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Gestão

CFO se firma como agente promotor da adoção de TI

Mas há uma discrepância entre as suas ambições e a realidade, diz um estudo da Longitude Research

Da Redação

Publicada em 02 de abril de 2014 às 08h18

O CFO moderno é um promotor da adoção de tecnologias emergentes dentro das empresas, segundo estudo da Longitude Research, patrocinado pela Oracle e Accenture. Aquele tipo de executivos “reconhece o valor que o digital e a cloud podem desempenhar para o negócio como um todo”.

Mas existe uma discrepância entre as ambições dos CFO e a realidade. Muitos CFO estão fazendograndes progressos no sentido de criarem uma função financeira apoiada em tecnologias mais eficientes e produtivas, Mas ainda são muitas as empresas onde as principais decisões se apoiam e dependem de informação desatualizada, a maior parte das vezes devido à falta de consolidação de dados.

Mais de dois terços dos executivos ouvidos pelos estudo concordaram que os CFO são agentes muito poderosos no que concerne ao poder de transformação da tecnologia e quase três quartos dos gestores da área financeira acreditam que as novas tecnologias, como a cloud computing, mobilidade e as redes sociais, irão transformar a forma como os departamentos financeiros são estruturados e geridos nas empresas. No entanto, apenas 20% dos gestores de primeira linha consideraram que os seus departamentos financeiros adotaram tecnologias de ponta, e 43% daqueles responsáveis afirmou que as tecnologias de ponta já tinham sido adoptadas pelos seus departamentos comerciais.

O estudo ouviu 1,275 executivos de empresas em todo o mundo (CFO, diretores financeiros seniores e gestores C-level): 670 são empregados por empresas das mais variadas dimensões na EMEA, e destes, 100 não são  executivos seniores.

Mais dados do estudo:

‒ 41% dos responsáveis inquiridos dizem que a capacidade para disponibilizar uma visão atualizada dos níveis de desempenho versus o orçamento “está muito abaixo das expectativas”;

‒ mais de um quarto dos inquiridos (28%) já estão utilizando cloud para apoiar a elaboração e gestão dos orçamentos, o planeamento e as previsões; 33% revelaram que estão planejando migrá-los para a cloud dentro de um ano;

‒ além disso, mais de dois terços dos gestores inquiridos ou já adotaram um sistema baseado na cloud que abrange parte do seu núcleo financeiro (24%), ou planejam fazê-lo (45%);

‒ cerca de 30% dos gestores financeiros e dos executivos inquiridos no âmbito do estudo revelarem que concordam que os processos ainda se baseiam em papel. Mas existe uma clara tendência para a automatização e digitalização dos processos, com cerca de 44% utilizando apps e 53% recorrendo a sistemas baseados na web;

‒ as conclusões do estudo apontam para o fato de estarmos em um novo ponto de inflexão crítico provocado pela maturidade da análise da Big Data, da cloud, da mobilidade e das redes sociais, e face ao qual as empresas terão agora que reavaliar as suas estratégias digitais;

‒ para 70% dos inquiridos estas tecnologias irão mudar a forma como estruturam e gerem as funções financeiras nas suas empresas.



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