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Opinião

O incêndio no Museu Nacional e o armazenamento definido por software

Garantir que dados estejam armazenados em uma solução escalável permite que eles estejam sempre disponíveis, mesmo em casos extremos de desastres

Marcelo Arantes *

Publicada em 24 de setembro de 2018 às 16h15

“Perdi meu celular, por qualquer motivo, e todas as fotos, vídeos e documentos foram com ele”. Você já deve ter passado por algo parecido ou conhece alguém que passou por isso. E no caso de uma organização? Especialmente quando pensamos na enorme quantidade de dados sensíveis armazenados, uma simples queda de energia pode ser fatal. É por este motivo que é essencial garantir o armazenamento em soluções robustas e garantir a correta proteção destes dados.

Com o aumento da necessidade de armazenamento dos dados corporativos, cresce também a demanda por uma solução de armazenamento que possa atender linearmente este crescimento, enquanto garante sua disponibilidade e acompanha a evolução tecnológica tanto de hardware como de software de maneira não disruptiva.

Espaço adequado para seus dados
Recentemente tivemos um exemplo que abalou todo o mundo, resultado da falta de planejamento adequado para proteção de parte importante da história do Brasil e da civilização humana. A falta de investimento em reparos e sistemas contra incêndios acarretou na perda de um prédio que completara 200 anos de sua construção e possuía em seu interior, milhões de anos de história.

O Museu Nacional, assolado por um incêndio no dia 2 de setembro, guardava itens variados, de fósseis de dinossauros a móveis utilizados por D. João VI; o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas e até mesmo um meteorito com mais de cinco toneladas. A história ia além do nosso continente, com o trono do Rei africano Daomé e uma coleção egípcia. Infelizmente, não temos como armazenar os objetos de um museu em uma solução de armazenamento de dados. 

Hardware x armazenamento baseado em software
Após o incêndio, inúmeras fotos passaram a ser compartilhadas nas redes sociais por pessoas que visitaram o Museu Nacional nos últimos anos, com o objetivo de apresentar um pedaço da história contida no local àqueles que não tiveram a oportunidade de visitá-lo. Essa memória digital vai além das imagens mostradas em livros; ver as fotos e interagir com as pessoas que estiveram lá dentro passa a sensação de que todos visitamos o Museu Nacional.

Entretanto, uma vez que aquelas peças foram queimadas, perde-se a história “física” de uma tribo indígena brasileira, por exemplo. O mesmo acontece quando o hardware sofre um dano e sua empresa não possui uma política adequada de proteção dos dados.

O hardware corre o risco constante de falhas ou danos, porém soluções de storage definido por software permitem reduzir e até eliminar a possibilidade da perda de informações críticas, por possibilitarem aplicar alta disponibilidade, redundância e resiliência.

A solução de armazenamento definido por software permite a distribuição dos dados em diversos “nós de armazenamento”, garantindo que seus dados estejam disponíveis mesmo em caso de falha de hardware no ambiente.

museunacionalincendio

Conforme tratado no painel “Indústria e o Futuro da Memória Digital”, durante o Fórum RNP, há diversos desafios em armazenamento para a preservação digital a longo prazo. Porém, existem soluções acessíveis, de adaptação rápida e fácil gerenciamento como as soluções de storage definido por software. Com elas, é possível transformar a infraestrutura de sua empresa ao mesmo tempo que reduz custos de armazenamento de dados.

A solução é capaz de armazenar grandes volumes de dados não estruturados (videos, imagens, dados de arquivamento, câmeras de vigilância, mídias sociais) e também garantir a proteção dos dados de backup, em uma plataforma unificada e com escalabilidade praticamente ilimitada. Mais importante, o crescimento da solução é feito de maneira não disruptiva, sem migrações de dados, sem impactos no ambiente e com liberdade de escolha da arquitetura de hardware.

A história armazenada... para a história!
O incêndio foi uma grande tragédia, infelizmente. Ainda assim, devemos tomar o caso como uma lição, para que exemplos similares não ocorram. Pensando nos dados críticos de sua empresa, garantir que estejam armazenados em uma solução escalável, com custo acessível, altíssima disponibilidade e replicado em mais de um local, permite que seus dados estejam sempre disponíveis, mesmo em casos extremos de desastre.


(*) Marcelo Arantes é Especialista de Storage da SUSE



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