Recursos/White Papers

Gestão

Coaching e mentoring: saiba as diferenças e quando investir neles

Apesar de diferentes, ambos servem a um objetivo corporativo comum: manter profissionais mais produtivos, com objetivos de carreira definidos e alinhados à cultura organizacional

Da Redação, com Meridith Levinson (CIO/EUA)

Publicada em 17 de setembro de 2018 às 08h01

Há algum tempo dois conceitos com metodologias semelhantes e finalidades distintas chamam a atenção de gestores em todo o mundo. Você já deve ter perdido a conta das vezes que ouviu as palavras mentoring e coaching serem pronunciadas em rodas de discussão em que o tema em questão era carreira. Mas quais são os significados de cada uma e até que ponto podem estar relacionadas à sua vida profissional?

Pessoa que guia, ensina ou aconselha outra; guia, mestre, conselheiro. É assim a definição do dicionário Aurélio para a palavra mentor. Mentoring, no entanto, carece de uma tradução exata em português - talvez o termo que o melhor defina seja "apadrinhamento".

A relação mentor/protegido serve a diferentes propósitos, mas mantém sua fama nos bancos das universidades cenário que está mudando devido ao esforço de muitas companhias em desenvolver programas de mentoring para auxiliar na carreira de jovens talentos.

Preparar os profissionais do futuro tem sido um dilema para diversas companhias. Elas estão preocupadas em manter em seus quadros funcionários que possuam as competências necessárias para assumir posições de liderança. Por este motivo os programas de mentoring são focados nos jovens que demonstram grande potencial de desenvolvimento. As sessões de aconselhamento podem reunir desde um indivíduo a um grupo de pessoas, liderado por um mentor, cuja missão é ajudar o talento a desenvolver habilidades que serão decisivas na vida profissional; a entender os valores da empresa; e até a aprimorar seus relacionamentos com as pessoas chave da cúpula da organização.

Ao contrário do mentoring, os programas de coaching são desenvolvidos para profissionais mais experientes, geralmente para executivos e gestores que possuem "desafios" no relacionamento com seus pares, superiores, subalternos, clientes e/ou fornecedores, ou aqueles que precisam aprimorar o desempenho no trabalho. Daí a semelhança com a definição de coach: uma pessoa que "treina" executivos para uma determinada tarefa, missão ou necessidade. Ou seja, um personal trainner de carreiras profissionais.

Outra grande diferença entre os dois programas é que o coaching costuma contar com a participação de profissionais "terceirizados". Para garantir a imparcialidade de informações, os "técnicos" são contratados para resolver uma situação emergencial, que exige solução a curto prazo, em sessões individuais.

Os programas de coaching começaram a despertar a atenção dos gestores há cerca de cinco anos, quando a retenção de talento passou a fazer parte do desafio das empresas. Os benefícios proporcionados pelo coaching aos executivos, como o gerenciamento de conflitos, o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais e o aumento da performance e produtividade, garantiram o sucesso da sua implementação em várias empresas.

Difrenças
Rosa Krausz, Coach Executiva e Empresarial, Fundadora e atual Diretora Científica e de Formação da ABRACEM (Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial), explica a diferença entre os dois métodos.

Segundo ela, Coaching tem quatro principais características:

– Otimiza o potencial das pessoas, aproveitando de forma adequada suas qualidades, tornando-as mais produtivas e eficazes.

– Estimula as pessoas a repensarem a forma como têm trabalhado, a partir de um questionamento sistemático.

– Demonstra como metas viáveis e desafiadoras tendem a gerar mais resultados do que comando e controle.

– Provoca a consciência de que erros e falhas representam oportunidades únicas de aprendizado.

Quando recorrer ao Coaching?
Segundo Rosa, há duas formas. “Uma, que chamamos de reativa, é quando alguém se depara, inesperadamente, com uma dificuldade em encarar e solucionar alguma situação. A outra é a proativa, isto é, a pessoa se prepara antecipadamente para enfrentar os desafios de um mundo em constante mudanças, aproveitando todas as oportunidades para aprender e crescer”, explicou.

Benefícios do Coaching em uma empresa

A especialista aponta os quatro principais benefícios do Coaching para organizações.

– Propicia a vantagem de estar sempre pronto para mudanças a qualquer momento.

– Desenvolve a capacidade de criar e analisar opções para a prevenção e solução de problemas.

– Aperfeiçoa alternativas de pensar e agir, bem como de obter habilidades e competências necessárias para a prática de liderança.

 – Favorece a integração e o aproveitamento do potencial da equipe, otimizando desempenho e organização.

coaching

Mentoring

Sobre Mentoring, Rosa lista três principais características:

– Uma pessoa com mais vivência em uma determinada área orienta um profissional em início de carreira, transferindo seu conhecimento e sua experiência.

– Em geral, é alguém que trabalha numa organização e assume o papel de orientador (voluntário ou indicado).

– Focaliza a carreira, representando e transmitindo valores e padrões de comportamento vigentes da empresa.

Diferenças

COACHINGNão Diretivo/Pergunta

MENTORING: Diretivo/Manda 

- Pergunta em vez de afirmar

- Dá conselhos e orientações

- Estimula a conscientização

- Compartilha experiências

- Faz questionamentos estimuladores e relevantes

- Possui conhecimento específico e se apoia nele

- Facilita a aprendizagem

- Ensina

- Focaliza questões profissionais, por ser uma atividade específica com programas de formação e supervisão

- Focaliza carreira, visão e padrões de comportamento da empresa

- Motiva a pessoa a refletir e assumir a responsabilidade por suas escolhas

- Diz como e quando fazer

“Coaching e Mentoring sofrem interpretações diferentes, o que tem causado uma certa falta de clareza ao optar por um dos dois. Será importante que tanto o Coach quanto o Mentor tenham plena consciência de seu papel e capacidade necessária para atuar de acordo com seu perfil”, finaliza Rosa.

Benefícios
Apesar de diferentes, os programas de mentoring e coaching servem a um objetivo corporativo comum: o de manter profissionais mais produtivos, com objetivos de carreira definidos e alinhados à cultura organizacional.

Para os profissionais, sejam eles mais ou menos experientes, os programas permitem o desenvolvimento de competências fundamentais para o sucesso em qualquer companhia.

Mas quais os sinais de que está na hora de contratar um consultor para alavancar sua carreira profissional e ter seu próprio coach executivo?

1. Você está frustrado com seu trabalho mas não tem ideias para possíveis alternativas profissionais;

2. Você está em busca de um novo emprego, mas suas iniciativas (envio de currículos, entrevistas) não estão rendendo frutos reais;

3. Você precisa de ajuda na elaboração de currículo ou cartas de apresentação;

4. Embora tenha esforço, você não tem conseguindo progredir profissionalmente, especialmente entre seus pares das áreas de negócios;

5. Você precisa de ajuda para se diferenciar;

6. Você não consegue transformar seus desejos profissionais em metas objetivas;

7. Você está ansioso para adquirir conhecimento;

8. Você quer alcançar o sucesso e precisa de ajuda para agilizar a realização de seus objetivos



Reportagens mais lidas

Acesse a comunidade da CIO

LinkedIn
A partir da comunidade no LinkedIn, a CIO promove a troca de informações entre os líderes de TI. Acesse aqui