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7 em 10 empresas brasileiras se preocupam com a ética no uso da IA

Elas já investem no treinamento de seus colaboradores para que sejam éticos quanto à utilização de tecnologias de Inteligência Artificial

Da Redação

Publicada em 09 de outubro de 2018 às 19h22

No Brasil, 69% das empresas investem no treinamento de seus colaboradores para que sejam éticos quanto à utilização de tecnologias de Inteligência Artificial (AI). É o que aponta estudo encomendado pela SAS, Intel e Accenture.

O levantamento, que ouviu 305 executivos de companhias da Europa, Américas e da região do Ásia-Pacífico - incluindo CIOs, CTOs e CAOs (Chief Analytics Officers) -, mostra que as lideranças estão fazendo o que é necessário para garantir que suas respectivas empresas façam uso responsável da Inteligência Artificial.

Kleber Wedemann, diretor de Marketing do SAS América Latina, comenta que, atualmente, a Inteligência Artificial está fortemente ligada às estratégias do SAS em todas as áreas de negócios da empresa. "É um elemento-chave para que a empresa possa manter sua liderança global no segmento de Analytics e garantir sua competitividade no mercado", disse.

Entre as empresas líderes em IA e que consideram sua implementação como bem-sucedida ou muito bem-sucedida, o estudo mostra que a grande maioria (92%) estimula seus colaboradores para que usem a tecnologia baseados na ética, contra 48% das que também fazem uso da IA, mas em menor grau. No Brasil, esses dois grupos apontam para 100% e 50%, respectivamente.

Integração com Analytics
As organizações também reconhecem que existe uma forte conexão entre o Analytics e seu sucesso quanto ao uso da IA. Entre elas, 79% dizem que o Analytics desempenha um papel importante em seus esforços ligados à Inteligência Artificial, contra 14% dos que ainda não se beneficiaram da sua utilização. No Brasil, os percentuais indicam, respectivamente, 80% e apenas 7%.

Embora a Inteligência Artificial tenha sido desenvolvida para funcionar sem intervenção humana, a pesquisa mostra que os executivos reconhecem que ela não necessita de supervisão: 74% disseram supervisionar ou fazer uma avaliação semanal dos resultados do uso da IA, contra 33% das empresas menos bem-sucedidas. Ainda, 43% disseram ter processos definidos para lidar com resultados tidos como questionáveis após essa supervisão.

No Brasil, 100% dos líderes em IA relataram uma supervisão cuidadosa, com ao menos uma revisão ou avaliação de resultados por semana (entre as empresas com menor sucesso na adoção da IA no país, a taxa é de 50%). Além disso, 20% dos líderes brasileiros em IA informaram que suas organizações contam com processos para o aumento ou substituição de resultados considerados questionáveis durante a revisão (entre as empresas com menor sucesso na adoção da IA, a taxa é de 33%).

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Confira outros resultados da pesquisa:

- 72% das empresas em todo o mundo estão usando a Inteligência Artificial em uma ou mais áreas de negócios;

- Mais da metade (51%) disse que sua implementação foi um sucesso, citando como principais benefícios previsões e tomadas de decisões mais precisas, maior sucesso na aquisição de clientes e maior produtividade;

- No Brasil, o percentual de adoção da tecnologia chega a 65% e os principais benefícios relatados com o uso da IA foram melhora na aquisição, na satisfação e na retenção de clientes (60%), melhor uso dos recursos (60%), melhora na qualidade dos produtos (60%), aumento da inovação (67%) e extração de insights de dados com maior rapidez (65%);

- Quase a metade (46%) afirmou ter implementado a Inteligência Artificial em sua totalidade – no Brasil, esse número equivale a 62%. Outras ainda estão na fase de protótipo e experimentação;

- Os executivos fora do grupo C-Level eram mais propensos a ver o impacto da Inteligência Artificial de forma mais positiva. Mais da metade (55%) afirmou que seus esforços voltados a IA foram bem-sucedidos ou muito bem-sucedidos. E apenas 38% dos executivos C-Level disseram o mesmo.



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