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Cresce a aceitação da nuvem por pequenas e médias empresas

Com o retorno positivo do cloud computing pelas empresas, implantações mais complexas já são planejadas para 2018

Da Redação

Publicada em 04 de maio de 2017 às 11h24

Prepare-se para ver um número maior de aplicações de negócios, mais complexas que as habituais, migrando para nuvem nos próximos meses. E em um movimento reforçado pelo aumento de adoção da nuvem por parte de pequenas e médias empresas, segundo o estudo "The State of Cloud Acceptance by SMBs", realizado pela Paessler AG.

"A migração para a nuvem em pequenas e médias empresas (PMEs)  está em andamento e continuará  de forma  inevitável. Em última análise, a adoção do cloud computing e BYOD mudará para sempre a maneira como as pequenas empresas lidam com TI ",  afirma Dirk Paessler, fundador e CEO da Paessler.

Os resultados do estudo confirmam que as mesmas tendências que transformaram a TI empresarial estão escorrendo no mercado de SMB e PME. Departamentos de TI mais pequenos estão começando a ver valor em alternativas de nuvem que vão além do marketing agressivo e do hype criado por grandes vendedores.

A pesquisa ouviu 2 mil decisores de TI nos EUA, Reino Unido e Alemanha, em fevereiro deste ano, 63,5% deles de empresas com menos de 500 funcionários, e descobriu que a maioria confia na modalidade e estão planejando expandir os serviços de TI que eles executam na nuvem nos próximos anos.

No geral, esses decisores de TI (ITDMs) têm uma opinião pessoal positiva sobre a nuvem, com 80,1% respondendo afirmativamente sobre a adoção de uma estratégia de cloud. Mas isso não significa que eles migraram tudo para a nuvem. Os resultados mostram que as funções mais populares são a hospedagem na Web, blog e gerenciamento de conteúdo (39,2%), e-mail (32%) e compartilhamento de arquivos (32,2%).

Aqueles que planejam implantar nuvem em 2017 estão olhando para essas aplicações, mas também para soluções específicas para as suas indústrias, com planos de adicionar a esse portfólio, em 2018, um conjunto completamente diferente de recursos em nuvem, envolvendo  monitoramento de rede (34,6%), backup (33,9%), vendas, CRM e sistemas de  emissão de bilhetes  (35,4%).

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Embora os serviços mais populares sejam aplicativos baseados na nuvem, as organizações estão fazendo uso de provedores IaaS, embora estejam experimentando muito mais do que efetivamente usando em um ambiente de produção. No entanto, entre aqueles que usam IaaS, Azure é um pouco mais popular do que a AWS, com o Google ainda aparecendo um pouco atrás. Olhando para 2018, no entanto, a adoção de serviços da Google Cloud aparece nos planos da maioria dos entrevistados.

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Aqueles que ainda desconfiam da nuvem, dizem que o principal fator que os impedem de utilizá-la de forma mais ampla são segurança de dados, falta de conhecimento em nuvem, custo e falta de mão-de-obra.  Especificamente, a segurança dos dados se destacou como a maior preocupação para 44,7% que dizem ser este um grande obstáculo e um adicional de 41,3% dos participantes  acreditam que é  algo  preocupante.

Além disso, existem grandes diferenças na forma como  os vários países percebem a estratégia de cloud computing. Os três países com maior participação nessa amostragem foram os Estados Unidos (47%), a Alemanha (11,2%) e o Reino Unido (7,6%). Desse grupo, os decisores de TI nos EUA foram os mais otimistas em relação à adoção da nuvem (87,6%); seguidos pelo Reino Unido (78,2%), com uma postura ligeiramente menos positiva  e a Alemanha (58,3%), a mais reservada  sobre cloud computing.

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Mas a ascensão da nuvem, no modelo híbrido, vem criando  novos desafios para TI E irá potencialmente alterar o papel do administrador. À medida que os decisores de TI começarem a buscar implantações de cloud mais avançadas, em 2017 e 2018, Incluindo sistemas de CRM, VMs e muito mais, isso exigirá mudanças na forma de gerenciar e manter sua infraestrutura. Muitos na pesquisa observaram a necessidade de maior treinamento e certificações entre os profissionais de TI. 

A mudança da paisagem também forçará a TI a manter uma compreensão maior da infraestrutura. Isso criará novos desafios na monitoração, alerta e gestão da infraestrutura, com uma maior necessidade para conjuntos de ferramentas que dêem aos administradores uma visão geral de toda a sua infraestrutura. Os forçará também a repensar a natureza da cibersegurança e como eles se defendem contra um novo mundo dos ataques cibernéticos.

"Enquanto a nuvem se tornará uma parte importante de como os colaboradores  experimentam a TI, o administrador do sistema ainda estará gerenciando redes locais, switches e  data rooms . Bem-vindo ao futuro híbrido", comenta Dirk Paessler.



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