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Opinião

Cinco razões para apostar em programas de aceleração

O que antes era algo restrito a aceleradoras focadas em fazer a ponte com investidores com alto apetite por risco, se tornou parte importante da estratégia de inovação dessas corporações

Hilton Menezes *

Publicada em 05 de outubro de 2017 às 11h57

Atualmente, a estratégia de médias e grandes empresa dificilmente não inclui investimentos em startups. Para entendermos este movimento de mercado, basta se lembrar da revolução causada no relacionamento entre empresas e consumidores por aplicativos de smartphones, voltados para os mais diversos setores, como bancos, transporte de passageiros (Uber, Easy Taxi…), telefonia (Whatsapp, viber…), entre muitos outros.

Diante deste cenário, fica fácil entender porque tantos correm para alcançar a tão almejada inovação ou disrupção no modelo de negócios, que traga lucros vertiginosos, como os exemplos já citados anteriormente.

Neste sentido, os programas de aceleração organizados por grandes empresas tornam-se cada vez mais recorrentes. O que antes era algo restrito a aceleradoras focadas em fazer a ponte com investidores com alto apetite por risco, se tornou parte importante da estratégia de inovação dessas corporações.

De acordo com um estudo divulgado pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP), o mercado brasileiro apresenta mais de mil startups aceleradas. Este mercado fica concentrado no Sudeste, em especial no estado de São Paulo, seguido das regiões Nordeste, Sul e Norte. As áreas com mais empresas nos processos de aceleração são Tecnologia, Educação, Comércio e Serviços, Financeiro, Indústria, Agronegócio e Turismo.

investimento

Abaixo, seguem cinco importantes motivos que explicam a razão deste modelo de negócios ter se tornado tão interesse:

1. Atalho para fazer negócios: em uma empresa tradicional, se tornar um fornecedor nem sempre é algo simples, sobretudo se o seu produto é algo que muitas vezes ainda está em fase experimental. Mas ao ser acelerado, o empreendedor tem a chance de mostrar seu potencial para um público seleto e ao mesmo tempo se adaptar ao que a empresa busca no mercado. Podemos fazer um paralelo com um treinee. Só é selecionado quem mostra grande potencial de geração de negócios.

2. Apoio de consultorias especializadas: uma boa ideia ou serviço não significa qualidade na gestão. Para isso, os programas patrocinados por grandes empresas contam com consultorias especializadas na estruturação corporativa e que, preferencialmente, devem atuar também no desenvolvimento do produto ou serviço proposto. Isso se traduz em apoio nas áreas jurídica, gestão financeira, recursos humanos, design de serviços, comportamento do consumidor e por fim, incremento de receita.

3. Networking: um bom programa de aceleração coloca os principais executivos da companhia, inclusive o CEO, na preparação das startups. E passar por esses crivos é uma experiência única.

4. Contrapartidas: diferentemente do que acontece com um fundo de venture capital e investidores-anjo em geral, nem sempre é exigida uma participação acionária aos empreendedores. Isso é essencial para conseguir startups em estágio avançado para os programas. Já para as empresas, vale o acesso privilegiado a potenciais fornecedores de inovação.

5. Internacionalização: a inovação que uma startup traz a uma empresa brasileira pode muito bem servir a outros mercados. Não apenas emergentes e desta forma, multiplicam-se as oportunidades. 

Obter sucesso por meio da inovação nos negócios é algo muito “instantâneo” e se não tomarmos cuidado, também com “curto” prazo de duração. Grandes corporações, com imensos ativos, ficaram para trás, um exemplo é o mercado hoteleiro após o lançamento do AirbnB, podemos citar ainda as cooperativas de taxis, após a chegada do Uber e Cabify. Existem ainda casos como a Kodak, entre muitos outros. Grandes negócios devem pensar na cooperação com as startups para satisfazer as crescentes necessidades de promover inovação.

 

(*) Hilton Menezes é empreendedor, sócio da Kyvo Design-driven Innovation e representante oficial da aceleradora de startups do Vale do Silício GSVlabs no Brasil



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