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Opinião

Como a Inteligência Artificial pode ajudar na experiência do usuário?

Autoatendimento, análise em tempo real de dados e maior assertividade na oferta de soluções são alguns exemplos

Leo Oliveira *

Publicada em 06 de junho de 2018 às 07h06

Redes sociais, aplicativos de pesquisa, agenda e muito mais. As aplicações da Inteligência Artificial (IA) são inúmeras. O físico Stephen Hawking, falecido em 14 de março de 2018, se referiu a essa tecnologia por meio da frase “todos os aspectos das nossas vidas serão transformados, e isso pode ser o maior evento na história da nossa civilização”.

O termo, apesar de existir há décadas, está em constante evolução e, por isso, se torna mais palpável e com uma aplicabilidade maior nas variadas áreas de negócios, desde o uso corporativo para a automação de atividades quanto para o pessoal, fazendo com que os usuários de determinados serviços consigam melhores resultados.

No final do século 17, com a máquina a vapor, a humanidade passou pela primeira revolução industrial. Hoje, estamos na quarta, que é marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Dessa vez, são os robôs integrados em sistemas serão os responsáveis pelas transformações radicais. E esse assunto está em voga.

Conforme levantamento realizado pela Statista, a inteligência artificial movimenta US$ 2,4 bi nos dias de hoje. Para 2025, a expectativa é que esse valor supere os US$ 60 bi, tornando-a uma das principais inovações da atualidade.

As empresas têm investido com afinco nesse tipo de solução. Mas, como ela pode, de fato, ajudar na experiência do usuário?

Machine Learning
É comum, ao utilizar buscadores, que o próprio site ou aplicativo questione se a busca não era diferente, caso algo esteja escrito errado. Para os mais leigos e desatentos, o assunto pode passar batido, mas os mais antenados percebem a evolução: as máquinas estão aprendendo e as empresas podem – e devem – utilizar isso para obter vantagem competitiva.

Isso vale não somente para buscadores, como também para qualquer aplicativo que possa aprender com as interações de um usuário. Se um usuário usa muito um serviço específico de um aplicativo financeiro, esse serviço pode aparecer em destaque, tornando a experiência do usuário ainda mais completa e preditiva.

Outro ponto é aprender com os dados que o usuário gera. As transações que o usuário faz podem gerar novas recomendações de produtos e serviços. Um grande exemplo disso é a Amazon. Outro a Netflix. Aprendendo com o comportamento do usuário para oferecer uma melhor experiência para o cliente.

Reconhecimento de imagens
Para uma máquina, interpretar um texto é uma coisa, mas uma imagem, é outra completamente diferente. Para isso, os aplicativos que funcionam com esse tipo de tecnologia precisam reconhecer os padrões das fotografias para sugerir quem são as pessoas que aparecem na mesma. Com essa iniciativa, hoje já é possível postar fotos nas redes sociais e ser questionado pelo próprio sistema sobre quem está na imagem.

No futuro isso poderá servir para facilitar transações financeiras, autenticar pessoas corretamente de forma biométrica, bem como para melhorar sistemas de segurança. Até mesmo pode servir para melhorar a política. Um exemplo é o aplicativo “Detecte um corrupto”, que pode reconhecer quem são os políticos da propaganda e mostrar todos os casos na justiça envolvendo aquele político.

Reconhecimento de voz
Pesquisas utilizando a voz também já são possíveis. E, o melhor: você não precisa soar robótico. Mesmo falando de maneira informal e natural, a máquina vai entender você e entregará os resultados esperados.

Isso já é realidade com os assistentes virtuais para smartphones do Google, da Apple e da Microsoft. Porém, profissionais especializados vão precisar de sistemas cada vez mais conhecedores de informações específicas.

IA

Tudo isso é Inteligência Artificial. Ela vai permitir que as empresas e profissionais entreguem resultados de forma mais eficiente aos usuários. Além dessas aplicações, organizações podem fornecer opções de autoatendimento, análise em tempo real de dados e maior assertividade na oferta de soluções. O futuro chegou ao presente, e ele é muito promissor.

 
(*) Leo Oliveira é co-fundador da Semantix


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