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Opinião

Multicloud: mais liberdade e custos racionalizados para as empresas

Em um modelo multicloud a empresa foca nos requisitos de negócio e seleciona seus fornecedores, infraestrutura e recursos a partir da diferença para cada desafio proposto

Luiz Carlos Faray de Aquino *

Publicada em 26 de setembro de 2017 às 16h00

Em uma realidade em que as aplicações e requisitos de negócios assumem o papel de protagonismo e novos recursos tecnológicos surgem quase todos os dias para alterar antigos processos, as empresas têm como permanente desafio acompanhar esta evolução e internalizá-la em seu dia a dia, para garantir a qualidade de seus produtos e serviços e ganhar mercado. É neste contexto que o conceito de Multicloud está ganhando força. Com ele, os clientes têm várias opções à disposição para buscar no mercado o melhor equilíbrio do custo versus benefício ao mesmo tempo em que contrata a solução adequada para cada necessidade específica.

O Multicloud é uma tendência mundial, mas no Brasil, ainda está sendo adotado em uma velocidade menor do que em outras partes do mundo. Ele consiste no uso de múltiplos fornecedores e soluções de Cloud Computing. Com a evolução tecnológica, a cloud se tornou mais acessível, com inúmeros players e recursos à disposição do mercado. Com o aumento da demanda, há uma natural expansão da oferta, e os clientes tendem a não depender mais de um único fornecedor, seja por questões de custo ou por particularidades técnicas. Uma cloud pode ser melhor ou mais barata que a outra em determinados aspectos, e a tendência do Multicloud é justamente encontrar a melhor relação entre custo e benefício.

Na jornada de Multicloud, as empresas ganham independência, não se vinculando a um único fornecedor, com maiores opções de funcionalidades e mais possibilidades de composição de custos que gerem economia e eficiência na alocação de seus investimentos. Mas a funcionalidade demanda maior segurança na rede, que passa a ser absolutamente fundamental.  

Segundo dados da Gartner Consultoria, o mercado mundial de serviços de Nuvem Pública crescerá 18% em 2017, chegando a US$ 246,8 bilhões, acima dos US$ 209,2 bilhões registrados em 2016. E o maior aumento será por conta dos serviços de infraestrutura de sistemas em cloud, com crescimento previsto de 36,8% em 2017, alcançando US$ 34,6 bilhões. Os serviços de aplicações em Nuvem (Software como Serviço – SaaS), por sua vez, registrarão um crescimento de 20,1%, alcançando US$ 46,3 bilhões, ainda de acordo com a Gartner. As projeções dão uma ideia da demanda por soluções de Cloud em um mercado permanentemente aquecido.

multicloud

Em um modelo multicloud a empresa foca nos requisitos de negócio e seleciona seus fornecedores, infraestrutura e recursos a partir da diferença para cada desafio proposto. Em vez de adotar uma solução “tamanho único”, o Multicloud possibilita adequação às necessidades específicas para diferentes processos. Processos estes mais abertos a abordagens criativas, ágeis, em ciclos de aperfeiçoamento, com a adoção da colaboração dinâmica e equipes multidisciplinares, mudando a forma de gestão do dia a dia da empresa, para resultar em uma racionalização de custos e otimização de insumos que vá além da simples contratação da solução em mais de uma nuvem. Em uma era que valoriza cada vez mais a maleabilidade e o indivíduo no lugar das normas rígidas e das generalizações, o Multicloud é um avanço que vem ao encontro destes novos valores.

 

(*) Luiz Carlos Faray de Aquino é diretor de TI do B2B da Oi



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