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CEOs avaliam como muito baixa a produtividade das tecnologias emergentes

Para o Gartner, são os profissionais que precisam ser mais criativos na otimização do uso da Internet de Coisas, Inteligência Artificial, Blockchain e Impressão 3D

Da Redação, com IDG News Service

Publicada em 25 de abril de 2017 às 14h55

A Internet de Coisas, Inteligência Artificial, Blockchain e impressão 3D prometem melhorar a produtividade em grande escala nas empresas, cidades e outras organizações.

Mesmo assim, CEOs e outros executivos seniores classificam as melhorias de produtividade proporcionadas hoje por essas tecnologias como "muito baixas". Sem perspectiva de melhora nos próximos cinco anos, de acordo com uma nova pesquisa da Gartner com 388 executivos seniores de todo o mundo. 

Na opinião da consultoria, ainda é muito cedo para apreciar plenamente os benefícios potenciais dessas tecnologias. "Parece haver um futuro grande, ainda inexplorado", disse Mark Raskino, analista do Gartner, durante a divulgação da pesquisa nesta segunda-feira. "Esse [futuro] equivale a uma oportunidade para uma nova geração de profissionais de tecnologia, valentes e criativos".

O Gartner está convencido de que essas quatro tecnologias de propósito geral (GPTs) podem ser aplicados de várias maneiras e são "capazes de mudar a maneira como os negócios e a sociedade funcionam".

Na opinião de Raskino,  CEOs e CIOs precisam "reinventar completamente" os modelos operacionais usados hoje para melhorar a produtividade a partir das mudanças radicais prometidas pela IoT , IA, Blockchain e impressão 3D. 

Na pesquisa, apenas 2% dos 388 CEOs e executivos seniores entrevistados listaram IoT como sua principal tecnologia habilitadora para aumento de produtividade, enquanto apenas 1% dos entrevistados escolheu Blockchain, impressão 3D e AI, respsctivamente. Tecnologias mais maduras foram melhor avaliadas, incluindo ERP (10%_, seguido por Cloud (7%), Analytics (7%), CRM (4%), móvel (3%) e ferramentas de marketing (3%). 

Quando perguntados sobre o nível de mudança de negócio que as quatro tecnologias inovadoras trariam nos próximos cinco anos, os CEOs foram mais otimistas. Praticamente metade (49%) disse que  IoT será transformacional ou importante para mudança de negócios por vir. Já 37% disseram o mesmo sobre Inteligência Artificial, 26% sobre impressão 3D e 25% sobre Blockchain.

Para Raskino, não é surpreendente que os CEOs estejam com dificuldade de medir a produtividade ganha a partir das GPTs, já que muitos ainda estão julgando a produtividade com base na teoria da administração da era industrial.

"Faltam aos CEOs novas métricas", disse Raskino. "As grandes ideias de gestão do passado, como gestão de processos de negócios (BPM), gestão da qualidade total (TQM) e Lean  já não são tão úteis em um mundo em transformação. Os valores e as experiências dos clientes estão no centro da criação de valor ... Ainda há pouca maneira de gerir a teoria sobre como otimizar os novos tipos de insumos e trabalho ... Não há nenhuma nova grande ideia ou tendência principal de pensamento sobre a produtividade contemporânea", completa.

produtividadeGPT

A pesquisa da Gartner descobriu que quase metade dos 388 CEOs pesquisados ​​avaliou a produtividade com relação a receitas. E as métricas de receita falham em "focar a atenção do gerenciamento direto das unidades de valor produzidas por cada novo ponto de contato com os clientes", pondera Rakino .

Mudar o foco exige que CEOs e CIOs pensem criativamente sobre como julgar o valor de novas tecnologias como IoT. Muitos CIOs dependem de projetos-piloto para detectar problemas e avaliar benefícios. Com projetos de dados abertos para cidades inteligentes, os benefícios são, por vezes, ponderados em classificações de percepção de melhorias nos serviços públicos por parte da população, com pouco ou nenhum potencial de geração de receita, disseram analistas.

"Os CIOs devem estar experimentando [com GPTs], isso é certo", disse Raskino em um e-mail. "O que é realmente necessário é novas idéias de ciência de gestão transformadoras de negócios, que incluem métodos de enquadramento, modelagem, medição e mudança de produtividade para aproveitar o acúmulo de novas tecnologias de alta potência. Mais tecnologia nova agora.Os mais inteligentes CIOs desta geração têm a oportunidade de chegar a novos métodos tão poderosos como Lean ou BPM foram em décadas anteriores.

Jack Gold, analista da J. Gold Associates, concorda. "A maioria das empresas, incluindo executivos de alto nível, ouve falar de todas as novas tecnologias e espera que isso afete seus negócios", disse Gold. "Mas a maioria também não tem ideia de como" serão impactados.

"A grande maioria das empresas realmente não mede o retorno sobre o investimento (ROI) e o impacto que uma nova tecnologia lhes deu em vantagem competitiva", acrescenta. As pesquisas da Gold mostram que entre 15% a 25% das empresas, somente, fazem qualquer tipo de medição do impacto de novas tecnologias, incluindo nuvem, móvel, IoT, Realidade Virtual e muito mais.

O que é necessário, disse Raskino, é uma "nova geração de CIOs revolucionários e criativos para a segunda metade da era da informação".



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