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Opinião

Cloud evidencia a correlação entre desempenho, eficiência e custo

Profissionais de TI não devem partir da premissa de que fornecer mais recursos de nuvem, instâncias maiores e bancos de dados mais rápidos seja a resposta correta para todas as questões de desempenho

Gerardo Dada *

Publicada em 09 de maio de 2017 às 08h12

Atualmente, os líderes de negócios colocam uma enorme pressão sobre a função de TI para alinhar a tecnologia dela às iniciativas de negócios mais recentes, avançar mais rapidamente, manter níveis mais altos de tempo de atividade e investir em inovação, tudo isso enquanto reduz os custos onde possível e minimiza os riscos.
 
No centro disso tudo estão os aplicativos e os dados. Esses dois elementos ajudam as organizações a se diferenciarem, são essenciais à operação eficaz dos negócios e, com frequência, fundamentais à entrega de valor a usuários e clientes. Para se adaptarem a essas necessidades, as organizações de TI estão eliminando barreiras ao consumo, simplificando processos pela automação e acelerando o ritmo das mudanças.
 
À medida que as organizações passam por essas transformações que estabelecem as novas bases para a entrega de aplicativos e dados (implementação de nuvem, virtualização, Analytics, gerenciamento de experiências digitais etc.), os profissionais de TI devem estar preparados para gerenciar, proteger, monitorar e corrigir problemas não apenas no local e na nuvem, mas em ambos os ambientes ao mesmo tempo (TI híbrida).
 
A maioria das organizações já tem pelo menos parte de sua infraestrutura na nuvem e com frequência usa pelo menos alguns recursos bastante básicos de monitoramento – provavelmente as ferramentas fornecidas pelo provedor de serviços de nuvem, essencialmente voltadas para tática e infraestrutura. Além disso, é comum que as organizações usem mais de um ambiente de nuvem: um único profissional de TI pode monitorar ambientes em várias nuvens (por exemplo, Amazon Web Services e Microsoft Azure), nuvem pública e privada e até mesmo aplicativos SaaS que exigem monitoramento (por exemplo, Salesforce e Marketo).

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Embora ferramentas de monitoramento isoladas possam abarcar o básico, existe claramente uma oportunidade perdida de aumentar a eficiência e a eficácia da TI pelo monitoramento conjunto e simultâneo de todos os seus ambientes na nuvem e no local, criando insights holísticos de todos os ambientes pelos quais o profissional é responsável, o que inclui aplicativos, armazenamento, bancos de dados, servidores e rede.
 
Tal visibilidade de diferentes ambientes é essencial para solucionar um dos maiores desafios enfrentados pelas organizações quando se trata de TI híbrida: as decisões quanto a como utilizar a nuvem da melhor maneira possível. Perguntas importantes incluem: quais cargas de trabalho devem ser migradas para a nuvem? Qual é a linha de base de consumo de recursos a ser considerada para provisionamento dos recursos? Como será o desempenho dos aplicativos na nuvem em comparação com o desempenho deles no local? Quais são as prováveis contenções de recursos? Qual é a maneira mais eficaz de executar uma carga de trabalho específica em termos de recursos?
 
Os profissionais de TI não devem partir da premissa de que fornecer mais recursos de nuvem, instâncias maiores e bancos de dados mais rápidos seja a resposta correta para todas as questões de desempenho – é daí que decorrem, com frequência, as surpresas com o valor das faturas e os problemas técnicos. A nuvem evidencia a correlação entre desempenho, eficiência e custo.
 
