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Veículos autônomos estão em alta. Big Data e Realidade Aumentada, no vale da desilusão

Além disso, alguns chavões do ano passado estão começando a se tornar mainstream na versão 2015 do Hype Cycle de tecnologias emergentes do Gartner

Da Redação

Publicada em 20 de agosto de 2015 às 09h00

Todos os anos, o Gartner publica o Hype Cycle de tecnologias emergentes, uma espécie de boletim de várias tendências e modismos. A consultoria acredita que a maioria das tecnologias emergentes passa por um processo natural em que, em determinado momento, atinge um pico de expectativas exageradas. À medida que as tecnologias amadurecem, os mercados geralmente passam por uma fase de desilusão, antes que elas comecem a se tornar mainstream e parte do cotidiano tecnológico.

hypecicle2015

O documento deste ano tem como tema central "Digital Business" e registra a expectativa elevada em torno da Internet das Coisas, dos veículos autônomos, das análises avançadas com entrega self-service, da tradução em tempo real (speech-to-speech) e do aprendizado de máquina. Já Big Data, Gamification e Realidade Aumentada aparecem no vale de desilusão, e Cloud Computing e NFC entre as tecnologias maduras.

Entre os destaques  de 2015 estão as soluções computacionais que suportam o que a consultoria define como “humanismo digital”, a noção de que as pessoas são o foco central na manifestação de negócios digitais e locais de trabalho digitais.  Entre elas veículos autônomos, sensores bioacústicos, biochips, interface cérebro-computador, órgãos humanos mecânicos, neurobusiness, computação quântica, conselheiros digitais inteligentes, robôs inteligentes, assistentes pessoais virtuais.

digitalhuman

"As empresas devem usar este Hype Cycle para identificar quais tecnologias estão surgindo e usar o conceito de transformação do negócio digital para identificar tendências de negócios que podem resultar. Estamos encorajando CIOs e outros líderes de TI a dedicarem foco em inovações que vão além de avanços incrementais de negócios. E eles devem fazer isso enquanto se inspiram para seguir além de suas próprias indústrias”, afirma Betsy Burton, vice-presidente do Gartner.

Em diferentes níveis (a matriz considera expectativa versus realidade), a consultoria pontua tópicos que chegarão a massificação dentro de um intervalo temporal.

“As empresas seguem seu movimento para se tornarem organismos digitais. Para tanto, identificar e aplicar as tecnologias exatas no tempo certo é um fator crítico”, pondera a especialista, direcionando conselhos para empresas que buscam evoluir dentro de três agrupamentos tecnológicos distintos de acordo com seu estágio de maturidade e interesses.

1 - Digital Marketing - Esse estágio trata de temas emergentes como mobilidade, social, cloud e informação (Nexo das Forças). Empresas nesse patamar devem focar em iniciativas novas e mais sofisticadas como forma de conquistar clientes. De acordo com a consultoria, quem está nesse momento deve observar tecnologias como: controle por gestos, nuvem híbrida, internet das coisas, aprendizado de máquinas, comunicação humana e tradução instantânea por recursos computacionais.

2 - Digital Business - Aqui figura o primeiro estágio das organizações que já começam a tocar o pós-Nexos das Forças. O roadmap deve considerar a convergência entre pessoas, negócios e coisas, em uma abordagem altamente balizada pela IoT. Ativos físicos se tornam digitais e viram fatores fundamentais na cadeia de valor das organizações.

Aqui figura a adoção de tecnologias como bioimpressão 3D (para pesquisa e desenvolvimento e transplante de órgãos), argumentação humana, computação afetiva, realidade aumentada, sensores bioacústicos, biochips, interface cérebro-computador, ciência de dados dos cidadãos, controle por gestos, respostas a questionamentos em linguagem natural, micro data centers, neurobusiness, realidade virtual, displays volumétricos e holográficos e tecnologias vestíveis.

3 - Tecnologias autônomas - Essa frente representa o estágio final (pelo menos, até o momento) do conceito de nexo das forças proposto pelo Gartner e define a capacidade das empresas entregarem soluções que espelhem o modelo humano. Dentre essas tecnologias, por exemplo, estão veículos autônomos capazes de mover pessoas ou produtos ou sistemas cognitivos que recomendem estruturas potenciais para responder um email, escrever um texto ou resolver um problema em uma central de autoatendimento.



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