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Opinião

Tal Fênix, conseguirá Marissa Mayer emergir das cinzas do Yahoo?

Desde 2012 no comando da empresa, executiva tornou-se uma ícone do mercado de tecnologia e poderia ser uma boa aposta para o comando do Twitter

John Brandon, Computerworld/EUA

Publicada em 10 de janeiro de 2017 às 12h13

Algo importante que aconteceu enquanto Marissa Mayer esteve no comando do Yahoo. A executiva emergiu como um ícone do mercado de tecnologia, alguém de quem precisávamos tanto neste meio tão dominado pelos homens. 

É decepcionante descobrir (,especialmente para quem apoiava Hillary Clinton para a presidência dos EUA com a esperança de não ter mais um líder homem), que Marissa vai renunciar ao que sobrar do Yahoo após a venda para a Verizon ser finalizada como o planejado, conforme aponta um novo documento regulatório divulgado pelo Yahoo nesta segunda-feira, 9/1. Mesmo assim, ainda há razão para ter esperança.

Em primeiro lugar, Marissa não vai desaparecer agora. Ela tem apenas 41 anos, e seu curto mandato como CEO do Yahoo – ela assumiu o cargo em 2012 – talvez seja apenas uma amostra do que está por vir a seguir. Ninguém sabe ainda qual será esse próximo passo, mas tenho algumas teorias. Uma delas é que Marissa vai para outra  gigante da tecnologia, também como CEO. 

É possível argumentar que ela assumiu o comando de um navio naufragando. Sim, um navio que conseguiu um número incrível de usuários e foi uma atração e tanto para anunciantes, mas que há muito tempo perdeu as esperanças de realmente criar algo inovador. Mayer teve de comandar um navio com poucos recurso e em franco declínio, o que raramente funciona.

Ainda assim, após vê-la falando em conferências, a forma como lidou com uma parte do stress, e (mais importante) o fato de ser uma líder de negócios agora muito conhecida, faz com que seja totalmente razoável a ideia de que vá para outra empresa grande.

O meu chute? Será o Twitter.

Por quê?  Está claro que Jack Dorsey, cofundador e atual CEO do Twitter, não sabe o que fazer para tornar a empresa lucrativa, e essa é uma das forças de Marissa. Não pensamos nela como uma inovadora no estilo de Elon Musk, da Tesla, ou Mark Zuckerberg, do Facebook, mas ela pode inspirar ações entre os seus funcionários. E o Twitter não precisa de um líder vistoso, mas de alguém que faça as coisas acontecerem e se certifique de que há algum sentido para a empresa existir além de ser uma plataforma para insultos aleatórios.

Mais importante ainda, o Twitter precisa da atenção positiva – uma distração dos seus perigos. A plataforma é um caldeirão de trolls, políticos, jornalistas e gurus da tecnologias que poderia ser algo muito mais importante do que é hoje.

marissameyer

Uma possível chegada de Marissa poderia mudar o foco da falta de preocupação do Twitter com os abusos online e, talvez como nenhum outro erudito do mercado de TI, liderar o caminho para uma campanha Make Twitter Great Again.

Minha visão é que ter uma mulher em um papel de liderança no mercado de tecnologia muda a dinâmica para melhor. Estamos muito virados para um lado, há muito de um ponto de vista. Um bom exemplo é Megan Smith, a incrível CTO do governo dos EUA que possui uma maneira de se comunicar que é compreensível e até profunda. Em uma das suas palestras no South by Southwest, ela deixou uma profunda impressão em mim (pai de três garotas) quando disse que a visão dominante de um geek nos dias atuais é sempre um homem com óculos pretos, o que tem causado sérios problemas em termos de meninas frequentando escolas e cursos de engenharia.

Talvez Marissa Mayer também possa mudar isso.

Espero que aconteça. Não há nada como ter uma segunda chance para corrigir uma empresa em apuros e descobrir como aumentar a receita e encontrar um objetivo, um propósito. Marissa é apenas uma entre algumas pessoas que podem ter a chance de transformar o Twitter antes que se o serviço se torne apenas mais uma baixa do mercado de tecnologia.



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