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Opinião

Três perguntas-chave que devem ser feitas antes de iniciar a Transformação Digital

Um projeto digital considerado bem-sucedido envolve experiência do cliente, digitalização de processos e novos modelos de negócio, e, por isso, deve ser realizado da forma correta

Alexandro Barsi *

Publicada em 06 de setembro de 2018 às 07h37

A Transformação Digital é um caminho inevitável para as empresas. Um processo indispensável nos dias de hoje, no qual as organizações fazem uso da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados melhores. Uma prova disso é que 67% da jornada do comprador já é feita digitalmente, segundo levantamento da Serious Decisions. Esse número evidencia que a estratégia digital tornou-se mais importante do que nunca.

A transformação dos negócios por meio da inovação tornou-se um caminho obrigatório para acompanhar o mercado e o desejo dos consumidores, cada vez mais exigentes. Mas, muito embora seja necessário estar sempre um passo à frente das tendências, a realidade mostra que, na prática, não é o que acontece. Tanto que a revista Fortune, referência internacional no mundo dos Negócios, estima que, em dez anos, 40% das 500 empresas que aparecem em suas listas não existirão. Mas isso não acontecerá por ignorância ou negligência, o fato é que muitas empresas tentam, mas no fundo não sabem sequer por onde começar a mudar para acompanhar atender as novas gerações.

Um projeto digital considerado bem-sucedido envolve experiência do cliente, digitalização de processos e novos modelos de negócio, e, por isso, deve ser realizado da forma correta. 

Listo a seguir três perguntas-chave que devem ajudar a dar início a esse processo, veja:

Qual experiência você vai oferecer ao seu cliente?
Até 2020, a experiência do cliente superará o preço e o produto como o diferenciador-chave da marca. De acordo com relatório da consultoria internacional Walker, 86% dos compradores pagarão mais para terem uma melhor experiência. Já podemos notar hoje a experiência como a grande diferenciação do varejo físico para o eletrônico, diante da impossibilidade de competição por preços. Mas o movimento não é exclusividade do varejo. O Uber revolucionou o transporte ao dispensar a necessidade de o cliente tirar a carteira do bolso para pagar a viagem, e as fintechs chegaram para desburocratizar os serviços bancários com concessão de crédito ou cartões internacionais sem anuidade. Não há limite para inovar e oferecer uma jornada diferenciada ao seu cliente.

Quais processos sua empresa pode digitalizar?
Segundo a PwC, o índice de digitalização no Brasil é de 9%, com estimativa de que até 2020, esse percentual salte para 72%. Ainda há um longo caminho a ser percorrido, a transformação digital, antes de tudo, é uma mudança de cultura da empresa, um modo de pensar diferente, de gerir as equipes e, também, de capacitar colaboradores para essa nova realidade. A partir disso, a base está formada para a migração tecnológica de processos, que podem ser desburocratizados por assinaturas digitais de contratos ou envios de documentos. Os bancos estão abrindo agências virtuais, com a necessidade de comparecimento a um caixa eletrônico apenas para sacar dinheiro. Sem falar no atendimento ao consumidor por meio dos canais digitais. Até mesmo processos internos podem ser digitalizados para o aumento de produtividade, como gerenciadores de tarefas, soluções de análise de dados e reembolso de despesas. Muita coisa pode migrar para o ambiente virtual, e certamente trará benefícios.

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O que sua empresa pode fazer diferente?
A tecnologia hoje proporciona uma infinidade de alternativas para explorar um mundo com novas ideias, mercados e oportunidades. Ninguém mais precisa ficar preso a produtos voltados a um público. Basta ver casos de empresas como o PagSeguro, que era apenas uma carteira virtual para e-commerce e se tornou uma startup unicórnio quando passou a atender o varejo físico com suas maquininhas mais acessíveis. Até mesmo a fabricante de automóveis Honda começou a produzir água potável em um modelo de carro conceito. Nesta hora, o recomendável é analisar todas as possibilidades, colocar a criatividade em jogo, executar e colher os frutos.


(*) Alexandro Barsi é sócio-fundador e CEO do Verity Group 



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