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Opinião

A realidade virtual e as redes sociais do futuro

Será necessário um alto nível de acessibilidade para poder fazer parte desta experiência

Roberto Soboll *

Publicada em 22 de dezembro de 2016 às 07h00

Hoje vivemos o auge das mudanças tecnológicas. Cada vez mais são projetados produtos que acompanham estratégias de inovação corporativa. Com o surgimento de novas tecnologias chegam novas oportunidades. Neste momento, percebemos mudanças rápidas na era da comunicação e o desenvolvimento das empresas especializadas. Estamos vivendo uma transformação paradigmática, talvez tão grande como a introdução do smartphone e seu nome é: realidade virtual (RV).

A realidade virtual tem estado presente, de uma maneira ou de outra, desde 1968, mas apenas agora se busca a democratização desta tecnologia tão avançada que muitos ainda não entendem. O crescimento das tecnologias de RV pode ser atribuído à eterna busca do fantástico, porque como vimos através do tempo, temos uma grande tendência de explorar o que apenas poderíamos ver em nossa imaginação. As coisas com as quais sonhavam os pioneiros da tecnologia global estão se tornando realidade.

De fato, veremos isso nas redes sociais, com a tecnologia RV em desenvolvimento de avatares, o que nos permitirá viver como outra pessoa e interagir instantaneamente com os outros em um ambiente personalizado e paralelo, o que colocará efetivamente os meios e redes tecnológicas mais avançadas para realizar uma digitalização de nossas vidas cotidianas.

RV2017

As plataformas sociais e a RV logo formarão uma sinergia importante. Os video-chats e os modos de relacionamentos com nossos seres queridos do outro lado do mundo mudarão para algo ultra-real. Talvez, o maior problema que possa ser enfrentado por esta relação será a obtenção destas tecnologias. Mesmo que já tenhamos um acesso importante às redes sociais e um acesso limitado à realidade virtual, ter os dois será muito difícil, a não ser por empresas revolucionárias que busquem formas de torná-los possíveis a todos.

Por meio do desenvolvimento dos avatares e da crescente incorporação das redes como Twitter, Facebook e Smapchat com a realidade virtual, será necessário um alto nível de acessibilidade para poder fazer parte desta experiência. A ideia planejada pelas redes sociais é a de utilizar a tecnologia de conteúdo RV para criar um personagem alternativo, que viverá dentro de um mundo virtual e que poderá se comunicar com outros avatares, ampliando a realidade dos consumidores. Logo viajaremos para lugares extraordinários e desconhecidos sem precisar sair de nossa casa ou escritório. Poderemos tirar selfies virtuais e compartilhar nossas experiências de RV com todos os nossos conhecidos.

 

(*) Roberto Soboll é diretor executivo de Produtos da Alcatel América Latina



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