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Morgan Stanley sinaliza aumento nas compras de hardware

Fabricantes poderão ver crescimento de até dois dígitos este ano nas vendas para o mercado corporativo após um período "inercial" provocado pela indecisão em relação à migração para a nuvem

Patrick Nelson, Network World/EUA

Publicada em 06 de março de 2018 às 21h43

Será que os fabricantes de hardware vão ver finalmente o fim da estiagem nas vendas de equipamentos para o mercado corporativo? Segundo a consultoria financeira norte-americana Morgan Stanley, o cenário da TI corporativa mudou e as empresas de hardware poderão ver taxas de crescimento de receita da ordem de dois dígitos em 2018.

Acabou a febre da nuvem? Os CIOs desistiram de cloud computing? Nenhuma das alternativas, diz a Morgan Stanley. A queda nas vendas, segundo a consultoria, deveu-se a um comportamento "inercial" dos CIOs, que congelaram a compra de hardware de TI enquanto estavam indecisos sobre o que mover para a nuvem.

A consultoria está tão confiante de que os consumidores corporativos vão voltar a abrir suas carteiras, que publicou esta semana uma nota para seus clientes que investem no mercado financeiro mudando o sinal de "cauteloso" para "atraente" para a indústria de hardware corporativo.

Vida nova
“Vários catalisadores estão convergindo para dar ao setor de hardware de TI uma segunda vida", escreve a líder de pesquisa em investimentos de tecnologia de hardware norte-americano da Morgan Stanley, Katy L. Huberty, no site da companhia. Importante ressaltar que a análise da companhia refere-se primariamente ao mercado norte-americano.

A compra de hardware foi colocada em espera no últimos três anos enquanto os gestores definiam o quanto do poder de computação vai para a nuvem e o quanto fica em casa, escreve a analista. A espera custou caro para as empresas de hardware de TI nesse período. Segundo Hubery, as grandes empresas de hardware legado perderam 3 dólares em receita para cada 1 dólar faturado por grandes companhias de serviços de nuvem.

A analista afirma que não há dúvidas de que as empresas estão movendo suas aplicações de software de "data centers on-premise para a nuvem". "Atualmente, 21% da computação migrou para a nuvem. Esse percentual aumentará, como esperamos, e deve chegar a 44% até 2021", escreve Hubery.

Fim da inércia
Paradoxalmente é esse movimento que vai tirar as compras da inércia, garante Hubery. "Com seus planos agora em foco, as empresas estão prontas para fazer os updgrades necessários em hardware de TI. Nossa pesquisa proprietária AlphaWise, com 100 CIOs, indica uma aceleração no aumento do orçamento de TI comparado com três meses atrás".

nuvem

Para Hubery, embora as empresas planejem migrar uma grande parte de seus processos computacionais para a nuvem, elas não estão abandonando a computação on-premise. Muito a contrário. A maioria está adotando um modelo de TI híbrida no qual as aplicações se movem entre a nuvem pública e seus próprios data centers internos.

Outros fatores contribuem para criar "a tempestade perfeita" para o mercado, aponta a Morgan Stanley, incluindo mais dinheiro disponível por conta de mudanças na legislação tributária nos EUA sobre repatriação de recursos financeiros. As novas regras oferecem vantagens para o investimento do dinheiro em crescimento da empresa, permitindo por exemplo depreciar 100% do valor investido logo no primeiro ano. Um dólar enfraquecido e o baixo custo das memórias também contribuem para a mudança.



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