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Gestão

CIOs que dedicam 60% do seu tempo às linhas de negócio têm mais sucesso

Segundo Hugo Santana Londoño, diretor geral do Enterprise Partners Group da Microsoft Latin America, consumidores digitais exigem novas competências dos executivos de TI

Silvia Bassi

Publicada em 14 de outubro de 2014 às 19h12

A tarefa de "reimaginar a empresa num mundo digital" - novo motto da divisão enterprise da Microsoft  - não é apenas uma frase de efeito para ações de marketing, mas um mantra que os executivos de TI globais precisam adotar. 

"Os CIOs precisam agregar novas competências ao seu currículo, porque os clientes das empresas em que trabalham estão mudando", diz Hugo Santana Londoño, diretor geral do Enterprise Partners Group da Microsoft Latin America. Segundo Santana, "os clientes dos clientes da Microsoft estão se tornando digitais" e com isso os desafios para os CIOs são bem diferentes.

"A experiência do consumidor e a experiência da corporação se misturam e se retroalimentam", explica Santana.  "Nossa experiência mostra que os CIOs mais bem sucedidos são aqueles que dedicam 60% do seu tempo às linhas de negócios (LOB)", completa. 

Ponte entre CIOs e tecnologia

O executivo é responsável por comandar o grupo de profissionais da Microsoft que atende CIOs de todos os países da América Latina com a missão de apoiá-los na escolha das tecnologias corporativas e no desenho dos seus novos skills para atender à transformação digital da corporação. O grupo está inserido dentro da área de Enterprise, que hoje representa metade do faturamento da companhia.

"Somos a ponte entre os CIOs e o portfólio de produtos corporativos da Microsoft. Nossa missão é ouvir as necessidades dos executivos e das empresas e juntar as tendências dos negócios com as tendências da tecnologia", diz Santana.

À época desta entrevista, Santana estava no Brasil acompanhado de um grupo de elite de 20 profissionais, visitando 150 diferentes clientes para discutir novos cenários. Na semana passada, ele coordenou um encontro de 300 CIOs da América Latina e Caribe, realizado em Miami pela Microsoft. O tema: os negócios num mundo "mobile-first, cloud-first". 

Novos pilares de TI

Segundo Santana, a transformação digital da corporação exige dos CIOs muito mais skills que apenas os da TI convencional. Os executivos de TI precisam lançar mão de ferramentas de monitoramento e escuta dos clientes de suas empresas para saber o que oferecer ao mercado, como ampliar os negócios e como reagir rapidamente às mudanças do cenário.

Um dos produtos recém-lançados pela companhia para essa tarefa - foi apresentado em fevereiro de 2014 - é um conjunto de novos recursos do Microsoft Dynamics CRM voltado para a atividade de Social Listening, também conhecido como monitor brand presence. 

Escutando a nuvem

O produto se aplica tanto ao setor público quanto privado, segundo Santana, e está chegando à América Latina. No Brasil a companhia já tem 15 projetos-piloto em andamento, nos quais as empresas envolvidas estudam seus clientes e suas marcas "ouvindo" o que acontece nas redes sociais e em outros recantos do ecossistema digital.

Para a Microsoft,  o contexto para isso se chama Business Insights - somatória de business intelligence com business analytics e data warehouse. Traduzindo: a empresa quer oferecer aos clientes uma série de ferramentas que ajudam a tomar decisões com velocidade, analisar os dados e socializar a informação sem exigir instalação de ferramentas on-premises.

A nuvem é a plataforma, diz Santana, lembrando que, segundo o CEO da Microsoft, Satya Nadella, a promessa da Microsoft é dobrar a capacidade de computação da nuvem a cada seis meses. Com esse poder de computação disponível, novas ferramentas e dispositivos móveis, os CIOs podem soltar a imaginação para elaborar projetos altamente complexos de monitoramento e analytics, aposta Santana.



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