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Oracle anuncia disponibilidade do ERP na nuvem e reforça estratégias de migração

Se lá fora a companhia dá sinais de estar sentindo as dores da transição para o modelo de cloud, aqui as estratégias de reposicionamento seguem dando bons resultados, segundo Rodrigo Galvão, presidente da Oracle Brasil

Da Redação

Publicada em 21 de junho de 2018 às 09h55

Não há migração para a nuvem, por mais bem sucedida que seja, completamente indolor. Que o diga a Oracle. Na semana em que a empresa realiza o Oracle OpenWorld Brasil 2018, em São Paulo, uma pesquisa da JPMorgam e a divulgação dos resultados do quarto trimestre fiscal da companhia revelaram que a transição para uma empresa de serviços de cloud computing tem lá os seus dissabores... Temporários, provavelmente, visto que em algumas regiões, como na América Latina e, especialmente, no Brasil, as estratégias de reposicionamento dos produtos segue gerando resultados positivos, segundo os executivos locais.

A pesquisa da JP Morgam revela que a Oracle tem perdido clientes de bancos de dados para outros players de nuvem. Principalmente, Microsoft e Amazon Web Services. Além disso, dos 154 CIOs norte-americanos ouvidos, só 2% enxergam a Oracle como um player de nuvem completo. 27% apontam a Microsoft e 12% a AWS como as empresas com maior integração na nuvem. E isso pode ter sido escamoteado nos informes de resultado do trimestre, segundo alguns analistas.

A companhia informou que a receita da nuvem foi de US $ 1,7 bilhão no quarto trimestre fiscal. Mas, ao contrário do semestre anterior, a  Oracle optou por não detalhar esse valor, especificando as receitas de segmentos importantes como IaaS e PaaS. O que desagradou analistas e  investidores.  "O software está migrando para a nuvem e, sem dados explícitos, fáceis de entender e sem alterações, será difícil para os investidores avaliar corretamente os negócios recorrentes mais valiosos da nuvem",  escreveram analistas da Bernstein.

Na entrevista concedida no primeiro dia do OpenWorld Brasil, Luiz Meisler, VP Executivo da Oracle América Latina e Rodrigo Galvão, presidente da Oracle Brasil, procuraram passar uma visão otimista da transformação do negócio da companhia na região.

"É difícil comentar uma pesquisa muito específica do mercado americano. O que posso te dizer é que a nossa percepção local é bastante positiva. Muitos dos nossos clientes já estão fazendo a  migração dos produtos Oracle para a nuvem usando a nossa plataforma. E nós estamos dando a eles todo o suporte, prestando toda a ajuda possível para que essa transição seja feita da melhor forma. A gente acaba prestando um serviço muito amplo", comentou Rodrigo Galvão, lembrando que o crescimento local vem sendo exponencial e que nem 15% das empresas já migraram.

"Estamos trabalhando em projetos relevantes, muito interessantes. Há um campo enorme para crescer, principalmente entre as grandes empresas que sabem que portar produto Oracle para a nuvem Oracle é mais vantajoso. Temos muitas oportunidades", finaliza o executivo.

No início deste mês, a Oracle lançou um serviço de migração em nuvem que pode reduzir o tempo e o custo da migração de nuvem em até 30% e permite que os clientes com aplicativos em execução atualizem para o Oracle Cloud Applications em apenas 20 semanas.

E a versão mais recente do Oracle Cloud Platform (a oferta PaaS da companhia), apresenta uma série de recursos autônomos incorporados, incluindo o Oracle Mobile Cloud Enterprise, o Oracle Data Integration Platform Cloud e o Oracle API Platform Cloud. Esses novos recursos se baseiam na introdução da gigante do software no último outono de seu Banco de Dados Autônomo , um sistema de automonitoramento que detecta e aplica automaticamente as correções e se ajusta regularmente para um desempenho ideal.

ERP na nuvem
A importância da nuvem pública e privada nas estratégias de Transformação Digital foi um dos principais assunto do keynote de Mark Hurd, CEO da Oracle, no OpenWorld (o vídeo está disponível na página da Oracle Brasil no Facebook), junto com outros temas quentes como Inteligência Artificial, sistemas autônomos, e Internet das Coisas.

Markhurd

Está claro que a nuvem representa uma oportunidade de crescimento para a Oracle, que ainda obtém grande parte de sua receita vendendo software que deve ser executado nos data centers das empresas. E a companhia vem aumentando o seu portfólio de ofertas em cloud.  Tanto que  o  grande anúncio do evento foi a disponibilidade do ERP Oracle na nuvem.

A Oracle está decidida a migrar do E-Business Suite para os aplicativos Fusion ERP SaaS de maneira mais rápida e simples do que para os clientes novas versões dentro do próprio E-Business Suite.

Segundo Luiz Meisler, a adoção da nuvem entre os clientes Orcale está avançando rápido na América Latina. "Já são 2 mil clientes de cloud hoje, dos quais 500 de ERP", afirmou o executivo. “A média de implementação da solução é de 40 clientes por mês, sendo a maioria do mercado de pequenas e médias empresas”. 

Hoje, as PMEs representam 20% dos negócios da empresa no Brasil, uma taxa de crescimento "exponencial" quando comparada aos resultados de alguns anos atrás, de acordo como vice-presidente.

"Queremos desmistificar a percepção [do usuário das PME] de que somos grandes e caros - pode ter sido o caso antes, mas tudo isso mudou agora", disse Meisler a jornalistas do Oracle Open World.

"A computação em nuvem veio para democratizar a tecnologia e as PMEs são uma parte muito representativa disso. Mas continuaremos a apoiar grandes clientes e suas estratégias d transformação digital, bem como clientes menores e suas novas ideias - podemos atuar em todos esses segmentos" , completou Rodrigo Galvão.


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