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Gestão

TI ainda deixa a desejar em entregas ágeis

Apenas uma pequena parcela de empresas apostou em automação e DevOps. Além disso, 57% dos entrevistados não pretendem adotar a metodologia

Déborah Oliveira

Publicada em 01 de fevereiro de 2018 às 19h29

Lembra da TI Bimodal, que prometia revolucionar a TI, entregando mais projetos em menos tempo? Passados anos da primeira vez que o termo surgiu, pode-se dizer que a metodologia não decolou, ou que foi abalada pelo tsunami da transformação digital. 

Estudo realizado pela IDC no Brasil com 250 executivos líderes de infraestrutura de TI em empresas privadas, a pedido da Dell EMC e Intel, indica que vários fatores levaram à aposentadoria precoce do conceito. “A entrega ágil está longe de acontecer”, avalia Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC. 

O levantamento conclui que só uma pequena parcela das organizações já implementou mecanismos avançados para automatização, apesar de essa questão ser essencial para que as empresas tenham agilidade na adequação do ambiente de TI às novas demandas dos negócios relacionadas à transformação digital e consigam alocar os profissionais para tarefas estratégicas.

Além disso, 57% dos entrevistados não pretendem adotar DevOps, metodologia voltada a melhorar comunicação, integração e colaboração entre os responsáveis pela infraestrutura de TI e os desenvolvedores de software. Apenas 13% adotam DevOps e 13% disseram que existe interesse no tema pela área de Desenvolvimento e de Operações. “Os dados revelam que o gestor de infraestrutura não está preparado para investir no conceito”, destaca Delai.

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Executivo estratégico
Outro ponto de atenção do estudo refere-se ao fato de que a maioria dos gestores da área de infraestrutura de TI considera que ainda não são vistos como estratégicos nas organizações. Quando questionados sobre a percepção que os gestores de negócio têm da área de TI, só 24% disseram representar um diferencial competitivo para o negócio, enquanto 44% se veem como uma área de serviços que alavanca os resultados da empresa, 30% como um centro de custos e 1% como inibidores para os negócios.

Parte dessa visão pouco estratégica deve-se ao fato de que, nos últimos 12 meses, os principais projetos conduzidos pelas áreas de TI foram voltados à redução de gastos operacionais, citados por 62% dos profissionais consultados no estudo.

Ainda de acordo com o levantamento, mais de 47% das empresas investem acima de 60% dos orçamentos de TI no legado e menos de 40% em iniciativas transformacionais ou associadas à inovação.

 



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