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Opinião

Testar deve ser rotina em uma cultura de design centrada no usuário

Para atingir uma experiência satisfatória e positiva, o teste precisa ser constante, porém nem sempre é fácil

Caroline Zambon *

Publicada em 10 de outubro de 2018 às 07h44

Em uma cultura de design centrada no usuário é de grande importância que as pesquisas sejam realizadas durante toda a jornada que compreende o desenvolvimento de um projeto. Neste contexto, os testes precisam ser constantes na rotina de quem trabalha na área de User Experience (UX) para obter uma interação, que, por sua vez, irá gerar uma experiência considerada (ou não) satisfatória. 

Todas as possibilidades levantadas no desenho da interface, quando testadas desde o início, contribuem para saber que caminhos devem ser seguidos para chegar a soluções que estejam o mais próximo possível da realidade de quem usará o produto ou a aplicação, por exemplo.

De acordo com os pesquisadores Jakob Nielsen e Donald A. Norman, é preciso criar soluções e funcionalidades simples, explorar o poder das limitações de telas e cliques e validar as métricas de usabilidade. Ou seja, deve-se estar sempre um passo à frente do erro do usuário. 

E por que isso é importante? Ao desenvolver algo, o profissional de UX cria uma ideia abstrata de usuário, baseando-se em um recorte pessoal da realidade a partir de suas próprias concepções. Afinal, pode-se afirmar que não é tão fácil imaginar como outras pessoas poderiam interagir com este ou aquele produto.

Então, neste contexto, só depois de conversar com o público-alvo do projeto e realizar testes de usabilidade, observando como os usuários reais irão utilizar, por exemplo, um aplicativo, é que os profissionais de UX conseguem entender melhor as necessidades (e os desejos) de cada um.

Além disso, também é muito importante envolver as demais áreas da empresa na construção do produto: desenvolvedores, Customer Experience, comunicação, departamento jurídico, financeiro, tecnologia, infraestrutura e diretoria. Dessa maneira, poderão elaborar uma jornada mais próxima do que foi imaginado para tal utilização.

Vale ressaltar que, apesar dos feedbacks que serão obtidos a partir de entrevistas com usuários e testes de usabilidade, algumas surpresas ainda poderão surgir. São situações que ajudarão o profissional da área a ter os insights necessários para corrigir os indesejáveis problemas que, até então, não foram pensados e/ou identificados. 

UX

Tais premissas estão diretamente ligadas à máxima da área: realizar testes é sinônimo de não “perder dinheiro”. Aplicá-los ainda em protótipos será primordial para saber se o desenvolvimento do produto está no caminho certo daquilo que está sendo seguido.

Como se pode perceber, isso será essencial para evitar tanto os indesejáveis retrabalhos no desenvolvimento que, por sua vez, já estarão codificados, como também será muito valioso para saber o que funciona e, principalmente, o que não funciona em algo que teve, ou não, o seu devido sucesso.

 

(*) Caroline Zambon é gerente de User Experience do pag!



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