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Gestão

Sua empresa é madura?

Para responder, avalei bem a maturidade empresarial, operacional, técnica e, sobretudo, a maturidade em gerenciamento de projetos

Ramiro Rodrigues *

Publicada em 22 de junho de 2017 às 09h00

O ser humano é um poço rico em incongruências. Por exemplo, diga a uma pessoa, em qualquer fase da vida, que ela está “velha” e, provavelmente, você ganhará um desafeto, ainda que dissimulado. Agora, dizer para alguém que ela parece mais “madura”, provavelmente, soará como um elogio.

Ao pesquisar um pouco sobre a palavra, encontramos definições que giram em torno da interpretação que maturidade é o estado das pessoas ou das coisas que atingiram completo desenvolvimento: maturidade comportamental, mental etc. Assim, podemos compreender as pessoas e separar a maturidade física da maturidade emocional com certa facilidade.

Já para as entidades, como as organizações empresariais, a maturidade precisa estar associada a uma expertise específica a qual está se pressupondo dizer que a organização já labuta com experiência, alta qualidade e baixo índice de erros. Maturidade empresarial, operacional, técnica e, também, maturidade em gerenciamento de projetos.

A maturidade em Gerenciamento de Projetos (GP) significa que uma organização, através de processos uniformes e repetitivos para todos os projetos que executa, está condicionada a evoluir qualitativamente e a aumentar as probabilidades de sucesso nos projetos e, consequentemente, nos resultados da organização executora. Para tal, o mercado oferece algumas soluções pagas e gratuitas de modelos de avaliação de maturidade em gerenciamento de projetos.

A aplicação de um destes modelos permite realizar o primeiro importante objetivo: saber identificar em qual estágio sua organização se encontra. Este passo é extremamente difícil, visto a complexidade em poder comparar se uma organização está fazendo bem seus projetos em relação a outras, sem se contaminar por percepções individuais e subjetivas. Comumente, através de uma escala de cinco níveis, a maioria dos modelos irá questionar os participantes vários aspectos de como estão ocorrendo os projetos e produzir uma pontuação para, depois, classificá-la em um ranking. E, com este resultado, classificar o atual nível de maturidade da organização.

Identificado este nível, o passo seguinte é buscar traçar um plano de ações para passar para o próximo nível. Eis então o outro grande objetivo e ganho de um bom modelo de maturidade em GP: grande parte destes oferecem referências das características mais comuns esperadas de uma organização em cada nível. Com isto, fica mais fácil elaborar um plano de ações focado nas características esperadas pelo nível seguinte a ser buscado. Aqui, vale uma observação: não se “pula” de um determinado nível para, por exemplo, dois níveis depois. Assim, o progresso deve ser incremental, um nível por vez.

gestaoprojeto

Voltando ao plano de ação, este deve ser pensado e executado como se fosse um projeto seguindo as boas práticas e metodologia da própria organização. Ele deve ser dimensionado para ser concluído a tempo de permitir que seus ganhos sejam observáveis e percebidos pela organização, fazendo com que causem os impactos positivos esperados no próximo ciclo de uma nova pesquisa de maturidade, que pode ocorrer em um intervalo de um ou dois anos, dependendo da evolução que está sendo buscada.

Isto posto, os passos a serem seguidos são:

1.  Aplicar a pesquisa de maturidade

2.  Avaliar e divulgar o resultado da 1ª pesquisa

3.  Elaborar um plano de ação

4.  Rodar o projeto para a evolução do nível

5.  Voltar ao passo 1 - Melhoria contínua

Esta sequência, devidamente bem patrocinada, provavelmente, irá fomentar um ciclo construtivo em sua organização na busca de um estágio evoluído na capacidade de execução de projetos.

Não que sejamos inocentes em achar que não teremos mais problemas nos projetos em uma organização com alto nível de maturidade – isto é intrínseco à natureza destes empreendimentos! Mas, afortunadamente, haverá uma maior clareza de atitudes, conhecimentos e responsabilidades na busca da resolução destes.

Bons projetos!

 

(*) Ramiro Rodrigues é gerente de Serviços da Arcon



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