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Opinião

Ser ou não ser resiliente? Eis a questão

É preciso reagir positivamente na adversidade, mobilizando boas equipes para enfrentar ao seu lado qualquer obstáculo

Jorge Santos Carneiro *

Publicada em 04 de junho de 2018 às 13h30

Resiliência. O termo, originário da física e que significa a capacidade de um corpo voltar à forma original depois de um choque, nunca esteve tão em alta no mundo corporativo. Isso porque, quando se trata do comportamento humano, essa palavra significa, acima de tudo, ter a capacidade de dar a volta por cima.

Novas tecnologias surgem a todo momento, provocando transformações digitais disruptivas que, com apenas um movimento, podem colocar em xeque diversos serviços e até setores – um exemplo foi o que representou a chegada do Uber para os táxis.

Diante desse cenário, a principal missão dos presidentes e CEOs – sejam de startups, pequenas, médias ou grandes empresas – é ter a habilidade de enfrentar crises, traumas, perdas, transformações, rupturas e desafios, promovendo as transformações necessárias para alcançar o seu propósito.

Para isso, é preciso trazer para dentro da corporação o que está fora dela e considerar por exemplo a adoção de novas tecnologias. Se hoje a cloud computing reúne uma série de vantagens para a operação, produção e atendimento de seus clientes, por que não repensar suas estratégias e romper paradigmas, apostando nessa tecnologia para melhorar a produtividade da sua empresa com qualidade?

Mais do que considerar e adotar novas tecnologias, é preciso acreditar nas pessoas. Um líder bem-sucedido não toma decisões sozinho. Quando a organização persegue um propósito maior, e o colaborador e a liderança compartilham ou têm afinidade com esse propósito, iniciam uma conexão com as motivações intrínsecas. Dar à equipe um sentido de importância do trabalho é papel do líder. Todos em uma organização devem se sentir uma só voz. É preciso reagir positivamente na adversidade, mobilizando boas equipes para enfrentar ao seu lado qualquer obstáculo.

resiliente

Em muitas situações, encontrei a solução do meu problema fazendo com que cada uma das pessoas que trabalham comigo fizesse um pouquinho mais e melhor. Foi o suficiente para contornar ou promover as transformações necessárias que a corporação precisava fazer em situações de dificuldade ou mudança.

Por último – e não menos importante –, os líderes resilientes devem ser capazes de transformar metas em sonhos realizáveis. Quando sonhamos, a mente vaga por mundos intrigantes, fantásticos e livres da contenção sem graça da realidade. É neste momento que temos grandes insights para as tomadas de decisão. Por isso, sonhe sempre!


(*) Jorge Santos Carneiro é presidente da Sage Brasil e América Latina



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