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Opinião

Business Intelligence e Analytics vão muito além da tecnologia

Implantar BI e BA não é apenas adquirir um software e deixar nas mãos dos usuários para que eles possam elaborar seus painéis

Carolina Abrantes *

Publicada em 18 de abril de 2017 às 12h47

Quantas vezes, em um dia, líderes de negócio fazem perguntas que demandam rápida resposta para tomada de decisão? Quantas vezes uma pergunta foi feita em sua organização e não havia informação suficiente para uma resposta assertiva? Quantas decisões são tomadas olhando para o retrovisor?

Segundo dados do Gartner, dos 227 líderes de TI da América Latina entrevistados, 36% consideram Business Inteligence e Analytics (BI e BA) como uma das três maiores prioridades de investimentos para 2017. Porém, esta mesma pesquisa mostra que o maior gap de competências percebido para o alcance dos resultados desejados está justamente nos profissionais focados em BI a BA, sendo esta lacuna citada por 33% dos entrevistados.

Podemos perceber, então, que a estruturação e exposição das informações para apoio à tomada de decisão se apresenta como um desafio significativo para os CIOs e líderes de TI. Embora tenham perspectivas de grandes investimentos, irão enfrentar um gap já reconhecido de profissionais nessas áreas.

Os fatores críticos de sucesso para que o negócio possua uma estrutura de BI e BA sólida, que realmente tenha influência ativa no diferencial competitivo da empresa, são os mais diversos. Em primeiro lugar, muitas empresas convivem com um emaranhado de dados e informações não estruturadas, dispersas pelos sistemas legados, desafiando a capacidade de estruturação e mínima padronização dos mesmos. Importante lembrarmos que não falamos mais de grandes data warehouses, dado que já temos tecnologias que trabalham com informações de diferentes fontes e formatos. Mesmo assim, uma estruturação mínima se torna um requisito básico.

Porém, antes mesmo de pensarmos no fator tecnológico, em qual sistema será utilizado para organizar e expor as informações, é preciso dar um passo atrás e entender exatamente quais decisões do negócio precisam ser embasadas através da exposição dessas informações. Como sabemos, não espere respostas certas se está fazendo as perguntas erradas. Nessa linha, muitas organizações estão dando muita atenção ao fator tecnológico e pouca atenção ao fator processual.

analisededados

A estrutura de BI e BA de uma organização é a combinação de diversos fatores. Primeiro, é preciso um trabalho de análise de negócio, em que os processos críticos devem ser entendidos para a definição dos indicadores e informações assertivas que devem ser expostas para determinados stakeholders. Além disso, torna-se também um trabalho técnico complementar de definição e melhoria da arquitetura da informação que irá sustentar a mineração e apresentação das informações.

A área de tecnologia da informação deve entender que é preciso se aproximar das áreas de negócio, tornando os profissionais de negócio participativos e interativos. Muitas tecnologias, atualmente, permitem que o próprio usuário monte seus painéis e "brinque" com a informação, sem que a TI seja uma barreira para a elaboração de qualquer visão exigida pelo negócio. Esse tipo de ambiente mais colaborativo ajuda a trazer mais velocidade para o ambiente de BI e BA das empresas.

Assim, para que a empresa consiga elevar sua maturidade nas disciplinas de BI e BA, é preciso que uma série de fatores organizacionais, processuais e tecnológicos sejam bem definidos e alinhados. Não pense que implantar BI e BA é apenas adquirir um software e deixar nas mãos dos usuários para que eles possam elaborar seus painéis. A TI deve atuar junto às áreas de negócio na preparação de todo o ambiente, ajudando na elaboração das perguntas certas e capacitando o negócio para que o mesmo tenha sua independência e velocidade. Por trás, a estrutura de dados deve garantir a confiabilidade e integridade necessárias.

Quer saber um pouco mais sobre como pode evoluir na sua estrutura de BI e BA?  Te convido a assistir o próximo webinar gratuito da Bridge Consulting, no dia 27 de abril, às 11h. Inscrições em https://app.webinarjam.net/register/39662/6701df9efa.


(*) Carolina Abrantes é sócia-fundadora da Bridge eengenheira de produção pela UFRJ com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Participou do grupo de pesquisa em Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ, com foco em gestão e boas práticas de TI.



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