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Opinião

2030: o futuro pode ser conectado e sustentável

A tecnologia digital trouxe grandes mudanças para o mundo, mas ainda assim, aplicá-la em sua totalidade tem sido um desafio aos executivos

Ankur Prakash *

Publicada em 05 de setembro de 2018 às 08h36

No dia 1º de agosto, a humanidade entrou em déficit ambiental com o planeta. O chamado Dia da Sobrecarga da Terra, como é conhecido, é o momento em que a demanda anual da humanidade em relação à natureza ultrapassa a capacidade de renovação dos ecossistemas terrestres naquele ano. O nome foi criado pelo instituto britânico de pesquisas New Economics Foundation, uma organização parceira da Global Footprint Network. E segundo especialistas, o Dia da Sobrecarga da Terra tem acontecido cada ano mais cedo. Para se ter uma ideia, basta saber que em 2000 esse dia foi atingido em 5 de outubro, já em 2018, chegamos ao máximo de uso dos recursos naturais em 1º de agosto, ou seja, de lá pra cá, estamos antecipando uma média de três dia por ano. É como se usássemos 1,7 planeta Terra.

Por outro lado, temos grandes possibilidades adiante, e a tecnologia é uma das mais importantes aliadas do planeta na criação de um futuro sustentável e, além disso, mais interligado e conectado.  De acordo com o estudo Vision 2030: A Connected Future, da Wipro em parceria com o Forum for the Future, em 2020, a Terra terá cerca de 4,1 bilhões de pessoas online, ou seja, mais da metade da atual população mundial. Prova de que as tecnologias digitais já transformaram tanto a indústria quanto a experiência humana. E isso significa um futuro incerto, mas, ao mesmo tempo, repleto de oportunidades.

Uma das surpreendentes descobertas do relatório é de que ainda que 98% da liderança de empresas globais veja o grande potencial do uso de dados e da conectividade - e acreditam que isso contribuirá para um futuro sustentável - apenas metade realmente aplica esses dados e conectividade para apoiar seus esforços. E para fechar esse gapentre o que é idealizado e o que efetivamente é realizado foram listados os reais benefícios que podem impulsionar um futuro sustentável:

Infraestruturas de dados abertas: isso significará o contexto certo para a disrupção e inovação aberta; vai aumentar a transparência e a democracia dos dados, além de facilitar o compartilhamento e reutilização de recursos;

Colaboração entre departamentos: mais impacto por meio da análise contextual de dados, maior eficiência na economia, maior inovação por meio de conjuntos de dados criados em conjunto e a melhor compreensão de questões ambientais e sociais complexas com insights e evidências novas e mais robustas. Os setores público e privado permanecerão isolados;

Empoderamento das pessoas: as pessoas a se sentirão mais capacitadas e responsáveis, os sistemas democráticos serão melhores, e haverá a promoção de um relacionamento sinérgico entre empresas e pessoas;

Consumidores informados e negócios resilientes: maior visibilidade dos impactos, uma cadeia de fornecimento e cidades mais resilientes e eficientes, novos produtos serão criados e a mudança de comportamento será menor, uma vez que as empresas estarão usando cada vez mais sensores e tecnologias sem fio para capturar dados em todas as etapas do produto;

Empatia global: novas tecnologias como Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR) podem permitir que as pessoas entendam melhor os desafios globais e se envolvam mais profundamente em situações que antes pareciam distantes em termos de localização e estilo de vida.

futuro

Se todas essas capacidades vierem à tona, com certeza, o que nos espera será um futuro próspero, tecnológico, mais justo e participativo.


(*) Ankur Prakash é VP Ibero-America e Manufatura da Wipro



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