Portanto, a peça que está faltando neste quebra-cabeça é a visibilidade unificada dos serviços na nuvem, no local e na TI híbrida. Estas são algumas maneiras pelas quais esse "ponto único da verdade", possível graças ao monitoramento de ponta a ponta da TI híbrida, pode ser útil:
 
  • 1 - Uso de dados para tomada de decisões de provisionamento: No final das contas, a nuvem não deve ser usada como uma estratégia para economia de custos. O valor inicial é acessível, e é fácil provisionar serviços adicionais, mas a fatura pode aumentar rapidamente. Sem os dados de monitoramento corretos para tomar boas decisões de provisionamento, o arrependimento pela compra é inevitável.
  • 2 - Trabalho rumo à certeza quanto ao desempenho: Este item pode ser difícil, mas com um profissional de TI experiente e uma profusão de métricas de desempenho disponíveis, a função de TI pode entender o nível de desempenho de seus sistemas, o motivo de tal desempenho e o que o ocasiona. Ela também terá uma compreensão mais profunda da otimização dos sistemas.
  • 3 - Correção do curso, quando necessário: Algumas organizações podem querer migrar os aplicativos de volta para o local, seja por motivos de custos, segurança ou de um desempenho insatisfatório na nuvem. Cada um desses motivos só pode ser reconhecido precocemente, antes que um incidente venha a ocorrer, por meio do monitoramento holístico dos ambientes híbridos. Um sistema verdadeiramente híbrido usa uma mistura de recursos na nuvem e no local – os dados bons fornecem os insights necessários para encontrar o equilíbrio ideal entre os dois.
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Por fim, estas são algumas sugestões para começar:
 
  • 1 - Crie um inventário daquilo que está sendo monitorado: A maioria dos departamentos de TI tem uma variedade de ferramentas de monitoramento para finalidades diversas. Existem aplicativos na nuvem que são monitorados por uma ferramenta? As cargas de trabalho estão sendo hospedadas em um data center diferente que aproveita uma ferramenta separada? Antes de padronizar os processos de monitoramento, as organizações precisam criar um inventário de tudo o que está sendo (ou precisa ser) monitorado e das ferramentas que estão sendo usadas para isso.
  • 2 - Concentre-se naquilo que importa (desempenho do usuário final): Em última análise, os departamentos de TI são os responsáveis pela experiência do usuário final. Uma mentalidade centrada em aplicativos com a experiência do usuário como principal métrica pode contribuir bastante para alinhar uma equipe tradicionalmente baseada em silos, em relação a uma meta comum com a qual todos contribuem.
  • 3 - Padronize todos os sistemas: Isso deve ser feito para cada carga de trabalho, seja qual for a ferramenta que esteja sendo usada, especialmente se um departamento de TI estiver usando várias ferramentas. É impossível otimizar o que não está sendo medido e, portanto, cabe a cada departamento de TI criar um conjunto padrão de processos de monitoramento. Determine as principais métricas e os alertas necessários a cada sistema, bem como os processos acionáveis.
  • 4 - Unifique a exibição: Os departamentos de TI devem se esforçar por conseguir um conjunto abrangente de ferramentas unificadas de monitoramento e gerenciamento a fim de garantir o desempenho de toda a pilha de aplicativos, desde o local até a nuvem.
  • 5 - Adote a disciplina do monitoramento: O monitoramento costuma ser deixado em segundo plano. Para a maioria das organizações, ele é um mal necessário, um recurso que o departamento de TI pode aproveitar quando existem problemas a corrigir e, com frequência, um tarefa executada com software pré-carregado. No entanto, o conceito de monitoramento como disciplina, que enfatiza em maior medida o monitoramento proativo, foi projetado para ajudar os profissionais de TI a escapar da natureza reativa de curto prazo da administração, frequentemente causada por práticas ad hoc ineficazes, e se tornarem mais proativos e estratégicos para suas transformações digitais.
 
Em suma, os profissionais de TI devem buscar estabelecer a prática do monitoramento como disciplina para serem bem-sucedidos em ambientes de TI híbrida. À medida que as empresas buscam se tornar mais estratégicas e se transformar em organizações verdadeiramente digitais, o ônus de fazê-las atingir esse patamar recai sobre os profissionais de TI.

Com uma abordagem unificada ao monitoramento, cuja meta é transformar pontos de dados de componentes de infraestrutura e de diversos ambientes em insights acionáveis, somada a algumas das práticas recomendadas mencionadas acima, os profissionais de TI podem, em última análise, aumentar a eficácia geral de suas organizações e negócios.



(*) Gerardo Dada é vice-presidente de marketing de produtos da SolarWinds

 



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