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Datacenter 2.0: Não seja você a gaivota de TI a ser evitada

Ou será que você constuma se precipitar sobre os projetos, "soltar um barro" metafórico em tudo e em todos e depois levantar voo, deixando que outros se ocupem de limpar tudo

Kong Yang *

Publicada em 13 de junho de 2017 às 19h30

Uma pergunta ecoa nas mentes dos tecnólogos de TI em toda parte: como será o datacenter em 2020? Embora isso seja daqui a apenas três anos, o alto índice e a grande amplitude das mudanças associadas a novas tecnologias e serviços está estimulando uma transformação tanto na trajetória quanto no escopo do datacenter moderno.

À medida que os constructos tecnológicos e de serviços continuam a evoluir, eles mudam fundamentalmente a maneira como os serviços de aplicativos são arquitetados e entregues. A área de cobertura desses aplicativos abrange uma mescla de serviços de vários provedores, que incluem operações de TI e DevOps. Os aplicativos estão sendo afetados por infraestrutura como serviço, software como serviço, plataforma como serviço, contêineres, microsserviços e tecnologias sem servidores. Dessa forma, esses serviços estabelecerão as bases para o datacenter de 2020.

O desafio da TI híbrida
O desafio de gerenciar aplicativos em camadas nesse ambiente está na complexidade que se estende não apenas pelos silos das organizações de TI, mas também pelos vários provedores de serviços. Isso equivale à solução de problemas em sistemas distribuídos que residem em seus próprios ecossistemas e são mantidos por seus próprios administradores. O fator humano amplia a magnitude do problema. O crescimento é exponencial, especialmente se houver gaivotas de TI pairando ao redor.

A gaivota de TI
O que é uma gaivota de TI? Gaivota de TI é aquela pessoa que se precipita sobre os projetos, "solta um barro" metafórico em tudo e em todos, depois levanta voo, deixando que outros se ocupem de limpar tudo. Se o projeto for bem-sucedido, a gaivota de TI se apropriará dos louros por ter "participado" de todas as etapas.

Todos conhecemos uma gaivota de TI; elas tendem a pairar em cargos de gerência. Na verdade, nós mesmos podemos ser gaivotas de TI, dadas as pressões envolvidas em ser um profissional da TI que precisa resolver problemas importantes para os negócios o mais rápido possível. As gaivotas de TI costumam deixar um rastro de danos que acaba terminando em troca de acusações. Então, como evitar que as gaivotas de TI causem devastações nos projetos de missão crítica?

gaivota

Como superar a gaivota de TI
Existem três etapas simples que qualquer profissional de TI pode utilizar para lidar com essas gaivotas e minimizar o alcance de destruição delas.

  1. Restrinja-se aos dados: Especificamente, atenha-se a dados de séries temporais que podem ser relacionados à causa raiz dos problemas. O segredo da solução de problemas é fazer vir rapidamente à tona o ponto único da verdade a fim de eliminar a troca de acusações em TI. Isso é eficaz ao invalidar as gaivotas de TI, com dados que demonstram e relacionam causa e efeito em termos claros e concisos.
  1. Colabore: uma boa colaboração é outra força dissuasora das gaivotas de TI. Ser capaz de compartilhar o ponto de vista de um especialista em um domínio com especialistas no assunto de outros domínios e fornecer a eles insights específicos sobre um problema são habilidades poderosas quando se tenta remediar problemas rapidamente em várias pilhas e provedores de serviços. Isso permite tomar uma ação decisiva com o menor tempo e número de etapas possíveis.
  1. Concentre-se no contexto conectado: Ao se concentrarem no contexto conectado oferecido pelos dados de séries temporais relacionados por toda a pilha de aplicativos, as equipes podem eliminar o dano potencial causado pelas gaivotas de TI, até mesmo enquanto estiverem despejando seus “presentes” nos nossos datacenters.

Conclusão
Os datacenters de 2020 serão um híbrido de serviços prestados pela TI interna e de serviços terceirizados dos melhores prestadores da categoria, como Amazon Web Services e Microsoft Azure, para citar apenas alguns. Esses serviços estabelecerão as bases para a pilha de aplicativos, e as gaivotas de TI tenderão a se agrupar ao redor deles. A pilha de aplicativos é central para a revitalização de qualquer organização, cabendo às organizações solucionar problemas rapidamente e corrigir todas as questões no menor tempo possível – ou seja, minimizar o tempo médio de resolução (MTTR). Sendo assim, minimizar o efeito das gaivotas de TI híbrida por meio dos dados de séries temporais correlacionados e da colaboração, além do monitoramento com disciplina, otimizará bastante o MTTR, bem como a entrega e o consumo de serviços de aplicativos.

 

(*) Kong Yang é Head Geek da SolarWinds



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