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Pesquisa da Deloitte aponta prioridades tecnológicas para 2017 no Brasil

Gestores brasileiros ainda têm um bom caminho a percorrer até à adoção das novas tecnologias e tendências fundamentais para as mudanças disruptivas dos negócios

Cristina De Luca

Publicada em 09 de novembro de 2016 às 17h50

As empresas brasileiras estão acompanhando todo esse processo de adoção das novas tecnologias e tendências fundamentais para a disrupção digital dos negócios? Pesquisa realizada pela Deloitte, intitulada Agenda 2017, constatou que os gestores brasileiros ainda têm um bom caminho a percorrer para a transformação digital.

O estudo ouviu presidentes e diretores de 746 organizações de todas as regiões do Brasil, diferentes portes e segmentos econômicos, representando 1/4 do PIB brasileiro no acumulado de 12 meses a partir de setembro de 2016. O que dá perto de R$ 1,6 trilhão. Cerca de 1/4 delas grandes empresas, com receita superior a R$ 1 bilhão.

A consultoria pediu aos participantes para que escolhessem três prioridades tecnológicas para suas empresas no ano que vem. A prática de Analytics apareceu no topo das indicações, com 36% de citações, seguida por Internet das Coisas (29%) e segurança cibernética (22%).

Os baixos índices surpreenderam negativamente os pesquisadores. Especialmente em relação à cibersegurança, cada vez mais essencial, diante do crescimento constate dos ativos digitais. 

Outros dados  também chamaram atenção:  40% das empresas desconhecem a importância de temas como Indústria 4.0 (a manufatura integrada com as tecnologias disruptivas unindo máquinas, sistemas e pessoas; considerada uma “nova revolução industrial”);  61% dos participantes não têm ideia do que seja Blockchain (sistema de registros que garante a segurança e integridade das operações financeiras realizadas sem a necessidade de uma autoridade central; seu uso mais conhecido são as moedas digitais); e 36% nunca ouviram falar em tecnologias exponenciais (pelas quais, segundo a chamada “Lei de Moore”, estimam o avanço exponencialmente rápido dos processadores). 

IOTCIO

Outras importantes frentes tecnológicas também foram citadas como pouco ou moderadamente conhecidas: impressão 3D (48%); internet das coisas (IoT, 47%); cibersegurança (44%); bitcoins e Realidade Virtual Aumentada (38%); e Analytics e plataformas autônomas (37%).

Realidade Virtual e Aumentada  são prioridade apenas para 6% e  impressão 3D para 7%.  Completam a lista de prioridades para 2017 os investimentos em Indústria 4.0 (13%); saúde digital (12%); plataformas autônomas (12%); tecnologias exponenciais (7%); Bitcoins (2%); e Blockchain (2%).

"As empresas em geral precisam planejar seriamente como conhecer melhor, investir e incorporar essas novas tecnologias a seus processos, o que pode significar a sobrevivência, ou não, dos negócios", afirma  Othon Almeida, sócio-líder da área de Market Development da Deloitte.

Blockchain, por exemplo, não ficará limitado à área financeira. O conceito por trás da tecnologia funciona muito bem para o acompanhamento de como os recursos se movem através de uma cadeia de suprimento, por exemplo. Ou para qualquer coisa que represente valor, além de moedas, como registros de propriedades, patentes, direitos autorais, certidões de nascimento, casamento e óbitos. Na prática, a tecnologia pode proporcionar o compartilhamento de informações, eliminando intermediários e tornando as operações mais ágeis.

"Em um cenário de retomada da economia em 2017, é preciso fazer com que esses temas entrem na agenda de mais companhias", comenta Othon Almeida. 

De fato, em um momento no qual se discute muito a competitividade brasileira no mercado global e possibilidade de retomada da economia, para as empresas, a questão da produtividade é um fator importante, quase fundamental.



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