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Opinião

A computação cognitiva será importante aliada das empresas

Chatbots podem ser importantes aliados para atender o público externo

Marcio Jasinski *

Publicada em 15 de setembro de 2016 às 07h29

A computação cognitiva ganha, cada vez mais, atenção do mercado e promete importantes transformações no uso da tecnologia. O conceito baseia-se na inteligência artificial, ou seja, na capacidade de as máquinas processarem informações e aprenderem com elas – assim como acontece com o cérebro humano. O que, na prática, tende a trazer importantes inovações para empresas e usuários.

De acordo com recente estudo da BCC Research, o mercado global de máquinas inteligentes – que inclui diversos sistemas baseados em inteligência artificial, incluindo software, robôs autônomos, sistemas embarcados, entre outros – somou US$ 6.6 bilhões em 2015. Até 2021, esse setor tende a alcançar US$ 15 bilhões.

Como exemplo prático do uso da inteligência artificial nas empresas, o Facebook anunciou o robô, batizado de DeepText, capaz de ler todos os posts dos usuários, até mesmo antes de serem publicados, com o intuito de aprender a forma como o usuário se comunica. Ainda de acordo com a empresa, a inteligência artificial vai estar presente em todos os seus serviços.

A IBM também tem investido forte na computação cognitiva através do Watson. Com diversas soluções em inteligência artificial, o Watson é capaz de resolver problemas que até pouco tempo eram restritos ao pensamento humano. Para se ter uma ideia, no início deste ano, o Banco Bradesco anunciou o uso do Watson no sistema de atendimento a clientes, treinamento de funcionários e gestão de fortunas. E a Repsol também está trabalhando com a IBM para descobrir formas de utilizar a computação cognitiva na redução do grau de incerteza da exploração e aumento da produção de petróleo. A descoberta de novas fontes de petróleo no subsolo é um empreendimento caro e arriscado. A intenção é reduzir o custo, hoje em bilhões de dólares, da descoberta e exploração um novo local de prospecção de petróleo. Perfurar no melhor local para produção faz a maior diferença. 

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Os casos citados são exemplos de como a inteligência artificial tem sido usada para melhorar o relacionamento das empresas com seus usuários. No entanto, outra tendência está na utilização da computação cognitiva para aumentar a produtividade dos profissionais, processando informações dos colaboradores, para identificar tendências e demandas, atuando de forma proativa para reduzir o turn over e aumentar o engajamento das equipes.

Os chatbots – nos quais robôs interagem com pessoas para responder questões online – representam um dos muitos usos da inteligência artificial para melhorar a Gestão de Pessoas. Essa tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta para as empresas no sentido de responder dúvidas dos colaboradores e identificar comportamentos associados à satisfação das equipes.

Os chatbots podem ser importantes aliados para atender o público externo. Imagine, por exemplo, uma empresa que começa a atuar em outro país e utiliza robôs virtuais para atendimento aos clientes. Isso permite atender os usuários em idioma nativo, identificando os clientes por reconhecimento facial, aprendendo com seus comportamentos e, a partir daí, interagindo de forma personalizada com os usuários.

Nesse sentido, a Senior tem explorado amplamente esses conceitos pela área de Pesquisa Aplicada. Desde soluções para análise de sentimentos, reconhecimento de voz até bots inteligentes. Dessa forma, as soluções serão cada vez mais inteligentes e visam ajudar as empresas a serem, cada vez mais competitivas.

Enfim, se há alguns anos esse cenário seria impossível, o que vemos é que em breve a computação cognitiva tende a ser um importante aliado das empresas, como um fator essencial para a produtividade e competitividade dos negócios.

 

(*) Marcio Jasinski é pesquisador da Senior



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