, um contêiner consiste em todo um ambiente de execução (um aplicativo, suas dependências, bibliotecas e outros binários e os arquivos de configuração necessários à sua execução) em um único pacote. Essa mudança para a conteinerização causa pressão sobre a capacidade de entender quais ferramentas estão disponíveis (por exemplo, Kubernetes, Chef e Puppet) e qual a melhor maneira de implementá-las.

No transcorrer de 2016, a conteinerização continuará a dar trabalho, com as organizações tentando compreender a melhor forma de utilizá-la para cada aplicativo e serviço. Embora algumas possam ficar relutantes quanto à adoção de contêineres devido à familiaridade com a virtualização, os contêineres são muito mais leves e usam muito menos recursos do que as máquinas virtuais. Há quem considere os contêineres a chave para o universo do OpenStack.

 

(*) Kong Yang é gerente técnico da SolarWinds



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