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Opinião

Três considerações sobre a Terceira Plataforma da IDC

CIOs e suas equipes têm claramente uma tarefa enorme pela frente, com muitas oportunidades para aproveitar a sua visão e liderança

Nicholas D. Evans *

Publicada em 04 de fevereiro de 2014 às 10h01

Uma terceira plataforma de computação começa a emergir, de acordo com o vice-presidente da consultoria IDC, Vito Mabrucco. Depois dos mainframes e dos PCs em rede, essa nova plataforma é marcada por milhões de aplicações e serviços.  Na visão de Mabrucco, haverá quatro forças de transformação do setor de TIC nos próximos anos: Cloud Computing, Mobilidade, “Negócios sociais” e “Big Data”.  Elas fundamentarão a Terceira Plataforma, materializada na agregação inovadora (os chamados ‘mashu-ups’) de serviços de cloud, e aplicações de mobilidade, geralmente instaladas em dispositivos pessoais dos usuários. 

Quando falamos sobre a Terceira Plataforma em um ambiente corporativo, estamos realmente falando sobre a convergência dessas forças e sua combinação poderosa para servir como uma arquitetura fundamental para os departamentos de TI.

Além das tendências individuais, a "combinação" perfeita dessas tendências está se tornando crítica, uma vez que representa coletivamente um novo tecido de TI, ágil, para aplicações, data centers e, mais importante, a experiência do usuário. Segundo a IDC, "em 2020, pelo menos 80% do crescimento da indústria de TIC será impulsionado por essas tecnologias da Terceira Plataforma".

Aqui estão três áreas nas quais a Terceira Plataforma, e, portanto, a combinação de nuvem, mobilidade, social media e Big Data, será fundamental para os CIOs em 2014:

1 - Transformando a experiência do usuário - Nos últimos anos, o consumo de TI estabeleceu firmemente as expectativas do usuário final para aplicativos fáceis de usar, móveis e "social-habilitados", e onde as informações podem ser facilmente armazenadas, acessadas ​​e sincronizadas através da nuvem. Essas tecnologias têm amadurecido e o seu uso é agora a "norma" esperada, em vez da "exceção". CIOs estão, portanto, abraçando estratégias de trabalho centradas nos funcionários e fornecendo recursos para isso -  políticas de BYOD e de  "traga a sua própria aplicação" estão permitindo que os funcionários "tragam a sua própria experiência" para o ambiente de trabalho.

Além disso, a experiência do usuário é um alvo em constante evolução, onde o foco atual  em mobilidade e telas sensíveis ao toque vai avançar para áreas como controle por gestos, linguagem natural e capacidades de comando de voz. Como exemplo disso, o Gartner prevê que até 2016, cerca de 70% dos vendedores de Analytics irão adicionar capacidades de comando de voz para seus produtos.

Transformar a experiência do usuário com a combinação das tecnologias da Terceira Plataforma, como recursos móveis e sociais, não é mais um nice-to-have. É uma necessidade - e não apenas agora,  mas para estar preparado para as novas mudanças que estão por vir.

2 - Transformando a Arquitetura das Aplicações - Em 2013, para garantir que aplicativos corporativos desenvolvidos recentemente atendam às expectativas do usuário final, uma arquitetura  projetada e construída sobre a Terceira Plataforma será vital. Os usuários finais esperam claramente serem capazes de acessar informações e aplicativos a partir de qualquer dispositivo e em qualquer local e estão cada vez mais olhando para o uso de muitas aplicações para estarem "social-habilitados" e "contextualmente-ware".

CIOs estão, portanto, garantindo que nuvem, recursos móveis e sociais sejam parte da arquitetura da empresa e parte do paradigma de desenvolvimento de aplicações em termos de ferramentas e metodologia de desenvolvimento. Você pode pensar nessas tecnologias como novas camadas necessárias na arquitetura das aplicações, para lidar com a natureza evolutiva delas e dos serviços que prestam. Esta mudança de paradigma no desenvolvimento de aplicações também exige uma série de novos padrões de programação. Um exemplo recente é F # , que facilita a resolução de problemas e manipulação orientada a dados.

A IDC agora  aponta a necessidade das aplicações serem sistemas de transações, sistemas de decisão e sistemas de relacionamento. Portanto, grandes análises de dados são muitas vezes necessárias para os elementos de decisão, e os recursos de negócios sociais são muitas vezes necessários para os elementos de relacionamento destas novas aplicações.

3 - Transformanado Data Centers - A mudança para a Terceira Plataforma tem que ocorrer não apenas no nível da aplicação e da experiência do usuário, mas também tem que ser projetada para o data center do futuro. O  data center precisa considerar todas as opções de desenvolvimento e implementação aplicações: nuvem pública, privada e híbrida, ambientes tradicionais e terceirizados. A computação inteligente e as análises inteligentes serão cada vez mais utilizados para otimizar os recursos do data center, incluindo a colocação de aplicações e cargas de trabalho (por exemplo, considerando nuvem pública vs nuvem privada), a otimização baseada em políticas (por exemplo, regras de negócios para decisões relacionadas com máquinas virtuais e em nuvem serviço de corretagem), e a gestão de variáveis ​​físicas, tais como espaço, energia e refrigeração.

O desenvolvimento de software baseado em nuvem vai se tornar cada vez mais importante para os desenvolvedores, livres de aquisição de infraestrutura e dos set-ups, reduzindo a duração dos ciclos de desenvolvimento, permitindo-lhes mais tempo para o desenvolvimento criativo relacionado com os novos modelos de negócios e as atraentes experiências de usuário. Cibersegurança também será cada vez mais importante no data center, devido à sua virtualização contínua (por exemplo, data centers definidos por software) e a natureza altamente distribuída.

Estas são três áreas nas quais acredito que a combinação das tecnologias da Terceira Plataforma será mais visível e mais crítica para os departamentos de TI e ajudará a preparar a base para a evolução da computação, que deverá abranger a próxima década ou mais. O alcance dessa transformação é grande, uma vez que atravessa toda a pilha de TI. CIOs e suas equipes têm claramente uma tarefa enorme pela frente, com muitas oportunidades para aproveitar a sua visão e liderança.

 

(*) Nicholas D. Evans lidera o Programa Estratégico de Inovação da Unisys e foi apontado como um dos 100 principais líderes de TI em 2009 pelo prêmio Computerworld’s Premier 100 IT Leaders



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