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A partir de 2020, a IA criará mais empregos do que eliminará

Serão 2 milhões de novos postos de trabalho relacionados com a Inteligência Artificial em 2025, segundo o Gartner

Da Redação

Publicada em 02 de janeiro de 2018 às 17h35

A partir de 2020, a criação de empregos relacionados à Inteligência Artificial passará por uma verdadeira transformação, chegando a 2 milhões de novos postos de trabalho até 2025. As informações são do Gartner.

A Inteligência Artificial melhorará a produtividade de muitos empregos, eliminando milhões de posições do nível médio para baixo, mas também criará milhões de novas posições altamente qualificadas e até mesmo uma variedade de posições de nível de entrada, com baixa qualificação.

"Muitas inovações significativas no passado foram associadas a um período de transição de perda de emprego, seguido por um período de recuperação. Então, a transformação de negócios e a IA provavelmente seguirão essa rota", afirma Svetlana Sicular, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner.

"Infelizmente, as previsões mais pessimistas de perdas de emprego confundem a IA com a mera automação, o que ofusca o maior benefício da Inteligência Artificial, uma combinação de Inteligência Humana e Artificial, em que ambos se complementam", diz Svetlana.

Os líderes de TI não devem se concentrar apenas na projeção de aumento líquido de empregos. Todo investimento em tecnologias habilitadas por IA deve levar em consideração também os empregos que serão perdidos e como irão transformar a forma como os trabalhadores colaboram uns com os outros, como tomam decisões e como concluem os seus trabalhos.

"Para obter maior valor, concentre-se em aumentar a quantidade de profissionais habilitados para o uso da IA. Em enriquecer o emprego das pessoas, reinventar tarefas antigas e criar novas. Transforme sua cultura para torná-la rapidamente adaptável às oportunidades e capaz de enfrentar as ameaças relacionadas com a IA".

O Gartner faz outras previsões relacionadas ao impacto da IA no local de trabalho:

Em 2022, um em cada cinco trabalhadores envolvidos na maioria das tarefas não rotineiras dependerá da IA para desempenhar sua função. A inovação foi aplicada em tarefas altamente repetitivas em que grandes quantidades de observações e decisões podem ser analisadas para padrões. No entanto, a aplicação de IA para um trabalho pouco rotineiro e repetitivo, e mais variável, começará a render benefícios superiores. É mais provável que a IA aplicada ao trabalho sirva para ajudar os seres humanos, em vez de substituí-los, uma vez que as combinações de seres humanos e máquinas funcionarão de forma mais eficaz do que os especialistas humanos ou as máquinas orientadas por IA, sozinhos.

"Usar IA para gerar um relatório de status semanal automaticamente ou escolher os cinco principais e-mails em sua caixa de entrada não tem o mesmo glamour que, digamos, curar uma doença séria, e é por isso que esses usos práticos e de curto prazo passam despercebidos. 

As empresas estão apenas começando a aproveitar a oportunidade para melhorar o trabalho não rotineiro por meio da Inteligência Artificial, aplicando-a a ferramentas de propósito geral. Uma vez que os trabalhadores do conhecimento passarem a incorporar a inovação em seus processos de trabalho, como uma secretária virtual ou interna, os empregados robôs se tornarão uma necessidade competitiva", afirma Craig Roth, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner.

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Até 2022, os esforços do varejista multicanal para substituir representantes de vendas por meio da IA não terão êxito. Para alavancar tecnologias como IA e robótica, os varejistas usarão automatização de processos inteligentes para identificar, otimizar e automatizar atividades intensivas em mão-de-obra, e repetitivas, atualmente realizadas por seres humanos, reduzindo os custos trabalhistas. 

Muitos varejistas já estão expandindo o uso da tecnologia para melhorar o processo de pagamento nas lojas. No entanto, a pesquisa sugere que muitos consumidores ainda preferem interagir com um atendente experiente ao visitar uma loja, particularmente em áreas especializadas como material de construção, farmácias e cosméticos, onde atendentes bem informados podem causar um impacto significativo na satisfação do cliente. Embora a IA já consiga substituir os humanos em check-out e outras atividades operacionais, os varejistas terão dificuldade em eliminar os representantes de vendas tradicionais.

"Os varejistas serão capazes de fazer economias trabalhistas, eliminando postos de trabalho altamente repetitivos e transacionais, mas precisarão reinvestir parte do que economizaram em treinamentos que possam melhorar a experiência do cliente", afirma Robert Hetu, diretor de pesquisa do Gartner. "Como tal, a maioria dos varejistas poderá ver a IA como uma forma de aumentar as experiências dos clientes em vez de simplesmente remover humanos de todos os processos".

Em 2021, o aumento de AI gerará US$ 2,9 trilhões em valor comercial e recuperará 6,2 bilhões de horas de produtividade do trabalhador. A automação levará as economias de custos, enquanto a remoção de fricção nas cadeias de valor aumentará ainda mais as receitas, por exemplo, na otimização de cadeias de suprimentos e atividades do mercado.

No entanto, algumas indústrias, como a de outsourcing, estão experimentando uma mudança fundamental em seus modelos de negócios.

 



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