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Já ouviu falar em IOBVD, a nova arma dos gestores de TI?

Recentemente, o Gartner apresentou o tema em um relatório sobre ferramentas para quantificar a contribuição de TI nos negócios

Fernando Moraes *

Publicada em 19 de janeiro de 2016 às 14h12

Recentemente, o Gartner, líder global no fornecimento de pesquisas e análises na área de tecnologia, publicou um relatório sobre ferramentas que se voltam a quantificar a contribuição das áreas de TI e I&O (Infraestrutura e Operações) para o desempenho do negócio e, nele, trouxe um novo termo: o IOBVD (Infrastructure and Operations Business Value Dashboards).

Um dos grandes desafios, em especial dos líderes de I&O (infraestrutura e operações) e TI, é demonstrar o valor que estas áreas geram para o negócio. Historicamente, essa é uma dificuldade para tais líderes que, em geral, reportam-se para executivos da área financeira, especialmente CFOs (Chief Financial Officers) ou outros executivos de negócios, todos habituados a lidar com números e dados financeiros.

Baseado nos BVDs (Business Value Dashboards), um conceito que também é relativamente novo, os IOBVDs são painéis de controle focados em demonstrar como os recursos de TI, em conjunto com Infraestrutura e Operações, acabam impactando o resultado financeiro das companhias.

Demonstrar impactos de negócio é uma das métricas mais desejadas e perseguidas pela maior parte - senão todos – os gestores, executivos e C-Levels do século 21, que tradicionalmente, possuem ferramentas à disposição mais focadas em métricas operacionais (como disponibilidade da rede e tempo médio de resposta a uma falha) do que em métricas financeiras, e acabam não tendo tal visibilidade.

Essa dificuldade de fornecimento de dados mais estratégicos faz com que, em muitos casos, a alta gestão enxergue as áreas de TI e operações como centros de custos apenas. Esta é uma percepção equivocada que os IOBVDs se propõem a endereçar.

A grande diferença entre os IOBVDs e os sistemas tradicionais de suporte aos profissionais de TI e I&O, é que, enquanto as ferramentas tradicionais disponibilizam aos gestores gráficos com o tempo de disponibilidade de um sistema, por exemplo, um IOBVD é capaz de cruzar esta informação com os números de vendas e apresentar KPIs que digam respeito ao impacto da indisponibilidade de sistemas no faturamento da empresa.

Sendo assim, ao incorporar indicadores das áreas de TI, Infraestrutura e Operações, com métricas financeiras, os IOBVDs permitem que os gestores tenham uma ampla e exata visão da contribuição dessas áreas para o negócio. Desta forma, líderes de TI e operações podem participar das decisões de investimentos nas mais variadas frentes, que vão desde pessoas até processos e tecnologias, assumindo um novo papel nas decisões táticas e estratégicas da companhia.

Pesquisas apontam que, até 2020, 50% das empresas que têm seus negócios baseados em infraestruturas irão adotar Business Value Dashboards. Se você é gestor de infraestrutura, operações ou TI, e sua empresa tem esse perfil, fique atento a esta tendência. Provavelmente, em breve, você também será um usuário do IOBVD.

 

(*) Fernando Moraes é gerente de P&D e inovação da Icaro Tech



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