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Opinião

Seis formas através das quais a IIoT ajuda a Transformação Digital dos OEM

À medida que a IIoT continua a evoluir, há uma crescente oportunidade para que os assembladores se beneficiem de vantagens competitivas, de forma a gerar novas fontes de receita e melhorar os seus processos de desenvolvimento de produto

Gonçalo Ferreira *

Publicada em 28 de agosto de 2017 às 12h02

A IDC prevê que até 2018, um terço dos líderes da indústria serão profundamente afetados pela “concorrência com competências digitais”. Para se manterem competitivos, os Original Equipment Manufacturer (OEM) responsáveis pela “assemblagem” de máquinas precisam de se transformar digitalmente, abraçando a Industrial Internet of Things (IIoT) e as análises preditivas de Big Data.

De acordo com um recente estudo da responsabilidade do Aberdeen Group, os fabricantes “Best-in- Class” utilizam cada vez mais a IIoT e o Big Data para responderem e atualizarem os seus principais objetivos operacionais. Entre as principais vantagens, destaque para:

‒ redução do tempo de inatividade não programado;
‒ melhoria da eficiência dos equipamentos;
‒ diminuição dos custos de manutenção;
‒ aumento do retorno sobre os ativos.

À medida que a IIoT continua a evoluir, há uma crescente oportunidade para que os assembladores se beneficiem de vantagens competitivas, de forma a gerar novas fontes de receita e melhorar os seus processos de desenvolvimento de produto, através da disponibilidade de dados em tempo real. O foco principal recai sobre a utilização desta informação para facultar melhores serviços e suporte ao cliente, assim como para melhorar a disponibilidade do equipamento através de monitorização remota e modelos preditivos de manutenção.

Através da incorporação de tecnologia IIoT nas máquinas dos OEMs é possível fazer a identificação de problemas remotamente, alterar os parâmetros operacionais e verificar o funcionamento com um controlo de supervisão que permite evitar potenciais problemas. Os OEMs podem agora aconselhar os engenheiros e responsáveis operacionais no terreno sobre as melhores medidas para remediar um problema ou melhorar o desempenho.

Este tipo de competências, combinado com visibilidade em tempo real “multi-tenant” das condições operacionais quotidianas, pode aumentar o tempo de vida das máquinas e dos equipamentos. Para terem acesso a resultados significativos, as organizações devem seguir estes seis passos quando planeiam a implementação de máquinas conectadas:

1 ‒ Definir o “business case” para a conectividade das máquinas
Preocupe-se, antes de tudo, em estabelecer objetivos de negócio claros para a forma como tenciona utilizar os dados, de modo a assegurar a transformação digital da sua empresa. É importante compreender as métricas essenciais de performance do seu cliente para criar vantagens competitivas.

Definir claramente estas métricas vai ter uma influência significativa na capacidade dos clientes otimizarem operações enquanto gerem o risco.

2 ‒ Determinar que informação é realmente importante recolher
Podem ser geradas pelas máquinas conectadas grandes quantidades de dados em tempo real. A gestão de muita informação de dados requer o provisionamento apropriado para acomodar o transporte e armazenamento

numa rede segura.

Consequentemente, é essencial determinar que data é realmente importante para a recolha face aos objetivos do negócio. Comece por escolher um objetivo específico e deixe que ele determine que dados são
recolhidos.

3 ‒ Decidir a melhor forma de recolher os dados
Dependendo das máquinas e dos standards de conectividade, poderemos estar a falar da utilização de vários protocolos. Uma solução de máquina conectada ideal deve ser flexível o suficiente para aceder a dados de qualquer protocolo de indústria, e escalável o suficiente para interagir com uma alargada variedade de protocolos da indústria e fontes de dados.

IIoT

4 ‒ Desenvolver uma estratégia de segurança para conectividade
A segurança é uma consideração chave para qualquer implementação de IIoT, e é importante ter uma estratégia de segurança definida desde o início. O primeiro passo é assegurar que os dados que estão a ser transferidos são os mais críticos, tendo em conta os objetivos do negócio.

O próximo passo passa por definir políticas de segurança abrangentes que determinem a forma como os equipamentos com IIoT comunicam. As salvaguardas de implementação podem incluir as seguintes preocupações: o bloqueio de todo o tráfego de entrada no gateway, o encerramento de todas as portas físicas no gateway, a partição da rede de máquinas para isolamento de todas as outras redes e o estabelecimento de controlos de acesso de autenticação/autorização.

5 ‒ Dotar o seu cliente com flexibilidade para distribuir analítica
Como OEM, é importante ajudar os clientes a estabelecerem as fundações de analítica avançada baseando-se nas suas operações específicas. Tome ações imediatamente, detetando e respondendo a eventos locais no limite do perímetro mal eles tenham lugar.

Uma abordagem distribuída permite a integração simultânea de fontes de dados adicionais na cloud, facilitando o acesso remoto a informação crítica.

6 ‒ Transformação digital recorrendo à analítica
Transforme as perspetivas em ações, integrando os dados das máquinas conectadas no negócio e no cliente. Utilize as recém-disponíveis perspetivas de dados para melhorar a visibilidade do operador, e faça a transição de modelos reativos ou agendados de manutenção para um modelo preditivo.

Conceba experiências de utilizador relevantes para pessoas que melhor conhecem as máquinas através de aplicações “web”, “mobile” e “embedded” que se adaptam de forma inteligente de smartphones a desktops.

 

 

(*) Gonçalo Ferreira é diretor geral da Dell Portugal. Este artigo foi publicado originalmente na Computerworld Portugal



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