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Fornecedores revelam estratégias para Internet das Coisas

Grandes fabricantes de TI procuram fazer valer os seus argumentos, mas é necessário considerar o surgimento de muitas startups potencialmente disruptivas

Da Redação, com IDG News Service

Publicada em 16 de setembro de 2014 às 07h41

A Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT) continua a ganhar visibilidade pública, assim como a atenção dos fornecedores de TI que procuram explorar um mercado crescente de produtos e serviços relacionados com a tendência. A estratégia e abordagem dessas empresas para IoT reflete as suas próprias forças.

“Os grandes fabricantes, em geral, entendem a importância de construir plataformas interoperáveis ​​e estão impulsionar esse desenvolvimento”, diz Daniel Castro, analista da Information Technology & Innovation Foundation. Há uma ligação entre as estratégias das empresas e seus respectivos “DNA”, acrescenta Vernon Turner, vice-presidente de pesquisa da IDC.

Por exemplo, a Cisco está otimista sobre o valor econômico da Internet das Coisas e os benefícios que os usuários terão, com um grande ambiente interligado com base no protocolo IP, diz Turner. 

A IBM adota uma abordagem diferente. “Estabeleceu a sua presença na área com a campanha Smarter Planet, na qual utilizando os sensores da Internet das Coisas procura permitir que as cidades e as empresas funcionem melhor, se beneficiando da sua abordagem de Cloud Computing e Analytics”, considera Turner.

A Intel “suportará as normas da indústria, que usem os seus produtos de silício no âmbito dos sensores, ao mesmo tempo que procura tornar a conectividade uma norma aberta tão omnipresente quanto o WiFi, e ao fazê-lo, eliminar a complexidade da infraestrutura”, diz Turner.

“Não há um líder da tradicional área de TI que pareça estar desconsiderando a oportunidade IoT”, acrescenta Turner. “O desafio é que a oportunidade é muito grande, abarcando desde o setor público ao setor privado, da IoT humana à IoT industrial”.

E não podemos esquecer as startups, lembra Turner, “porque a IoT irá perturbar os modelos de negócio atuais nas empresas e mercados já existentes. Já estamos vendo centenas de casos de uso através de todos os setores da indústria e há startups movimentando-se rapidamente para esses novos mercados”.

As pequenas empresas e startups, em sua maioria, "estão inovando nas bordas, [por exemplo] na criação de novos dispositivos, novos protocolos de rede, novas baterias, etc, que farão parte da IoT”, diz Castro.

Vários fabricantes foram questionados sobre as suas estratégias e previsões.  As respostas você confere a seguir.

Cisco: máquinas capazes de aprender
A Cisco tem adotado uma abordagem de arquitetura multicamada para ajudar as empresas a implementarem uma infraestrutura de Internet das coisas. A plataforma IoT da Cisco permite que as empresas desenvolvam sobre os sistemas existentes, possibilitando uma computação distribuída mais perto de onde os dados são necessários para análise e ação quase em tempo real.

A plataforma multicamada é baseada em normas com “máquinas capazes de apreender” (routers e switches inteligentes e dispositivos de comunicação sem fio) que fornecem dados de forma confiável, para orientar as empresas na  tomada de medidas adequadas no momento certo.

O Cisco IOx, parte da matriz IoT da Cisco, leva computação inteligente e conectividade aberta ao extremo da rede, colocando-as mais perto de onde os dados estão sendo coletados e as decisões em tempo real realizadas. Este quadro de arquitetura de aplicações acelera o desempenho da solução de uma forma aberta, flexível e capaz de ser gerida, para inspirar novos modelos de negócio em operações inovadoras, ágeis e eficientes. 

HP: focada no middleware
A estratégia da HP para IoT pretende permitir que o middleware do ecossistema suporte intercâmbio de dados entre máquinas, criando uma economia digital. 

Especificamente, a HP fornece plataformas baseadas em Cloud Computing capazes de expor interfaces para as próprias máquinas, interfaces para as aplicações e serviços que vão usar os dados da máquina e, finalmente, interfaces capazes de permitir a análise e elaboração de relatórios sobre os dados da máquina.

