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Empresários de TIC já se preocupam com as políticas de Trump para o setor

Propostas enviadas para a equipe do novo presidente pedem incentivo à educação em ciência da computação, prioridade para projetos de infraestrutura e combate ao cibercrimes, mas com respeito à privacidade e à democracia no ciberespaço

Da Redação, com IDG News Service

Publicada em 21 de novembro de 2016 às 07h52

Com o Silicon Valley quase todo na oposição a Donald Trump durante a campanha, e o seu plano muito pobre  em relação às políticas de tecnologia, grupos setoriais das TIC nos Estados Unidos se apressaram a apresentar propostas em atos que podem ser encarados como um exercício de manifestação de desejos.

Um ponto de entusiasmo foi a inclusão, ainda que de última hora, das redes de telecomunicações a uma longa lista de projetos de infraestrutura que Trump espera financiar. Ainda assim, o grupo setorial USTelecom fez questão de lembrar ao futuro governante o enorme papel que a Internet teve na campanha deste ano.

“Este ciclo eleitoral ilustrou dramaticamente o papel crítico que a banda larga desempenha na nossa nação, proporcionando a milhões de americanos uma capacidade sem precedentes de permanecer envolvidos em campanhas para cargos públicos à escala local, estadual e nacional, permitindo um novo tipo de envolvimento do cidadão no processo democrático”, diz o documento enviado ao presidente eleito.

Trump cehgou a falar brevemente sobre cibersegurança durante sua campanha, em um discurso em outubro e em uma breve declaração sobre políticas para a área. O que disse foi suficiente para deixar grupos de direitos digitais preocupados com o impacto da nova presidência na privacidade. O presidente eleito criticou a Apple por não ter colaborado com o FBI, na intrusão a um iPhone de um terrorista.

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Os mais otimistas, no entanto, acreditam que o governo Trump pode ser uma oportunidade para eliminar regulamentações consideradas desnecessárias e focar em modelos de parceria público-privado já adoptado pela administração de de Barack Obama, disse Larry Clinton, presidente da Internet Security Alliance.

“Nós pensamos que a eleição de Trump pode ser muito progressiva para a política de cibersegurança,” declara o presidente da ISA. Além disso, o executivo espera que o novo governo norte-americano transforme o combate ao cibercrime uma prioridade. Algo maior do que fez  Obama. Atualmente, os EUA gastam menos de cinco mil milhões por ano para combater o cibercrime, enquanto as perdas chegam às centenas de milhares de milhões de dólares. Uma revisão dos esforços deve “começar a corrigir esse desequilíbrio”, afirma Larry Clinton.

A TechNet, uma rede de executivos de tecnologia, congratulou-se com as prioridades de Trump, incluindo a reforma tributária e das políticas de imigração altamente qualificada. Uma forma de deixar claro suas preferências, já que durante a campanha o presidente eleito enviou mensagens contraditórias sobre suas visões de trabalhador.

Muitos acreditam que a promessa de Trump de mexer na política de imigração e deportar imigrantes ilegais, pode dificultar qualquer compromisso do novo presidente com a questão dos vistos para imigrantes altamente qualificados.

Linda Moore, presidente e CEO da TechNet pediu a Trump para dar maior apoio à educação em ciência da computação e ajudar a construir uma cultura de suporte às startups. Nenhuma dessas questões parece ser uma prioridade para o próximo líder do país.

Um dos planos mais otimistas foi elaborado pela Software and Information Industry Association. A SIIA apresentou uma lista de 11 páginas de recomendações de políticas para Trump e o próximo Congresso. Neles pede que Trump promova práticas flexíveis de cibersegurança e inicie um diálogo com a indústria sobre benefícios e desafios da tecnologia na aplicação da lei.

Mas também alertou para a necessidade de manutenção das protecções de privacidade do consumidor, ainda que permitindo às empresas inovarem com a utilização de dados.



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