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Como superar o déficit de cientistas de dados

Companhias americanas estão lançando mão de algumas práticas para achar ou formar sua força de trabalho especializada em Big Data. Pelo menos três linhas de ação começam a chamar atenção. Confira.

Tam Harbert, Computerworld/EUA

Publicada em 10 de fevereiro de 2014 às 08h10

Com as oportunidades de explorar o Big Data aumentando, executivos voltam-se para um desafio igualmente crescente: achar profissionais especializados e cientistas de dados capazes de capturar, armazenar, gerenciar e analisar grandes volumes de dados não estruturados em tempo real e fazer deles combustível para aumentar os negócios.

Segundo um estudo da consultoria McKinsey & Co, em 2018 só os Estados Unidos vão ter um déficit de 1,5 milhão de especialistas nesse contexto. Isso explica o programa lançado há alguns meses pela administração do presidente Obama que vai investir 200 milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento na área de Big Data. Uma parte da iniciativa visa expandir a força de trabalho necessária para desenvolver e usar essas tecnologias.

Enquanto isso, head hunters, diretores de RH e executivos de TI estão lançando mão de algumas práticas para achar ou formar sua força de trabalho. Pelo menos três linhas de ação estão começando a ser mais comuns entre as empresas americanas:

1- Achar e contratar um excelente cientista de dados e colocá-lo como responsável pela área de Big Data, com a missão de desenvolver dentro da empresa o time que vai trabalhar com a tecnologia;

2- Trabalhar com a equipe atual e identificar entre os funcionários aqueles que já possuem alguns conhecimentos de Big Data. Prover esses profissionais a novos cargos com mais poder e responsabilidade e investir no seu crescimento, com treinamento interno e cursos externos.

3- Implementar novas ferramentas disponíveis no mercado projetadas para fazer a mineração e tratamento dos dados sem necessidade de conhecimento prévio específico dos usuários;

Como um cientista de dados não é tão fácil assim de encontrar, a maioria das empresas está apostando num combinado das opções dois e três, encontrando a melhor relação entre mão de obra interna e novas tecnologias disponíveis no mercado.

Mas e se você achasse esse cientista? Que conhecimentos e atributos ele deveria ter para preencher o cargo?  Segundo os especialistas, ele (ou ela) teria de conhecer programação, ser capaz de criar modelos estatísticos de dados, ter conhecimento amplo sobre negócios, entender as diferentes plataformas de big data e como elas trabalham e ter excelente capacidade de comunicação para conseguir fazer a tradução de Big Data para a linguagem de negócios.

"Uma pessoa que tenha tudo isso junto é rara”, diz Brian Hopkins, analista da Forrester Research. É difícil até mesmo pensar onde começar a procurar. Algumas empresar estão de olho nas universidades, procurando por profissionais que acabaram de fazer pós-graduação ou doutorado em estatística, processamento em linguagem natural ou linguagem de máquina. Outros estão tentando atrair cientistas de empresas com grande uso de programas de análise de dados, e o alvo mais comum são empresas de redes sociais ou search, como Google e LinkedIn.

As companhias que têm a sorte de achar tais pessoas as contratam com cargo e autoridade para montar seu próprio time recrutando profissionais internos ou buscando pessoas do mercado. Segundo Hopkins os cientistas de dados funcionam como um hub, conectando pessoas diferentes, com conhecimentos diversos e diferentes habilidades que, colocados em um ambiente colaborativo, permitem implementar as iniciativas de big data..

Se a opção é formar seu time a partir de profissionais internos, o conselho dos especialistas é identificar na empresa pessoas que tenham interesse e aptidão para trabalhar com Big Data. Tais profissionais podem ver da engenharia, do desenvolvimento de software, da área de Business Analytics ou até mesmo dos departamentos de marketing ou finanças. Mandatório é que elas gostem de analisar dados, sejam curiosas, criativas e tenham excelentes habilidades de comunicação.



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