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Gestão

Novo perfil dos profissionais de TI desafia a liderança das empresas

O gestor precisa ser alguém resiliente, com bom trâmite entre as demais áreas, capaz de propor soluções, levar melhorias

Gabriela Mollo *

Publicada em 25 de fevereiro de 2016 às 07h18

Tímido, introspectivo, com conversas cifradas por códigos de programação e novidades digitais que ninguém mais entende. Há um tempo atrás, este era típico de um profissional de tecnologia. Porém, este perfil está mudando e cada vez mais rápido.

A área de tecnologia tem ganhado muita importância dentro das empresas. Tudo está relacionado à tecnologia, então ela deixa de ser vista como mero suporte para ser decisiva na tomada de decisão e definição de estratégia das companhias. Já existem casos em que o CIO também é responsável pelo planejamento estratégico. E isso tende a crescer.

Com o papel de protagonista, o profissional de TI que quiser se destacar e ser valorizado, não poderá permanecer estático, esperando que as demandas cheguem até ele. Será necessário sair de uma posição simplesmente analítica, para uma atitude muito mais proativa e estratégica, com visão de negócio agregando competitividade à empresa.

Mesmo com a demanda crescente por esse perfil, ainda é difícil encontrá-lo no mercado, principalmente, entre os profissionais mais seniores, acostumado com outra dinâmica de trabalho. E fica o alerta: manter a postura passiva vai diminuir e muito a sua empregabilidade.

O gestor de TI precisa ser alguém resiliente, com bom trâmite entre as demais áreas, capaz de propor soluções, levar melhorias. É preciso estar presente de forma transversal dentro das empresas, pois tudo depende de TI. Arrisco-me a dizer que os futuros CEOs virão da área de tecnologia e não mais do comercial ou finanças como estamos acostumados a ver.

Mas é um desafio! A introspecção e a timidez podem fazer parte da personalidade e mudar isso é complicado, para alguns até doloroso. Entretanto, é possível buscar há alternativas para melhorar a postura e capacidade de interação, como por exemplo, com cursos de teatro e oratória. Com certeza, a pior opção será ficar parado.


(*) Gabriela Mollo é consultora de recrutamento de Tecnologia na Robert Half



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