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Gestão

Mas o que é inovação disruptiva, afinal?

E como ela vai afetar os negócios da empresa?

Cezar Taurion *

Publicada em 20 de março de 2017 às 07h25

O século XXI é o século das inovações transformacionais, em contraponto ao século XX, das inovações incrementais. O que isso significa? Que as inovações disruptivas serão constantes. A transformação contínua dos processos e modelos de negócio será nosso dia a dia. E já começa a aparecer funções de "Business Transformation" em algumas empresas. No Linkedin, por exemplo, já vemos vários perfis com este título.

Mas o que é inovação disruptiva, afinal? São inovações que introduzem novos benefícios ao mercado, como maior simplicidade e conveniência no uso, muitas vezes também ao menor custo.

Estas inovações batem de frente com os produtos e serviços existentes, já que a maioria das empresas não está preparada para enfrentar modelos de negócio diferentes dos que consolidou ao longo de décadas de sucesso. Além disso, por estarem engessadas em seus modelos mentais, e presas a processos que a levaram a posições sólidas, custam a perceber as mudanças no mercado, subestimando as inovações disruptivas.

Mudanças bruscas não são facilmente aceitas por empresas solidificadas em seus setores de negócio e muitas vezes, por reagirem lentamente, tentam se proteger escudando-se na legislação.

As inovações disruptivas não são ilegais. Simplesmente não estão reguladas, exatamente por serem disruptivas. O modelo atual de legislação é lento demais para acompanhar um cenário de mudanças frequentes. Creio que precisamos também de rupturas no próprio modelo de criação de legislações.

 digitalvortex

Venho estudando o assunto e creio que será interessante analisar as mudanças disruptivas que já estão desafiando dois setores de negócio extremamente sólidos, que se encastelam em seus segmentos e cujos executivos (e incluo alguns dos seus CIOs) tendem a frequentarem apenas eventos específicos do setor, passando ao largo das mudanças que já estão acontecendo em outros. A desculpa é: “ meu setor é único e estou solidamente consolidado”. Falo de bancos e telecomunicações. Eles já descobriram que não estão tão protegidos assim. Que os negócios mais ameaçados serão aqueles que tentarem se proteger ignorando o poder de decisão dos clientes.

É essencial ficar antenado com as mudanças, analisando continuamente as startups do setor ou de fora do setor. Os executivos do setor de telecomunicações entrevistados na pesquisa que gerou o relatório “Digital Vortex” disseram que sua ameaça maior, mais de 50%, vem de startups e não de empresas do setor ou de outro setor. Aliás, as ameaças disruptivas vindas de empresas do mesmo setor foram consideradas as menores.

Qual a lição? Sair do casulo, de olhar apenas eventos específicos do setor e ficar de olho ao mundo à sua volta. Dali é que virão as disrupções!

 

(*) Cezar Taurion é head de Digital Transformation da Kick Ventures  e autor de nove livros sobre Transformação Digital, Inovação, Open Source, Cloud Computing e Big Data



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