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Opinião

Qual é o papel do monitoramento na estratégia de nuvem?

Se é difícil gerenciar o que está dentro da sua casa, é preciso ter ainda mais atenção e cuidado com o que está fora

Fernando Mellone *

Publicada em 11 de abril de 2017 às 08h01

Quando se fala em Cloud Computing, uma das preocupações atuais mais recorrentes entre as empresas diz respeito à segurança de dados. Pesquisas de mercado apontam que 30 dos 100 maiores fornecedores de soluções de TI do mundo vão oferecer seus software apenas em nuvem até 2019. O desafio para as empresas é: como manter toda essa nova estrutura de forma segura e com alto desempenho?

Hoje em dia, é comum entre quase todas as organizações existir uma estratégia de Cloud Computing. Contudo, quando questionamos se a companhia possui um plano para o gerenciamento de desempenho destes novos  ambientes em nuvem, dinâmicos e escaláveis, muitas vezes a resposta é negativa. Com o aumento da complexidade e a reformulação da arquitetura de novos serviços rodando em cloud, é importante estar atento principalmente para a falta de visibilidade na hora de identificar problemas que afetam a performance de serviços, impactando a experiência do usuário e, consequentemente, as vendas e estratégias de negócios.

São muitas as vantagens de migrar processos operacionais para nuvem, incluindo redução de custos, escalabilidade e provisionamento sob demanda, autonomia e independência para equipes ágeis melhorarem sua maturidade em DevOps,  além de acesso a software no modelo SaaS (Software as a Service). Tanto é assim que o mundo inteiro está passando muitas de suas operações para nuvem – seja ela pública, privada ou híbrida. Porém, uma experiência ruim ou uma lentidão no acesso a estes sistemas em nuvem, seja por parte de funcionários ou de consumidores/clientes, pode comprometer fortemente os resultados dos negócios.  

Imagine uma seguradora, por exemplo, que ficou uma semana inteira com instabilidade em seu ambiente baseado em nuvem e não conseguia fazer cotações, fechar apólices de seguro e finalizar transações. O resultado poderia ser milhões de reais perdidos, decorrentes da falta de entendimento e visibilidade de onde estavam os erros nestes seus sistemas em nuvem. As falhas podiam estar localizadas na infraestrutura, na aplicação, no código, na rede, no banco de dados ou até em um serviço de terceiros.  

O grande erro em casos como esse é a falta de uma estratégia consistente de gerenciamento de performance, que poderia ser realizada com a implementação de uma solução de DPM (Digital Performance Monitoring), capaz de monitorar todas as aplicações que funcionam em cloud e fazer a detecção automática de ponta a ponta deste novo ambiente altamente complexo e dinâmico. Pela automação desse processo, é possível verificar todas as relações de interdependência que compõem os serviços dinâmicos provisionados em nuvem, o que inclui, no caso de um sistema simples, a conexão com diversos  servidores, bancos de dados e hosts. Em uma grande empresa, essa relação ganha proporções de milhares de interdependências e um simples erro pode gerar prejuízos sem precedentes.

monitoramento

As ferramentas tradicionais de gerenciamento não conseguem compreender esta nova arquitetura voltada para microsserviços e a crescente explosão de seus containers cada vez mais complexos e adotados em ambientes multi-cloud. Por isso, cada vez mais as organizações buscam soluções de monitoramento para manter suas aplicações funcionando perfeitamente, sejam elas nativas em nuvem (Cloud-Native) ou não, podendo, assim, se concentrar apenas nos seus negócios. Nesse caminho, as corporações começam a amadurecer as suas estratégias digitais e muitas já sentem a necessidade de gerenciar de maneira mais sofisticada esse universo. Afinal, se é difícil gerenciar o que está dentro da sua casa, é preciso ter ainda mais atenção e cuidado com o que está fora, em nuvem, ou até mesmo em multi-cloud.

 

(*) Fernando Melon é Senior Sales Manager da Dynatrace no Brasil



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