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Opinião

A Realidade Virtual e as novas formas de consumir informação

Tecnologia já é muito mais do que uma ferramenta para satisfazer desejos além do alcance

José Guilherme Trivellato *

Publicada em 15 de maio de 2017 às 19h53

Quem assistiu ao clipe “Amazing” da banda norte-americana Aerosmith durante a década de 1990 não imaginava que a Realidade Virtual seria muito mais do que uma ferramenta para satisfazer desejos além do alcance. Embora ainda seja vista por muitos como uma tecnologia voltada apenas para o entretenimento, a RV oferece inúmeras possibilidades e deve transformar a forma como as empresas se comunicam com os consumidores e colaboradores internos.

A tecnologia promoveu mudanças profundas na comunicação. Graças à Internet e às redes sociais, a publicidade não se restringe mais a um grupo seleto composto por jornais, revistas, rádio e TV, tampouco a informação é produzida unicamente por estas mídias ou pelos livros: todos somos consumidores, formadores de opinião e criadores de conteúdo, modificando os papéis desta cadeia e gerando novos valores e agentes no universo da comunicação.

Por consequência, a forma de consumir informação também mudou. Cada vez mais exigente e com mais conteúdo ao alcance das mãos, o usuário busca cada vez mais por experiências imersivas, tornando esta vivência mais próxima do entretenimento.

Aerosmith

Uma pesquisa da BI Intelligence aponta que vídeos 360° alcançam 27% mais engajamento emocional e aumentam o período deste engajamento em 34%. Entretanto, 55% dos usuários ainda não experimentaram a tecnologia. 84% deles por falta de oportunidade. Além disso, um a cada quatro usuários considera adquirir um dispositivo de realidade virtual em 2017.

Em um momento diferente estão os anúncios em vídeo, perdem espaço entre os consumidores. 64% dos usuários consideram este tipo de abordagem invasiva e 54% afirmam que não têm conexão com o que estão fazendo naquele momento. Porém, o consumo de vídeos online em dispositivos mobile alcançou a marca de 51% em 2016.

Se a mensagem não chega ao consumidor, é fundamental que as empresas redefinam suas estratégias. Além de ser ainda uma novidade e proporcionar uma experiência imersiva, a realidade virtual está ligada à ideia de oferta de conteúdo, independentemente da área de atuação da marca, o que desperta maior interesse do usuário, possibilitando agregar valores corporativos de maneira mais eficaz.

Não é à toa que os investimentos em Realidade Virtual e Realidade Aumentada cresceram 271% entre 2015 e 2016, atingindo mais de US$ 2,6 milhões. No primeiro trimestre do ano passado, 38 empresas norte-americanas afirmaram que a realidade virtual era um dos temas principais de seu plano de negócios, tendência com elevação anual de 375%.

A evolução tecnológica não está apenas nos dispositivos, mas abrange todo um contexto social no qual a comunicação não pode ser excluída. Evoluir apenas máquinas significa subestimar o usuário que preza pelas mesmas facilidades e inovações em todas as suas atividades. A migração para a Realidade Virtual passará de tendência à necessidade muito em breve e quem não se adaptar precisará correr contra o tempo.

 

(*) José Guilherme Trivellato é arquiteto de experiências em realidade virtual na RedBelt



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