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Três formas através das quais a cultura corporativa pode sabotar a inovação

Se sua empresa está lutando para se adaptar à era digital devido à falta de inovação, talvez seja hora de reconsiderar a cultura corporativa. Mudá-la exige esforço, mas a recompensa vale a pena

Sarah K. White, CIO/EUA

Publicada em 06 de novembro de 2017 às 13h31

A Transformação Digital deixou as empresas lutando para inovar em torno da tecnologia, mas se sua empresa está falhando em inovação, talvez você pode precise olhar urgentemente para a cultura da sua empresa.

Unir sua força de trabalho sob um objetivo comum é a melhor maneira de prosperar e promover a inovação na Era Digital, diz Barry Pellas, tecnólogo chefe de negócios da PointSource, uma empresa de consultoria de TI com foco em Transformação Digital. Mudar a cultura corporativa é uma tarefa dificílima, mas as empresas vão perder muito se não puderem abraçar essa mudança.

"Se as empresas não conseguem unificar a empresa em torno de um objetivo comum, correm o risco de uma má alocação de recursos. A concorrência interna impede a conclusão do projeto, e pode por a perder uma riqueza inestimável em ideias criativas", diz Pellas.

Pellas oferece três razões pelas quais sua cultura corporativa está deixando a inovação estagnada, e como você pode trabalhar para mudar as atitudes dos trabalhadores.

1 - Perder a visão do usuário final
Uma das marcas de um produto de tecnologia de sucesso é uma interface amigável, que permita aos consumidores começar a usá-lo imediatamente com uma curva de aprendizado baixa. No entanto, Pellas diz que as empresas têm o hábito de se concentrar na "transação" mais do que na "entrega de um produto final que contemple a melhor experiência do usuário".

Pellas sugere mudar para uma ênfase de toda a empresa em "design thinking", que é uma estratégia que os designers costumam usar para ficar focado no usuário final.

"É uma abordagem centrada no usuário que combina o toque humano, a integração da tecnologia e mantém o sucesso do negócio no foco", diz ele.

Pellas incentiva as empresas a incutir essa mentalidade em cada unidade de negócios para construir uma cultura de empresa que se concentra em colocar o usuário em primeiro lugar. Uma mudança para o "design thinking" fará com que cada funcionário pense sobre o usuário final, em vez de se concentrar em seu papel singular no ciclo de vida de um produto ou iniciativa.

Pregar para uma mentalidade inovadora é admirável, diz John Underkoffler, CEO da Oblong Industries, mas colocá-la em ação não é tão fácil. Uma coisa é dizer que você incentiva a inovação no local de trabalho, mas outra é apoiar ativamente ideias inovadoras com tempo, energia e recursos.

"Há muitas organizações que dizem que promovem a inovação, mas que, na prática, negam permissão a indivíduos ou equipes que tentam trabalhar de modo inovador", diz Underkoffler.

Os líderes de negócios não podem simplesmente incentivar a inovação e parar por aí, precisam identificá-la em toda a empresa e depois "reconhecer, receber e estruturar o que será transformado", diz ele.

ideia

2 - Ignorar a colaboração interdepartamental
As empresas sofrem mais quando são fortemente descentralizadas, com departamentos que raramente interagem uns com os outros. Isso resulta em "menos compartilhamento de conhecimento e avanços inovadores", diz Pellas.

No entanto, as empresas precisam evitar se aproximar da colaboração apenas como mais um projeto - não é algo que pode ser reservado em um calendário, precisa se tornar um processo "end-to-end, interagindo com e estendendo o mundo", diz Underkoffler .

"A comunicação constante é uma pedra angular para a transformação digital em qualquer organização e quando designers, desenvolvedores e equipes de distribuição trabalham juntos, a inovação orgânica é quase certa", diz Pellas.

3 - Deixar de unificar os objetivos comuns
Os líderes empresariais precisam unificar a empresa sob um objetivo comum se quiserem incentivar a inovação. Isso volta a encorajar o design e incentivar cada unidade de negócios a trabalhar para o mesmo objetivo, como oferecer serviços e produtos de fácil utilização.

"Diversos objetivos criam uma desconexão entre departamentos, muitas vezes levando a processos ineficientes e à falta de um esforço unificado em prol da inovação", diz Pellas.

Como sempre, isso requer uma abordagem de cima para baixo - uma que executivos e gerentes possam modelar para o resto da empresa. Se os empregados não conseguirem que os líderes empresariais respeitem esses padrões de inovação, eles não seguirão o exemplo, de acordo com Pellas.

"O propósito e a visão da empresa, sua substância real em maior escala, precisa ser parte do ar que todos respiram", diz Underkoffler.  Estruturas e processos de todo o negócio precisam apoiar linhas de comunicação abertas e ideias inovadoras.

Se as empresas puderem encontrar esse equilíbrio, criarão um ambiente com infinitas possibilidades e um "sistema operacional humano que possibilite que o melhor trabalho e pensamento das pessoas se unam em torno de novas ideias poderosas", diz Underkoffler.



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