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WEF: Brasil deve intensificar reformas estruturais

Para ampliar a produtividade, o país deve olhar além de seu grande mercado e fomentar a transparência, a inovação e as instituições, aconselha relatório do World Economic Forum

Da Redação

Publicada em 15 de março de 2018 às 19h30

O Brasil só conseguirá atingir uma recuperação econômica sustentável através de reformas estruturais focadas no crescimento e na produtividade. Esta é a conclusão do relatório ‘Laboratório de Competitividade e Desenvolvimento Inclusivo do Brasil’, publicado pelo World Economic Forum, que resume recomendações de grupos multilaterais incluindo agentes e especialistas acadêmicos dos setores público e privado.

O relatório, produzido para apoiar a estratégia econômica do país, identificou as prioridades do país para garantir mais crescimento e desenvolver uma economia mais inclusiva. Em linhas gerais, afirma ter encontrado indícios de que a dependência excessiva do país em seu grande mercado doméstico e das exportações de commodities prejudicou seu desempenho comparado comoutros mercados emergentes de grande porte.

Entre fatores que contribuem para este cenário estão o alto custo para fazer negócios, os desafios para a inovação efetiva e a integração relativamente baixa do Brasil com a cadeia de valor global, que importa e exporta muito menos comparado com outros países da região, como o México e a Colômbia, e com os outros países do BRICS.

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De acordo com o relatório, o Brasil precisa de reformas e uma nova geração de políticas públicas capazes de reduzir os altos custos de produção, a fragilidade de competências do setor industrial, os preços altos cobrados do consumidor e o nível reduzido de competitividade, pois todos esses fatores podem diluir as riquezas que o país precisa para elevar o padrão de vida.

“Os principais elementos necessários para construir um Brasil mais produtivo e competitivo é o aprimoramento do ambiente corporativo, a integração da economia do país com outras ao redor do mundo e a criação de um ecossistema robusto para a inovação. O relatório é um quadro de referência para explorar o potencial da economia brasileira,” diz Marcos Jorge Lima, Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil.

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As recomendações do grupo multilateral incluem:

Integração com as cadeias de valores globais: Algumas das recomendações do relatório focam em como melhorar o acesso ao mercado, na implementação de políticas que facilitem o comércio e investimento e em mudanças do ambiente tributário para o comércio, incluindo uma análise e revisão abrangente da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. 

Inovação: O Brasil ainda está em termos de inovação, comparado com outros países. Para abordar esta questão, o país precisa de mais integração política e coordenação entre os centros de inovação que hoje estão bastante fragmentados. 

Eficiência do setor público: No Índice de Competitividade Global, o setor público brasileiro tem um desempenho abaixo do esperado comparado com a média para a América Latina, e muito abaixo da média da OCDE. As recomendações de aprimoramento focam na integração sistemática dos mecanismos de monitoramento e avaliação, facilitando a realocação de investimentos em setores mais produtivos. Isto resultaria em uma maior responsabilidade e confiança. 

Reforma do ambiente corporativo: Os fatores que prejudicaram a produtividade brasileira incluem a regulamentação excessiva, uma deficiência estrutural e o sistema tributário. Para enfrentar isto, o país precisa de reformas institucionais e judiciais para reanimar a competitividade interna e externa. O relatório também analisa as iniciativas que o governo Brasileiro já está implementando.

Segundo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a publicação do relatório sintetiza o comprometimento de agentes públicos e privados, nacionais e estrangeiros, e dos mais diversos níveis, com a adoção dessa agenda.



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