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Opinião

Cinco profissões essenciais no futuro

Elas estão surgindo em função de evoluções tecnológicas

Rúbia Martins *

Publicada em 05 de dezembro de 2017 às 13h02

Ao longo dos anos, novas profissões aparecem enquanto outras passam desaparecer gradativamente. Isto acontece por diversos motivos: evolução da tecnologia, mudança de comportamento da sociedade, novas necessidades ambientais e corporativas, alterações de processos, crises econômicas, entre outros. 

Listo abaixo 5 profissões que estão surgindo em função de evoluções tecnológicas e que devem ser essenciais em 2025, quando um em cada três postos de trabalho será substituído por tecnologias inteligentes, segundo estudos.

1. Analistas de Machine Learning
Cada vez mais, alguns processos executados por humanos são substituídos por máquinas. Por isso, é extremamente importante que as máquinas e os sistemas sejam inteligentes e possuam a capacidade de aprender a partir das interações. Para que isso seja possível, o Machine Learning propõe o desenvolvimento de algoritmos que, a partir de cálculos anteriores, tome decisões e gere resultados analíticos confiáveis. Analistas de Machine Learning precisam ter experiência com desenvolvimento, banco de dados e capacidade de encontrar padrões em grandes massas de dados.

2. Especialista em Automação Residencial
Atualmente, novos hábitos cotidianos já estão inseridos nas famílias: smart TVs, smartphones, máquinas de lavar inteligentes, sistemas que integram os aparelhos eletrodomésticos da casa, aplicativos, tablets, notebooks e por aí vai. Se, no passado, a automação dos processos era algo exclusivo de empresas, o futuro promete as mesmas necessidades nas casas. Muitas pessoas, embora usem computadores e internet diariamente, não são digitalmente “capacitadas”, precisando do auxílio de profissionais específicos para a automação residencial.

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3. Especialista em Cloud
Cada vez mais, as empresas estão optando pelas soluções em nuvem. Além de permitirem uma alta disponibilidade dos dados e das aplicações, o modelo ainda é inovador no mercado de TI e, por isso, carece de profissionais especializados em diversas soluções e que possam orientar as empresas de forma adequada sobre as vantagens, desvantagens e requisitos para sua implantação.

4. Desenvolvedores full-stack
Esta profissão é consequência das necessidades corporativas em tempos de crise, que precisam “fazer mais, com menos”. Antigamente, os desenvolvedores eram categorizados em back-end e front-end, ou seja: o desenvolvedor back-end trabalhava na parte “interna” dos sistemas, programando os códigos-fonte e precisava ter conhecimentos de novas ferramentas de desenvolvimento e principalmente banco de dados; o desenvolvedor front-end trabalhava na interface dos sistemas, pensando na interação deste com as pessoas, com foco na usabilidade, ergonomia e experiência do usuário. O futuro promete valorizar profissionais que trabalhem nas duas frentes, chamados de full-stack, numa atuação mais generalista e menos especialista.

5. Cientista de dados
A Internet trouxe a Era dos Dados e as empresas e governos precisam lidar com o processamento de um volume gigantesco de informações. Este processamento envolve cruzamento de dados, uso de filtros, aprofundamento e análise crítica para que decisões possam ser tomadas de forma ágil e eficaz. Neste novo contexto, surgiu a figura do Cientista de Dados, que tem o objetivo de permitir que todo este processo aconteça.  Provavelmente, estes profissionais deverão ser bem remunerados, pois, muitas vezes, estarão lidando com dados sigilosos de clientes e empresas.


(*) Rúbia Martins é analista de RH sênior da VoxAge



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