Esta abordagem aproveita a considerável experiência da HP na gestão de grande volume de dados, processamento e análise, junto com a experiência específica da empresa em redes móveis e no ambiente Communicating Sequential Processes (CSP).

IBM: um planeta mais inteligente
A IBM tem um amplo portfólio de produtos de software na categoria do “middleware de mensagens”, que permite que aplicativos se comuniquem com outras aplicações, sistemas e dispositivos de maneira fácil e eficiente. A abordagem da empresa é permitir que os clientes introduzam os dispositivos da Internet das Coisas nos seus processos de negócio de forma integrada, com segurança e capacidade de expansão.

Em outras palavras, a IBM permite que os dados da Internet das Coisas sejam integrados em aplicações empresariais, de modo que um evento do mundo real, detectado por um sensor, torne-se um “evento de negócio”, com relevância, contexto e impacto para a empresa. 

A IBM oferece um “apliance” chamado MessageSight, capaz de processar grandes volumes de dados de IoT, M2M (machine-to-machine) e dados de aplicações móveis, como uma ponte para sistemas de mensagens da empresa.

A IBM também oferece consultoria de TI e serviços de desenvolvimento para o ciclo de vida completo de implantação da Internet das Coisas e soluções móveis, fazendo pleno uso de software em Cloud Computing e arquitetura de PaaS.

Intel: fornecer os “blocos de construção”
Como líder em soluções de computação desde os dispositivos aos data centers, a Intel está focada em levar inteligência a novos dispositivos e gateways, para ajudar a conectar bilhões de dispositivos existentes. À medida que mais dispositivos se tornarem conectados, as empresas vão enfrentar desafios causados pelo aumento da fragmentação, pela interoperabilidade e pela segurança.

Para resolver isso, a Intel está oferecendo soluções integradas, de hardware e software, com capacidade de expansão projetada especificamente para atender às diversas necessidades do mercado de dispositivos para Cloud Computing. Uma estratégia de ponta a ponta requer a produção de dispositivos mais inteligentes e seguros para filtrar dados de forma confiável e geri-los localmente.

A Intel aborda essa  estratégia com uma agenda expansível de produtos para alimentar dispositivos no extremo da rede, a partir do Intel Quark SoC (eficiência energética) e dos processadores Xeon de alto desempenho.

A Intel também está oferecendo um portfólio de produtos de hardware e software projetados para desbloquear a inteligência sobre dados a partir de dispositivos através da rede, permitindo novos modelos de negócios e ofertas de serviços de Cloud.

Através do desenvolvimento de blocos horizontais, para análises verticais de ponta a ponta, assim como análise distribuída para sistemas de ponta e data centres, a Intel quer ajudar as empresas a darem o passo crítico no desbloqueio do poder da IoT, transformando grandes dados em informações acionáveis​​.

Microsoft: a Internet das coisas e das pessoas
Através do compromisso com o mercado de sistemas inteligentes embutidos, a Microsoft está trabalhando há anos para ajudar as empresas a explorarem os dados de novas maneiras, conectando os seus ativos de TI existentes em soluções únicas. Quando os dispositivos inteligentes coletam dados e os retransmitem para sistemas de back-end e serviços através da nuvem, os elementos obtidos são transformados em informações valiosas para o negócio.

Este processo é repetido várias vezes todos os dias por bilhões de dispositivos inteligentes em sistemas inteligentes. E realmente isso tem a ver com a concretização da teoria acadêmica da IoT e tornando-a uma razão para fazer negócio.

A Microsoft lançou recentemente uma nova área de competências para parceiros visando ajudar o setor a compreender como desenvolver e otimizar tecnologias Microsoft. A maioria das empresas pode impulsionar os ativos de tecnologia existentes para obter resultados surpreendentes de IoT, imediatamente.

A plataforma Windows já roda desde dispositivos industriais especializados a PCs, celulares e servidores. O serviço de Cloud Computing Azure oferece recursos de processamento em massa que podem ser associadas a ferramentas de armazenamento e análise de dados, sobre Microsoft SQL Server, Azure HD Insight e Power BI para Office 365.



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