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Opinião

Qual é a tendência para o 'a-Commerce' ?

Um exemplo claro são as lojas sem vendedor, com a da Amazon

Adriano Meirinho *

Publicada em 13 de março de 2018 às 09h12

Qual tem sido o impacto da Inteligência Artificial e da automação no seu negócio? Já existe algo perceptível para você? Diferente do que se imagina, a IA não está só em grandes tecnologias como casas inteligentes, mas se reflete diariamente na forma de lidar com o comportamento do consumidor e naquilo que se espera das marcas.

Um exemplo bem claro disso é o surgimento do a-Commerce (de Automated Commerce ou comércio automatizado) - indicado pelo TrendWatching em seu último artigo. Em 2018, vendedores com coisas mais importantes para fazer do que fica resolvendo trabalhos processuais, estão abraçando experiências com algoritmos e dispositivos inteligentes.

Como funcionará o "A-commerce"?
Prospecção, negociação, venda, entrega e outros processos já começaram a ser automatizados por meio de algoritmos inteligentes. E não, isso não significa tornar todos os processos de venda robóticos e impessoais. Assistentes pessoais alimentados por AI são a grande onda e o grande desafio do desenvolvimento dessa tecnologia.

Um exemplo claro de como os a-commerces já estão se manifestando pelo mundo, são as lojas que funcionam sem nenhum vendedor. Enquanto a Amazon chashier free em Seattle acaba de abri para o público, a Chinesa TaoBao já completou mais de 15 anos com seu Tao Cafe. Para entrar na loja, usuários escaneiam seus smartphones na porta, pegam o que desejam e vão embora. A conta é recebida pelo telefone.

cashless

O que isso significa para o comércio?
Que o nosso jeito de comprar e vender está mudando fica bastante claro, mas qual o real impacto disso para as lojas e para o consumidor? Quando as pessoas começam a buscar por ferramentas que automatizam o conhecimento sobre suas preferências e comportamentos, novas expectativas vão se formando em torno do comércio.

A compra acaba mudando, de forma a se tornar cada vez mais direcionada, sem precisar passar por um oceano de opções antes de chegar  no produto ou serviço que mais nos agrade. Programas de recomendações e cross selling baseados em vendas anteriores são mais frequentes e bem recebidos pelo público.

No final, essa tendência é sobre uma mudança que se torna cada vez mais profunda: a cada dia que passa, estaremos vendendo para algoritmos assim como para seres humanos. As implicações disso estarão refletidas em estratégias de precificação, marketing, atendimento e muito mais.

Os chatbots inteligentes foram só o primeiro reflexo da automação se tornando maioria e, talvez, o mais acessível, no momento, para pequenas lojas. Os próximos impactos se farão sentir aos poucos, mas uma coisa já é certa: é preciso separar desde já um orçamento para tecnologia. 

 

(*) Adriano Meirinho é CMO e cofundador da Celcoin



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