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Falta de conhecimento ainda é entrave para maior disseminação de cloud no Brasil, diz Intel

Por isso a companhia começa agora a fazer uma trabalho junto aos desenvolvedores de software e integradores para criação de soluções que enderecem todos os benefícios da nuvem

Da Redação

Publicada em 07 de dezembro de 2016 às 17h09

Desde que começou a focar no mercado de cloud, com um trabalho muito próximo entre os service providers para modernização dos datacenters, a Intel começou a perceber que o crescimento do mercado ainda esbarra em uma questão muito simples: o desconhecimento sobre o uso de cloud entre as pequenas e médias empresas. 

"A pequena empresa, principalmente, não entende os benefícios do uso da nuvem", afirma Mauricio Ruiz é Diretor geral da Intel Brasil."É preciso criar soluções que façam sentido para o negócio dessas empresas. Pegar os desenvolvedores de software e hardware e trabalhar com eles o desenvolvimento desse mercado", completa o executivo, ressaltando que o que vai atrair o usuário é a solução, não a tecnologia.

A Intel vê a transição para serviços de nuvem como uma porta de entrada para novos outros, como análise de dados em Big Data – que permite traçar um perfil completo dos hábitos de seus consumidores – ou da já citada maior segurança. É também um caminho para um novo modelo de negócios, mais personalizado, que prioriza as necessidades do consumidor e transforma a relação com as empresas em uma via de mão dupla. Os custos diminuem, a produtividade aumenta, a satisfação do cliente se torna prioridade e, assim, todos ganham.

Por isso uma dos focos da Intel em 2017 será trabalhar no desenvolvimento de soluções integradas, através de seus parceiros, para fazer com que o uso de cloud se dissemine e impulsione outros mercados, como o de armazenamento (SSD), gateways, segurança e IoT.  A intenção é incentivar o desenvolvimento de soluções escaláveis, que possam ser aplicadas em diversas verticais.

"Nosso gateway, por exemplo, tem kits SDK para Microsoft Azure, AWS,e terá para Google Cloud", diz Ruiz. "A gente tem que dar opções para que o usuário ou o desenvolvedor da solução escolha o que é melhor para ele.

cloud

O pensamento é o mesmo para o segmento de IoT. Ruiz admite que o preço dos sensores e das soluções ainda é alto no país, principalmente por conta da variação cambial. "Mas estamos conversando com distribuidores, no sentido de criarem soluções aplicáveis a todo um segmento, para terem escala. Nossa estratégia é a de ter 60% da solução padronizada, para que o ecossistema trabalhe nos 40% de customização. Só assim o preço vai cair", diz.

Recentemente, a Intel e Google oficializam parceria estratégica para fornecer uma infraestrutura multi-cloud aberta, flexível e secura para suas empresas. A colaboração inclui integrações tecnológicas focadas nos Kubernetes (solução de containeres do Google), aprendizado de máquina, segurança e IoT.

Para simplificar a implantação, a Intel também fornece APIs comuns e inteligentes que se estendem por todo o portfólio distribuído de processadores da Intel até a nuvem, além de tecnologias incorporadas, como as câmeras Intel RealSense e as unidades de processamento de visão (VPUs, na sigla em inglês) Movidius.

Além disso, a Intel está trabalhando para tornar a AI verdadeiramente acessível. A solução Intel Nervana para a AI Academy para um amplo acesso de desenvolvedores a ferramentas e capacitação é um exemplo.  Em conjunto com a AI Academy, a empresa anunciou uma parceria com o provedor educacional global Coursera para fornecer uma série de cursos online sobre AI para a comunidade acadêmica.

A Intel também pretende trabalhar no sentido de  horizontalizar o mercado de rede, hoje muito verticalizado, focando em soluções definidas por software:  Infraestrutura definida por software, armazenamento definido por software e por aí vai.  "Esse é condição muito importante para solidificar esse mercado para o 5G", explica Ruiz.

Nesse sentido, a companhia montou a comunidade Intel Cloud Builders, um ambiente colaborativo que tem o objetivo de reduzir as barreiras técnicas e acelerar a inovação, de modo que as empresas e os provedores de serviços em nuvem possam construir, operar e otimizar nuvens com base em infraestrutura fácil de implantar e totalmente otimizada.

Por fim, outra missão para 2017 é desenvolver tecnologias que ajudem a popularizar o uso de High-performance computing, usando a nuvem como ponte.

No fundo, o recado é um só: a Intel quer ser vista por desenvolvedores e usuários finais como uma parceira para a transformação digital do negócio.

 



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